Viagem

Intercambistas com mais de 40 anos dão dicas para conhecer culturas locais

Arquivo pessoal
Estudando em Malta, Teresa quis conhecer os pontos frequentados por moradores locais Imagem: Arquivo pessoal

Do UOL, em São Paulo

01/11/2016 21h48

Intercâmbio não é só coisa de adolescente, muito menos feito apenas para estudar. Morando em outro país é possível conhecer pontos turísticos e também observar as diferenças culturais do local. O UOL conversou com duas pessoas que decidiram fazer intercâmbio após os 40 anos para saber como eles conciliaram a vida de estudos com a de turista.

A engenheira Teresa Cristina Tarsia, 52, passou quatro semanas de estudo em Malta, arquipélago do Mar Mediterrâneo. “Escolhi um curso de quatro horas por dia, todas as manhãs”, conta. Dessa forma, ela tinha o restante do dia para passear. “Gosto de estudar para ter uma experiência diferente de turismo. Poderia fazer um trabalho voluntário também, mas preferi aprimorar o meu inglês”, diz.

Após sair das aulas, ela buscava desbravar o destino. “Às vezes ia sozinha. Eu peguei os ônibus Hop-On Hop-Off (que permitem descer e subir em diversas paradas, pagando um só bilhete) para conhecer a cidade. E às vezes ia em grupo também, a própria escola organizava atividades”, diz.

Já o consultor de tecnologia da informação Edison Luis Berto, 53, escolheu como destino a Cidade do Cabo, na África do Sul. Ele revela que a primeira semana no exterior foi difícil. “Eu sentia muita saudade de casa e achava que não me adaptaria à cultura. Mas, passado um mês, já sentia que poderia morar lá. As pessoas que vivem na Cidade do Cabo são alegres e educadas. Não há assaltos como no Brasil. Perdi meu celular em um dia e no dia seguinte me devolveram”, conta. 

Arquivo Pessoal
Edison estudou inglês na África do Sul por 13 semanas Imagem: Arquivo Pessoal

Teresa conta que além do estudo o intercâmbio era uma forma de se inserir na cultura local. “Quando você mora por um tempo em um destino, você consegue perceber mais aquela população e o modo de vida dela. Você pega ônibus todos os dias e frequenta lugares que não são só para turistas, onde os (moradores) locais estão de fato”, diz.
 
Em Malta, Teresa descobriu um povo sem frescuras e “pé no chão”, além de bons vinhos produzidos no próprio arquipélago. “Tomar vinho lá é mais barato do que tomar refrigerante. Uma boa taça custava dois dólares”, diz. “Foi lá que eu passei a apreciar o vinho rosé. Cheguei a tomar uma garrafa inteira sozinha em um sábado na praia. Precisei tomar muita água na sequência, para pegar o ônibus de volta e ter a certeza de que não erraria o caminho”, lembra.
 
Berto também é só elogios aos rótulos de vinho da África do Sul. “Era um melhor do que o outro e muito acessíveis. Todos os dias eu tomava uma ou duas taças”, conta. Como estava com uma rotina mais atribulada, trabalhando também no destino, o consultor só conseguia passear aos fins de semana.
 
O tempo livre do consultor era dividido entre conhecer vinícolas, explorar as praias e praticar esportes radicais. “Para quem tem tempo e vontade, não faltam opções na Cidade do Cabo: bungee jumping, mergulho com tubarões, surfe, mountain bike, paraquedismo, alpinismo, entre outras coisas”, diz.
 
Mas onde ficar?
Intercambistas acima de 40 anos têm as mesmas opções de hospedagem de qualquer estudante maior de idade: residência estudantil, casa de família, apartamento ou hotel. De acordo com Bruno Passarelli, da agência de intercâmbios Descubra o Mundo, todas as opções são válidas, mas nessa faixa etária os estudantes preferem ter privacidade. “O ideal é optar por não dividir dormitório ou compartilhar banheiro”, afirma.
 
Como Berto precisaria de um ambiente silencioso para trabalhar via internet, escolheu ficar em um hotel. “Gastei pouco mais de R$ 2 mil por mês com uma hospedagem cinco estrelas”, diz. A época que você escolhe viajar também fará diferença no orçamento final, então atente-se a isso. “Como estive lá no início do inverno, os preços estavam bem mais baixos”, revela o consultor de TI.
 
Teresa preferiu ficar em residência estudantil, mas em quarto individual, em Malta. Como ela viajava sozinha, achou que esta seria a melhor maneira de conhecer pessoas. “Era uma forma de fazer amigos em um ambiente seguro”, conta.

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