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Companhia aérea usa declaração de Trump contra islã para vender passagens

Bjorn Strey/Creative Commons
O post foi feito pela Royal Jordanian, que tem enorme clientela muçulmana Imagem: Bjorn Strey/Creative Commons

Do UOL, em São Paulo

09/11/2016 14h36

Nesta terça-feira (8), horas antes de Donald Trump vencer as eleições presidenciais dos Estados Unidos, a companhia aérea Royal Jordanian causou polêmica ao tentar vender passagens de avião usando uma das controversas declarações do magnata norte-americano. 

Em seu perfil oficial no Twitter, a empresa anunciou: "Se ele ganhar, viaje aos EUA enquanto você ainda tem permissão para fazer isso!" (veja a publicação original abaixo). 

O texto remete à vez em que Trump afirmou que as fronteiras dos Estados Unidos deveriam "ser completamente fechadas para muçulmanos estrangeiros".  

Árabes seguidores do islã são o principal público da Royal Jordanian, uma das maiores empresas aéreas do Oriente Médio. No mesmo post, a companhia anunciou preços de passagens entre a capital jordaniana, Amã, e as cidades norte-americanas de Chicago, Detroit e Nova York.

Apesar de bem-humorado, o texto causou discussão entre internautas. Um usuário do Twitter chamou a ação da Royal Jordanian de "idiota". Outro disse que esta é "a propaganda mais ridícula que eu já vi". E um terceiro foi mais além: "não acredito que vocês estão representando a Jordânia dessa maneira estúpida".

Houve muita gente, porém, que gostou bastante do post da empresa (que, até o momento, já recebeu mais de 2.500 curtidas). "Parabéns por usar o humor como resposta à intolerância", escreveu uma internauta. "É um post engraçado. As pessoas precisam relaxar", afirmou outro. E houve gente que se empolgou, dizendo que "essa é a melhor propaganda da história".

Declaração polêmica

A declaração de Trump sobre a proibição da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos foi feita em dezembro do ano passado, logo após um tiroteio que matou 14 pessoas na cidade de San Bernardino, na Califórnia. Os autores do ataque foram dois muçulmanos que teriam sido influenciados pela ideologia do Estado Islâmico.  

Trump, que na época concorria para ser o candidato republicano à presidência dos EUA, disse o seguinte: "estamos pedindo uma completa proibição da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos, até que o Congresso do nosso país saiba o que está acontecendo".

Em agosto deste ano, entretanto, o magnata abrandou seu discurso, dizendo que, se eleito, iria "suspender temporariamente a imigração de pessoas vindas de lugares que têm uma história de exportação de terrorismo". Agora, só resta esperar para saber como será a relação do novo presidente dos Estados Unidos com o mundo islâmico. 

E você? O que achou da propaganda da Royal Jordanian? Deixe sua opinião na área de comentários da matéria. 

  

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