Viagem

Parque da Disney transforma visitante em Avatar como no cinema

James Cimino

07/07/2017 04h00

Já é tradição entre os parques temáticos da Disney e da Universal criar atrações inspiradas em grandes franquias da TV e do cinema. Mas no momento estes parques estão passando por um período de transição e se transformando em canteiro de obras. 

No ano passado, foi o parque da Universal de Los Angeles que ganhou um área dedicada totalmente ao legado de Harry Potter. Em maio deste ano, a Disney abriu em seu Animal Kingdom, em Orlando, uma área inspirada no filme recordista em faturamento da história do cinema: “Avatar”, de James Cameron, lançado em 2009.

O evento que abriu os trabalhos na Pandora, a lua que serve de cenário para o filme, reuniu o diretor e todo o elenco principal da história para receber a imprensa mundial. O objetivo obviamente era reavivar a memória do público para uma franquia que ganhará quatro novos filmes nos próximos anos e que poderia estar esquecida em meio a tantos filmes de super-heróis e ficção científica, inclusive da Disney, que hoje é dona da Marvel Studios e da Lucas Film.

E a maneira que eles encontraram de fazer isso tem algumas semelhanças com o que se faz nos parques concorrentes: apostar nos brinquedos em 3D, que neste caso nos dão a sensação de voar nas costas de um Banshee — aquela espécie de dragão que só os Na’vi, os habitantes de Pandora, conseguem montar.

Caso você não seja um Na’vi, o que é o caso de 100% da população da Terra, a única maneira de se voar em um Banshee é se transformando em um Avatar, certo? E isto é possível gastando cerca de US$ 90 dólares. Acredite, é o tipo de dinheiro que quem visitar o Animal Kingdom já tem que reservar para gastar com as crianças — ou até mesmo com a família toda. 

Não apenas pelo apelo comercial, mas porque o processo de “transformação” mistura tecnologia de escaneamento facial e impressão em 3D. O visitante senta em um estande que imita os laboratórios do filme e tem sua face toda mapeada, ganha um cartão com um número de série, escolhe penteado, tipo de corpo, gênero, altura, cor dos olhos e até o formato das listras da pele do seu futuro Na’vi.

O brinquedo leva 30 minutos para ficar pronto e até o processo de retirada é uma experiência cinematográfica, como se poder no vídeo da reportagem do UOL, que esteve no local. O resultado é controverso e precisa de algum aperfeiçoamento, mas vale pela brincadeira de se fazer um “retrato familiar”, que pode sair pelo menos US$ 15 mais caro por pessoa, já que os Na’vi são como a gente e nascem peladinhos, estrategicamente em frente às prateleiras onde estão à venda suas roupas e armas.

Mas não é só isso, é possível também levar pra casa um Banshee filhote, que você fixa no ombro com um ímã e controla o movimento do pescoço, a abertura das asas e da boca, que faz até um ruído. Esta segunda brincadeira sai por até US$ 70. Outro dinheiro que, com um bom senso de oportunidade, pode render até uma fantasia de Danaerys Targaryen, a mãe dos dragões de “Game of Thrones”, para o Halloween.

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