Viagem

Conheça as cidades fantasmas mais impressionantes (e assustadoras) do mundo

Marcel Vicenti

Colaboração para o UOL

15/08/2017 04h00

Passear por um lugar que foi abandonado por causa de tragédias, guerras ou crises econômicas pode ser um programa muito curioso para as férias. Há diversas cidades fantasmas ao redor do mundo que viraram populares atrações turísticas. Nelas, os viajantes têm a sensação de estar no meio de um cenário de filme de terror –e, às vezes, os locais realmente guardam histórias assustadoras. Veja sete essas cidades fantasmas que, atualmente, recebem turistas. 

Um lugar engolido pelo deserto

Damien du Toit/Creative Commons
Imagem: Damien du Toit/Creative Commons

O sul da Namíbia tem uma das cidades fantasmas mais impressionantes do mundo. O lugar se chama Kolmanskop, um antigo vilarejo que, no começo de século 20, era o lar de centenas de pessoas que trabalhavam em uma mina de diamantes que existia na região. Kolmanskop foi completamente abandonada nos anos 1950, quando os diamantes entraram em escassez. Restaram no local as ruínas de diversas casas, um hospital e até uma escola, que foram invadidas pelas areias do deserto que marca essa área da Namíbia. Hoje, os turistas se divertem entrando nas construções. Kolmanskop já serviu, inclusive, como locação para um desconhecido filme de terror lançado no começo dos anos 90, chamado “Dust Devil”.

Ruínas do Velho Oeste

Tpsdave/Creative Commons
Imagem: Tpsdave/Creative Commons

Localizada no interior da Califórnia, a cidade de Bodie surgiu durante a corrida do ouro que movimentou os Estados Unidos no século 19. O local chegou a ter mais de 5.000 habitantes, atraídos pelas minas. Hoje, quase que completamente desabitada (há alguns guardinhas que tomam conta das ruínas de Bodie e moram por lá), o lugar preserva uma aparência típica de vilarejo do Velho Oeste, com casarões de madeira, igrejas, carcaças de carros e, logicamente, um bar. Carcaças de antigos carros do século 20 também podem ser vistas na área. Em uma das ruas locais, uma placa avisa: “É ilegal pegar qualquer coisa de Bodie”. Uma lenda diz que maldições se abatem sobre turistas que tiram qualquer coisa da cidade fantasma.

Ruínas do Velho Oeste 2

Rolf Blauert/Creative Commons
Imagem: Rolf Blauert/Creative Commons

Outra interessante cidade fantasma que pode ser visitada nos Estados Unidos é St. Elmo, no Colorado. Fundada no final do século 19, era residência, principalmente, para pessoas que trabalhavam nas minas de ouro da região. Com o declínio da indústria da mineração na área, St. Elmo começou a perder moradores nas primeiras décadas do século 20 e, hoje, exibe um grande conjunto de casas, igrejas e estabelecimentos comerciais abandonados. Muitas dessas estruturas, porém, estão extremamente bem preservadas, rendendo grandes fotos para os turistas.

Fuga de um desastre nuclear

Justin Stahlman/Creative Commons
Imagem: Justin Stahlman/Creative Commons

O acidente nuclear na usina de Chernobyl, na Ucrânia, gerou milhares de mortos e danos ambientais incalculáveis. Ocorrido em 1986, o desastre espalhou material radioativo por toda a região e causou a evacuação da Pripyat, a cidade onde viviam, junto com suas famílias, milhares de pessoas que trabalhavam na usina. Hoje, mais de 30 anos após a tragédia, Pripyat (que fica a poucos quilômetros de Chernobyl) virou atração turística: viajantes vão até lá para explorar seus edifícios, hospital, escolas, restaurantes e centros esportivos abandonados. Em algumas residências, ainda há objetos de seus antigos moradores, como quadros e bonecas. E, no meio de tudo isso, surge um melancólico parque de diversões com roda-gigante e carrinhos de bate-bate em ruínas. Os tours são realizados com guias.

Resort fantasma

ThomasNY/Creative Commons
Imagem: ThomasNY/Creative Commons

Localizado em Chipre, Varosha foi um dos resorts mais famosos do mar Mediterrâneo, sendo frequentado por celebridades como Elizabeth Taylor e Richard Burton. Em 1974, porém, o território foi invadido pela Turquia, o que gerou uma guerra com a população de ascendência grega que era majoritária na ilha. Varosha ficou bem na linha de tiro e, por isso, foi abandonada por seus moradores e trabalhadores, que nunca mais conseguiram voltar. Durante o conflito, o Chipre foi dividido em dois (o norte ficou sob domínio turco e o sul permaneceu com os gregos-cipriotas), e o resort se viu perto do local onde passa essa fronteira. Sua orla foi bloqueada pelos turcos e a atividade turística morreu de vez na área. Varosha, hoje, é um conjunto de ruínas, contrastando com a beleza do mar que banha suas areias. Turistas não podem entrar na área, mas costumam tirar fotos da paisagem a partir das praias vizinhas.

Ilha fantasma

Jordy Meow/Creative Commons
Imagem: Jordy Meow/Creative Commons

A Ilha de Hashima, no Japão, chegou a ter mais de 5.000 habitantes nos anos 1950. A maioria trabalhava em uma mina de carvão, desativada nos anos 1970. A população foi embora e, hoje, restam apenas cinzentos prédios com janelas quebradas, ruas forradas de entulho e um clima sinistro. Hashima tem um apelido: Gunkanjima (que, em japonês, quer dizer algo como “Ilha do Navio de Guerra”). Visto de cima, o lugar lembra uma embarcação bélica. Hoje, parte desse terreno pode ser visitado por turistas, que se surpreendem com os enormes edifícios abandonados. 

Cidade histórica fantasma

Wallora/Creative Commons
Imagem: Wallora/Creative Commons

A Itália tem uma das mais fotogênicas cidades fantasmas do mundo: Craco, localizada sobre uma colina no sul da bota e com construções com quase mil anos. Oferecendo lindas vistas para o vale do rio Cavone, o local foi habitado até a segunda metade do século 20, mas foi abandonado por causa da deterioração da estrutura da cidade e por perigos apresentados pela natureza. Nos anos 1960, deslizamentos fizeram com que a população fosse evacuada. Anos depois, um terremoto ocorreu nesta região da Itália e desencorajou qualquer tentativa de repovoar Craco. Turistas podem visitar a hoje cidade fantasma, que abriga até as ruínas de um castelo. Craco já foi usada como locação para vários filmes, como “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson.

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