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Passageiros sem controle a bordo: 5 casos muito loucos da aviação

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Notícias sobre incidentes durante voos são tão frequentes quanto anúncios de novas rotas Imagem: Getty Images

Renê Castro

Colaboração para o UOL

12/02/2018 04h00

Pode parecer bizarro, mas notícias sobre incidentes durante voos são tão frequentes quanto anúncios de novas rotas. O que surpreende é que muitas vezes fica até difícil entender a motivação de alguns passageiros quando tomam atitudes, digamos, “não convencionais”. Veja algumas histórias:

Surto psicótico

Há alguns dias, autoridades de Charlotte, nos Estados Unidos, relataram o caso de uma mulher que simplesmente perdeu a cabeça durante a aterrissagem de um voo originário de Dallas. Sem nenhuma explicação, Charlene Harriott começou a andar em direção à cabine de pilotos, atitude não permitida durante o processo de descida. Ao ignorar as ordens para permanecer sentada, a moça atacou a tripulação.

No boletim de ocorrência consta que a agressão teve arranhões e mordidas em comissários da American Airlines. A única solução encontrada pela tripulação foi prender a passageira a uma cadeira com fita adesiva. Charlene ficou ainda mais agressiva, dificultando o trabalho dos funcionários da companhia.

Quando finalmente foi controlada, o pouso foi realizado e a moça saiu do avião algemada pelo FBI, sob a acusação de interferir na operação do voo "de forma consciente e intencional". Charlene está sob custódia das autoridades até o julgamento.

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Excesso de roupa

Também em fevereiro deste ano, o vendedor de roupas Ryan Carney Williams foi expulso de dois voos após tentar ir da Islândia para Londres vestindo oito pares de calças e dez camisas.

O caso virou uma série de mensagens no Twitter do passageiro, que relatou com detalhes o ocorrido. A primeira companhia que negou o embarque foi a British Airways, que, inclusive, foi obrigada a chamar a polícia para tirá-lo da área do check-in. Após ser detido e prestar esclarecimentos, Williams foi liberado.

No dia seguinte, o vendedor retornou ao aeroporto com um bilhete para tentar fazer o mesmo trajeto, desta vez com Easyjet. Sem sucesso. A empresa também não permitiu o embarque, justamente por tomar conhecimento do incidente do dia anterior.

As duas companhias se manifestaram sobre o ocorrido, justificando que a maneira como o passageiro pretendia voar violava as políticas de voos. De acordo com Williams, a escolha em não despachar as roupas tinha motivo: falta de dinheiro.

A saga do cliente teve milhares de visualizações no Twitter, com usuários se dividindo entre um possível caso de preconceito racial e argumentos a favor das companhias aéreas. Alguns internautas, porém, disseram que ele teve azar, porque esse “truque” já deu certo em outras ocasiões. Dá para acreditar?

Mau odor

A American Airlines foi protagonista de outro caso bizarro. Dessa vez, um avião da companhia teve que desviar do seu trajeto original e fazer um pouso de emergência por conta do excesso de gases de um passageiro.

Segundo relatos de clientes, o cheiro era insuportável, e chegou a causar náuseas e dores de cabeça nas pessoas. A saída foi acionar o comandante para forçar o pouso. A história foi confirmada pelo aeroporto de Raleigh, na Carolina do Norte, Estados Unidos, que foi obrigado a recepcionar a aeronave fedorenta.

"Temos uma aeronave parada por problemas mecânicos e mau odor na cabine", tentou disfarçar o porta-voz do aeroporto, na ocasião.

Desembarque forçado

Cansado de esperar, um passageiro da Ryanair decidiu inovar ao abrir a porta de emergência e tentar desembarcar pela asa da aeronave. A atitude surpreendeu outros viajantes e a tripulação, que fizeram questão de registrar a atitude desesperada em vídeo. Confira:

O incidente ocorreu em 1º de janeiro deste ano, após o voo da companhia irlandesa ter saído com uma hora de atraso de Londres com destino ao Aeroporto de Málaga, na Espanha.

Testemunhas contam que o passageiro teria ficado impaciente quando percebeu que já havia passado 30 minutos desde que o avião pousou e o desembarque ainda não estava autorizado. Foi então que ele teve a brilhante ideia de escapar pela saída de emergência.

O homem, um polonês de 57 anos, foi retirado da asa pelos seguranças do aeroporto e encaminhado para a polícia. A Ryanair informou que o futuro do passageiro será determinado pelas autoridades locais, já que ele violou os regulamentos de segurança da Espanha.

Até tu, piloto?

Na aérea indiana Jet Airways, 2018 começou com a suspensão de dois pilotos experientes por conta de uma briga. A coisa ficou quente na cabine e resultou no abandono do cockpit do Boeing 777 durante a rota Londres (Reino Unido) - Mumbai (Índia). Sorte que hoje existe o piloto automático.

A mídia local não descobriu o motivo da discussão, mas relata que o comandante agrediu a colega de trabalho e ela deixou o cockpit aos prantos. O voo cumpriu o itinerário sem outros imprevistos e os 324 passageiros e 14 membros da tripulação a bordo chegaram em segurança ao destino final.

A empresa, porém, teve de reportar o fato à Aviação Civil da Índia e os profissionais foram imediatamente retirados de suas funções até que a investigação seja concluída. A Jet Airways afirma que tem “tolerância zero” para este tipo de atitude e que uma punição rigorosa será aplicada.

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