Viagem

Quer viajar em época de crise? Conheça destinos internacionais baratos

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL

23/07/2017 04h00

Com o dólar acima dos R$ 3 e uma economia em crise, muitos brasileiros devem estar desanimados com a possibilidade de realizar uma viagem ao exterior. É bom lembrar, porém, que há diversos destinos turísticos ao redor do mundo que são bem mais baratos do que (e tão interessantes quanto) Estados Unidos, Canadá e Europa Ocidental – eternos queridinhos do viajante verde e amarelo.

De acordo com pesquisa divulgada recentemente pelo site Skyscanner (um dos principais buscadores de passagens aéreas e hotéis da internet), existem muitos países fascinantes onde é possível fazer lindos passeios gratuitos, dormir por cerca de R$ 30 e comer pagando ainda menos. Conheça alguns destes lugares e se anime para cair na estrada.

Equador

Ivan Abrahamsen_Creative Commons
Quito, no Equador Imagem: Ivan Abrahamsen_Creative Commons

Com passagens em conta para viagens desde o Brasil (ida e volta custando aproximadamente R$ 1.660), o Equador é um dos países mais baratos da América do Sul – e que vale a pena ser visitado. Caminhar pelo interessante centro histórico de Quito (recheado de fotogênicas construções coloniais) é uma atividade gratuita que deve ser feita por qualquer viajante e, no quesito hospedagem, há diárias custando R$ 65 em um quarto individual de um hotel bem avaliado na capital equatoriana. Camas em quartos compartilhados de hostels, por sua vez, chegam a sair por menos de R$ 25 (por este mesmo valor, turistas conseguem comer uma boa refeição em algum restaurante da cidade).

Já uma visita guiada à Igreja da Companhia de Jesus, que impressiona o turista com seu interior forrado de ouro, custa cerca de R$ 15. E o viajante não entrará em falência se quiser fazer um dos tours mais bonitos no território equatoriano: trata-se do passeio de trem pela Rota dos Vulcões, que, em um percurso com mais de 9 horas, passa ao lado de algumas das paisagens naturais do Equador, como os vulcões Cotopaxi e Rumiñahui. As passagens custam aproximadamente R$ 130 e incluem refeição.

Bolívia

EEJC_Creative Commons
La Paz, na Bolívia Imagem: EEJC_Creative Commons

A Bolívia é outro país pertinho do Brasil que une paisagens fascinantes com um baixo custo de vida para o turista. Passagens de ida e volta entre São Paulo e o país de Evo Morales chegam a custar menos de R$ 1.300 e, no território boliviano, quase tudo é barato para o viajante brasileiro. Uma diária em uma confortável pousada de Sucre, por exemplo, que é a cidade histórica mais linda da nação andina, chega a custar menos de R$ 65 por pessoa. E não se paga nada para admirar as principais atrações locais, como a linda Praça 25 de Maio e o mirante da Recoleta.

Boas refeições podem ser encontradas em Sucre por menos de R$ 25, mesmo preço oferecido por diversos restaurantes de La Paz, a principal cidade boliviana. Nesta metrópole, cercada por imponentes montanhas nevadas dos Andes, a diária em um hotel bem avaliado no Skyscanner sai por até R$ 55. Por lá, há quartos compartilhados em hostels custando R$ 22 por pessoa. E não se preocupe com o transporte entre os principais locais turísticos de La Paz, que incluem um belo centro histórico e uma área chamado Vale da Lua, recheada de formações rochosas que lembram paisagens lunares. Uma corrida de táxi na cidade raramente sai por mais de R$ 20. 

Índia

Akshardham_Creative Commons
Nova Delhi, na Índia Imagem: Akshardham_Creative Commons

Desde o Brasil, a passagem aérea de ida e volta para a Índia não é barata (chega a custar mais de R$ 4.000), mas, na hora em que o turista pisa na terra de Gandhi, tudo pode ficar ridiculamente barato. De acordo com o Skyscanner, a cidade de Agra, por exemplo, tem hotéis três estrelas com diárias de R$ 64 para duas pessoas (R$ 32 por cabeça). Já em Nova Delhi, a capital da Índia, há estabelecimentos hoteleiros bem avaliados cobrando pouco mais de R$ 50 por quartos duplos.

No quesito alimentação, é possível comer em bons restaurantes indianos por menos de R$ 20 por pessoa e, para se locomover nas cidades com os famosos tuc-tucs, gaste-se, geralmente, menos de R$ 10. E o melhor: muitas das atrações turísticas da Índia são gratuitas. Não se paga nada para admirar as fantásticas cerimônias religiosas no rio Ganges, para conhecer os imponentes templos hindus de Nova Delhi ou para explorar as ruas dos coloridos centros urbanos do deserto do Rajastão. E há passagens de trem entre estas cidades custando menos de R$ 40.

