Viagem

Quer fazer safári? Veja 7 perigos e 5 momentos únicos que você deve encarar

Denise de Almeida

Do UOL

23/02/2017 04h02

Fazer um safári é daquelas viagens que testam sua coragem, elevam sua adrenalina e te deixam sem fôlego de tão encantado. Seja você um aventureiro ou não, é certeza que voltará cheio de histórias para contar.

De cocôs de elefante que atrasam seu voo a um pôr do sol de cair o queixo, listamos abaixo situações perigosas, inusitadas e momentos inesquecíveis que um passeio pelo mundo selvagem pode proporcionar. E acredite: vale a pena se aventurar.

7 perigos inusitados

Não desça do carro 

Eduardo Knapp/Folhapress
Imagem: Eduardo Knapp/Folhapress

Durante o game drive, como é chamado o safári feito de carro, os guias orientam os turistas a não descerem do jipe sem autorização. Não é por frescura: os condutores explicam que os animais enxergam o veículo como um animal de grande porte -- o que impõe mais respeito do que um mero ser humano. Deixar o veículo pode ser fatal.
 
Cocô de elefante pode impedir seu pouso 
Eduardo Knapp/Folhapress
Imagem: Eduardo Knapp/Folhapress
Aconteceu na viagem desta repórter a Botsuana. Uma manada de elefantes havia cruzado o caminho dos visitantes e decidido que a pista de pouso (uma faixa de areia no meio da savana, na região do Delta do Okavango) era um “banheiro” ideal. O problema é que o rastro de montes de cocô impossibilitava a descida do avião ali.

A solução? Dois guias que acompanhavam o passeio tiveram que colocar a mão na massa, literalmente, e limpar a pista. Coisas da vida selvagem.

Hipopótamos podem matar! 

Esqueça a imagem da fofa Gloria, personagem da animação "Madagascar". Apesar de serem herbívoros, hipopótamos são conhecidos como um dos animais que mais mata humanos na África – estão à frente mesmo dos temidos leões. 

O animal, que chega a ultrapassar duas toneladas de peso, é capaz de atacar, com cabeçadas, embarcações nos rios do safári. 

Sair do quarto à noite? Só com o guia 

Denise de Almeida/UOL
Imagem: Denise de Almeida/UOL

Ficar hospedado dentro de parques nacionais significa estar realmente em meio à natureza selvagem, mas saiba que o hotel não terá muros nem cercas. Por conta disso, você não pode sair do seu quarto à noite fora do horário combinado.

Para deixar sua cabana ou lodge é preciso ter a companhia de um guia, já que qualquer animal pode cruzar o seu caminho e, no escuro, você só vai descobrir isso quando o bicho estiver perto demais. Se esse encontro acontecer, o seu guia, munido de uma lanterna, vai tentar deixar o animal confuso, enquanto vocês correm para a cabana mais próxima. 

Banheiro selvagem 

Denise de Almeida/UOL
Imagem: Denise de Almeida/UOL

Durante os passeios do safári, o banheiro é ao ar livre. Sabe a história de ir até a moita? É isso, mas com o agravante de que podem ter animais rondando na hora em que a natureza te chamar. Por isso, quando a vontade apertar, você tem que avisar o guia, que vai procurar o lugar ideal e, então, dizer que você pode ir em frente. 

Barulhos assustadores

Na hora de dormir no meio da savana, provavelmente você vai ouvir muitos barulhos de animais ao seu redor – e não estamos falando daquela cigarra inocente: uma manada de hipopótamos seria algo mais comum.

A coisa pode ser um pouquinho mais assustadora quando você escuta algum ser não identificado (você muito provavelmente não enxergará nada na escuridão) arranhando a sua barraca. No caso desta repórter, o susto deve ter sido com alguns macacos, mas há quem tenha dado de cara com um leão lambendo as gotas de orvalho da barraca, como mostra o vídeo acima.

Beba água, mas nem tanto! 

Denise de Almeida/UOL
Imagem: Denise de Almeida/UOL

Quando se faz safáris por diferentes regiões em uma mesma viagem, é preciso contar com aviões de pequeno porte para te transportar, já que a distância entre um parque e outro pode ser grande. Foi o que aconteceu quando a equipe do UOL cruzou parte de Botsuana. O inconveniente é que não há banheiros nesse tipo de aeronave -- que comporta, em média, seis pessoas, incluindo o piloto. Então, quando quiser refrescar as altas temperaturas, é bom controlar o tanto de água que você ingere.

Algumas travessias aéreas têm um trajeto curto, mas outras podem requerer um pouco mais de força de vontade e controle da sua bexiga. Em último caso, há histórias de quem resolveu esse problema usando a garrafinha de água e deixando qualquer vergonha de lado. 

5 momentos únicos

Entardecer de cair o queixo 

Denise de Almeida/UOL
Imagem: Denise de Almeida/UOL

Cada pôr do sol é único e espetacular no meio da savana. E os safáris costumam aproveitar essa hora para montar um pequeno bar móvel, para os turistas curtirem o momento com petiscos e drinques. Vale tirar muitas fotos!

Desconectado e em paz 

Denise de Almeida/UOL
Imagem: Denise de Almeida/UOL

Quem é viciado em celular e redes sociais vai pensar, antes da viagem, que será um tormento passar dias desconectado. Mas, com o passar do tempo, você vai descobrindo os encantos de um safári e entende que vale muito mais a pena curtir o monte de novidades à sua volta.

Portanto, esqueça internet, TV e, em alguns casos, até a energia elétrica. A imersão na vida selvagem vai exigir que você deixe algumas mordomias de lado. Como recompensa, alguns lodges oferecem os “outside showers”: chuveiros a céu aberto, integrados à natureza, porém distante de outros quartos e hóspedes.

Contemple o céu 

Divulgação/Botswana Tourism
Imagem: Divulgação/Botswana Tourism

Sem poluição do ar nem luminosa, o céu das áreas de safári são uma atração à parte durante as noites. Você provavelmente verá o céu mais estrelado da sua vida!

Suricato amigo 

Denise de Almeida/UOL
Imagem: Denise de Almeida/UOL

A interação com animais nem sempre precisa de uma distância segura. Suricatos, por exemplo, são bichinhos curiosos que provavelmente vão querer se aproximar, caso você esteja na hora e lugar certos. Às vezes, eles se sentem seguros até mesmo para subir em você, mas, para não interferir de forma prejudicial, você não pode tocá-los de volta. 

Silêncio total 

Denise de Almeida/UOL
Imagem: Denise de Almeida/UOL

Um dos momentos mais marcantes no safári feito pela reportagem do UOL, em Botsuana, foi tentar executar uma tarefa aparentemente simples: ficar em silêncio absoluto por poucos minutos.

Ao visitar o deserto de sal de Makgadikgadi, que tem o tamanho equivalente a Portugal, o guia havia explicado que o lugar era rota para os bichos apenas durante o dia. Como não cresciam plantas por lá, nenhum bicho morava naquela parte do salar, nem humanos. Ao anoitecer, estávamos lá só nós, um grupo de sete pessoas, com a proposta de contemplar a grandiosidade do silêncio.

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