Viagem

Vibradores são tema de museu nos Estados Unidos, veja algumas das relíquias

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL

31/05/2017 04h00

Centro da cultura hippie nos anos 1960 e capital gay dos Estados Unidos, San Francisco é um destinos mais liberais da terra de Donald Trump -- a cidade californiana tem até, entre suas atrações turísticas, um museu dedicado ao vibrador.

O Antique Vibrator Museum (que faz parte de uma rede de sex shops chamada Good Vibrations, ou “Boas Vibrações”) exibe cerca de 120 itens precursores dos criativos brinquedos fálicos que dão prazer nos dias de hoje. Alguns têm mais de 100 anos.

“Nós começamos nosso empreendimento com apenas seis antigos vibradores, número pequeno para um museu”, conta Carol Queen, sexóloga e porta-voz da Good Vibrations. “Mesmo assim, conseguimos chamar a atenção do público. Muita gente não imaginava que existia este tipo de coisa na época de suas avós”.

O acervo cresceu rapidamente, com aquisições de vibradores raros no site de vendas eBay e doações de pessoas que encontraram estes brinquedinhos enquanto esvaziavam os quartos ou casas de parentes falecidos.

“A história dos vibradores é surreal”, diz Carol. “No passado, médicos usavam este tipo de objeto para tratar o que eles acreditavam ser histeria feminina. Depois, foram desenvolvidos vibradores que eram vendidos como massageadores para diversas partes do corpo, como instrumentos de bem-estar físico para seus usuários. E, por fim, temos hoje este enorme mercado de brinquedos sexuais com os mais diversos formatos. Nosso objetivo é contar esta história fantástica”.

De Dr. Johansen a Ursinho Polar

Um dos objetos mais antigos e raros do acervo do museu é o chamado Vibrador do Dr. Johansen, do começo do século passado, que não funcionava com eletricidade, mas com a ajuda de uma manivela, que era manipulada pelo médico sobre o clitóris de suas pacientes.

A crença na tal da histeria feminina (e de que esta suposta desordem podia ser curada com a ajuda de vibradores) perdeu força ao longo do século 20, e os objetos que antes eram destinados a uso médico começaram a virar itens de bem-estar do ambiente doméstico. A publicidade passou a vendê-los como “produtos de beleza”, que podiam ser também usados em outros locais do corpo, como o rosto e o pescoço.

No museu, a linha evolutiva dos vibradores termina nos anos 1970, quando foi fundada a rede de sex shops Good Vibrations. O acervo pode ser conhecido gratuitamente com tours guiados por Carol Queen, realizados todo terceiro domingo do mês, a partir das 15h (horário de San Francisco). Cada passeio costuma contar com cerca de 25 participantes.

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