Sri Lanka

Patty Ho_Creative Commons
Praia de Mirissa, no Sri Lanka Imagem: Patty Ho_Creative Commons

É uma ilha ao sul da Índia recheada de lindas praias, monumentos budistas e áreas florestas recheadas de elefantes. Apesar de a passagem aérea para lá desde o Brasil não ser barata (bilhete de ida e volta custa a partir de R$ 4.500 no Skyscanner), o país oferece um dos custos de vida mais baixos da Ásia, especialmente para mochileiros: em Colombo, a capital do país, as diárias de diversos hostels custam menos de R$ 35 por pessoa (muitas com café da manhã incluído). Já na paradisíaca praia de Mirissa, um dos cartões-postais do Sri Lanka, existem pousadas à beira da areia com diárias a partir de R$ 50 por pessoa.

Locomover-se pela ilha é também barato: uma viagem de trem de 9 horas entre Colombo e Galle (uma fotogênica cidade no sul do país fundada no século 16 pelos portugueses) custa cerca de R$ 45. E o ingresso ao principal recanto ecológico do país, o Parque Nacional Udawalawe, onde é possível observar elefantes vivendo em um ambiente selvagem, custam cerca de R$ 80 por pessoa.

Vietnã

Diego Delso_Creative Commons
Imagem: Diego Delso_Creative Commons

O alto preço da passagem aérea para o Vietnã (cerca de R$ 4 mil o bilhete de ida e volta desde o Brasil) é compensado por um baixo custo de vida encontrado na nação asiática. De acordo com o Skyscanner, “é fácil encontrar quartos individuais, duas estrelas, por aproximadamente R$ 20” em diversas cidades do país, como Hanói e Cidade de Ho Chi Minh (a antiga Saigon).

Além disso, afirma a pesquisa do Skyscanner, “os táxis cobram em torno de R$ 6 por corridas de duração média. E um almoço ou jantar chegam a custar menos de R$ 15”. Já uma passagem de trem entre a Cidade de Ho Chi Minh e Nha Trang, um dos principais destinos de praia do Vietnã, custa cerca de R$ 75, em uma viagem que dura sete horas e meia. A maioria dos fascinantes templos budistas que se espalham pelo país têm entrada gratuita, e é possível fazer, a partir da Cidade de Ho Chi Minh, um tour guiado de meio dia aos túneis de Cu Chi (onde ocorreram batalhas na Guerra do Vietnã) por aproximadamente R$ 70 (com alimentação incluída).

Sérvia

Vlada Marinkovic_Creative Commons
Belgrado, na Sérvia Imagem: Vlada Marinkovic_Creative Commons

Há também destinos na Europa que são extremamente em conta para o turista brasileiro. A Sérvia, por exemplo, oferece um custo de vida baixíssimo, mesmo com o real desvalorizado. A capital Belgrado tem estabelecimentos hoteleiros bem avaliados com quartos privados por menos de R$ 50 e quartos compartilhados por menos de R$ 20.

Na cidade, os restaurantes são igualmente econômicos e a maioria de suas atrações turísticas são gratuitas. O turista não paga nada para passear no forte Kalamegdan (que abriga uma linda área verde com vista para o rio Danúbio) ou para explorar a rua Skardalija, uma das mais belas vias do Leste Europeu. Belgrado também oferece uma das melhores vidas noturna da Europa, e a entrada de muitas de seus bares com música ao vivo é gratuita. E, lá dentro, um copão de meio litro da cerveja local sai por menos de R$ 10. É possível encontrar bilhetes de ida de volta entre Brasil e Belgrado por cerca de R$ 3.900.

Kiev

Levchuk Volodymyr_Creative Commons
Kiev, Ucrânia Imagem: Levchuk Volodymyr_Creative Commons

Outro destino europeu que está extremamente barato é a Ucrânia. Apesar do conflito armado que o país trava com a Rússia em sua fronteira leste, Kiev (a atrativa capital do território ucraniano que está distante do combate) é segura, linda, baladeira e perfeita para quem não pode gastar muito dinheiro.

O lugar oferece estabelecimentos hoteleiros ridiculamente baratos. Por lá, mochileiros gastam menos de R$ 15 para dormir em quartos compartilhados de hostels. Quartos privativos, por sua vez, são encontrados a menos de R$ 40 a noite. Há ótimos restaurantes na cidade, onde o turista pode provar o delicioso borsch (a sopa de beterraba típica da Ucrânia) por cerca de R$ 10. Refeições mais completas estão disponíveis em bons restaurantes por menos de R$ 30.

A grande diversão turística na cidade é passear por suas lindas praças, avenidas arborizadas e ruas recheadas de coloridas igrejas ortodoxas – tudo gratuito. E locomover-se na Ucrânia é também econômico: uma passagem terrestre entre Kiev e Lviv (a segunda cidade mais importante do país) sai a partir de R$ 40. Uma passagem de ida e volta entre o Brasil e a Ucrânia custa a partir de R$ 4.000*.

*Todos os preços citados nesta matéria foram pesquisados em julho de 2017 e estão sujeitos a alterações.  

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