Viagem

De comida à bagagem, turistas experientes dão dicas para viajar com criança

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Renan e Lia com a filha, Eva; a garotinha já conhecia seis países antes dos 2 anos Imagem: Arquivo Pessoal

Do UOL, em São Paulo

09/11/2016 20h10

Antes de completar dois anos, a filha da empresária Lia Castro, 30, já havia conhecido seis países. “Eu fiz minha primeira viagem com a Eva quando ela tinha apenas quatro meses e, desde então, não parei mais”, conta Lia, autora do blog O Caracol Viajante.

Com a experiência, ela aprendeu que um dos cuidados mais importantes na hora de programar as férias em família é escolher bem o destino e o roteiro. “Tem que incluir a criança, para que ela possa curtir também. O ideal é equilibrar os interesses dos pais e dos filhos”, afirma. Durante visita à Alemanha, por exemplo, os pais fizeram paradas entre um ponto turístico e outro, para que Eva pudesse brincar nos inúmeros parques ao ar livre.

A escritora canadense Claudia Laroye, 48, fundadora do site The Travelling Mom ("A Mãe Viajante", em português), também planeja o itinerário pensando nos pequenos. “Eu sempre pesquiso antes os restaurantes que têm pratos para crianças, para facilitar o dia a dia no destino e garantir que elas se alimentem bem”, diz. Ela viaja com os filhos desde que o mais velho tinha cinco meses. Com Nicolas e Sebastien, que hoje têm 18 e 16 anos, respectivamente, ela já explorou diversas cidades da Europa, dos Estados Unidos e da América do Sul, além do próprio Canadá.

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Claudia e os filhos Nicolas e Sebastien, em foto de arquivo da família Imagem: Arquivo Pessoal

Bagagem na medida

Na mala, é preciso incluir os itens que a criança costuma utilizar no dia a dia. “Além de fazer uma mala só para a Eva, sempre levei a fralda e o leite em pó a que ela estava habituada a usar. Já aconteceu de chegar em um destino e todos os restaurantes estarem fechados. A mamadeira foi a única solução”, diz Lia.

A empresária Maira Parrilha, 37, levou a filha Sofia à Disney logo que a bebê completou um ano e preferiu fazer uma bagagem mais leve e contratar o serviço de lavanderia dos hotéis. “Fiquei 45 dias na Flórida e passei por locais diferentes. Mudei de hotel quatro vezes. E carregar várias malas, nessas ocasiões, é sempre muito complicado”, diz.

Ela também deixou para comprar no destino um carrinho modelo guarda-chuva, que facilitou o deslocamento de Sofia nos parques e ainda possibilitou que a bebê pudesse tirar boas sonecas no percurso. “Ele é leve, fácil de montar e desmontar”, recomenda.

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Maira e Sofia viajam juntas desde o primeiro ano da filha Imagem: Arquivo Pessoal

É importante levar medicamentos que a criança costuma usar em casa, para tratar problemas de saúde recorrentes, mas também remédios para indisposições que podem ser ocasionadas pela própria viagem. “Na bagagem de mão, vale ter medicamentos para o caso de a criança sentir dor de ouvido, por exemplo, quando o avião decola ou pousa”, recomenda Claudia.

Entretenimento e conforto garantidos

Quando é possível programar a viagem para o período em que a criança normalmente dorme, o passeio fica mais tranquilo para todos. Porém, também vale carregar um kit com os brinquedos preferidos dela para driblar o tédio. “Quando viajamos de um país para outro de trem, separei desenhos, lápis de cor, massinha e giz de cera. Brincando, a viagem passou muito mais rápido”, conta Lia.

Na família de Claudia, os audiolivros fazem o maior sucesso. “Eles capturam a atenção das crianças e fazem a imaginação voar”, garante. Nas viagens mais longas, ela usa também outra tática: comprar um brinquedo novo e mostrar ao bebê quando já estão no caminho.

Tanto nas viagens de carro como de avião, garantir o conforto é outra medida adotada pelas mães mais experientes. Comprar uma poltrona só para a criança garante mais comodidade durante o voo. “Também costumo solicitar uma refeição para a Eva, antecipadamente, à companhia aérea”, diz Lia.

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Shweta com a pequena Kiana e o marido Jatin em Londres Imagem: Arquivo Pessoal

Cozinha 24 horas

Acostumada a planejar viagens longas e a reunir a família toda, Claudia prefere alugar apartamentos ou casas, em vez de hospedar-se em hotéis. “Com crianças pequenas, sempre achei mais tranquilo preparar algumas refeições em casa e ter onde lavar a roupa”, explica.

A empresária americana Shweta Malik, 35, viaja desde que a filha Kiana tinha apenas dois meses de idade. Com dois anos completos, a pequena já visitou destinos como Jamaica, Japão, Canadá, Londres e Irlanda. Mas se há algo de que a família não abre mão, durante as viagens, é a hospedagem em um hotel cuja cozinha funcione por 24 horas. “Assim, é possível pedir a comida que ela gosta ou um leitinho quente a qualquer hora”, diz.   

Cuidados adicionais

É uma boa ideia saber de antemão a quais hospitais recorrer, caso o bebê precise de atendimento médico de emergência. O cuidado fez toda a diferença quando Sofia começou a chorar sem parar no quarto de hotel. “O frio estava muito intenso e, no médico, descobrimos que era uma amigdalite. Por sorte, eu já havia pedido indicação de uma clínica que nosso seguro cobria, cujo médico falava espanhol”, conta Maira. 

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