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Morre orca do SeaWorld considerada torturada por protetores dos animais

Mathieu Belanger/Reuters
A orca Tilikum pula durante um show do SeaWorld, parque da Flórida, nos EUA Imagem: Mathieu Belanger/Reuters

Do UOL, em São Paulo

06/01/2017 18h14

A orca Tilikum, que ficou conhecida mundialmente após matar a treinadora durante uma apresentação no SeaWorld em 2010, morreu no início desta sexta-feira (6). O caso inspirou os criadores do documentário "Blackfish" a investigar a dura vida das chamadas "baleias assassinas" em cativeiro e manchou a reputação do local, expondo a tese de que o SeaWorld prejudica os animais em prol do espetáculo.

Entre as acusações, o documentário diz que a empresa explora orcas capturadas na natureza e que o confinamento dos mamíferos vai de encontro a seus instintos, lesando sua saúde, reduzindo sua expectativa de vida e provocando situações de conflito e violência entre eles – e também contra os treinadores que lidam com os animais.

Em nota oficial, o parque diz que a orca sofria de graves problemas de saúde, incluindo uma infecção pulmonar bacteriana persistente, mas que a causa de sua morte só poderá ser conhecida com a ajuda de uma necropsia.

“Tilikum teve, e continuará a ter, um lugar especial nos corações de todos nós da família SeaWorld, assim como em milhares de pessoas em todo mundo que ele inspirou,” disse o presidente e CEO do SeaWorld, Joel Manby. “Meu coração está junto da nossa equipe que cuidou dele como se fosse da família.”

Histórico de mortes

Com uma estimativa de ter 36 anos, Tilikum estava próximo de atingir o máximo da idade esperada para uma orca macho, de acordo com uma pesquisa científica independente. Ela foi capturada em 1983, com cerca de dois anos. O animal passou 25 anos no SeaWorld. Além de matar a treinadora Dawn Brancheau diante de um público horrorizado em Orlando, Tilikum também se envolveu nas mortes de um funcionário em um outro parque em 1991 e de um turista em Orlando, que foi encontrado nas costas da baleia em 1999, depois de invadir seu tanque.

Em março do ano passado, eles anunciaram o fim dos projetos de reprodução de orcas, fazendo com que as que estão atualmente no SeaWorld sejam a última geração sob cuidado humano. 

Liberdade

O grupo de direitos dos animais PETA afirmou que a morte de Tilikum só destaca a necessidade de acabar com a prática de manter as orcas e outros animais marinhos em cativeiro para o entretenimento humano.

"Tilikum deve ser a última orca a morrer dentro de um parque de diversões SeaWorld. Ela se foi sem nunca mais saber sobre a liberdade, nem nunca sentir as correntes oceânicas ou ver sua família novamente. RIP Tilikum. Finalmente está livre", disse a vice-presidente sênior da PETA Lisa Lange em um comunicado.

"A última geração de orcas cativas passará eventualmente à luz da decisão da SeaWorld de descontinuar a criação de suas orcas, e a era de manter esses animais em cativeiro acabará", acrescentou Wayne Pacelle, presidente da Humane Society dos Estados Unidos.

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