Viagem

Na Estônia, mergulhadores podem conhecer ex-prisão soviética submersa

Do UOL, em São Paulo

03/10/2016 12h52

Mergulhadores viajam o mundo para ver de perto corais coloridos e animais aquáticos como tubarões e baleias. Na Estônia, porém, é possível conhecer uma área submersa que não tem nada da beleza da vida marinha.

Trata-se das ruínas da prisão e campo de trabalhos forçados de Rummu, um dos centros de detenção que, no século 20, esteve entre os mais temidos da União Soviética. 

Parte do sistema prisional conhecido como "gulag", o local foi desativado após a dissolução soviética e, em meados dos anos 1990, foi parcialmente inundado pelo surgimento de um lago na área. 

Hoje, os mergulhadores chegam a até 13 metros de profundidade para ver antigas celas, grades, arames farpados e paredões que formavam a prisão, para onde, desde os anos 1930, eram enviadas pessoas acusadas dos mais diversos tipos de crimes pelo governo soviético (incluindo ativistas políticos que eram contra o regime socialista então em vigor).

Rita Helisma/Creative Commons
Parte das ruínas da prisão soviética ainda está acima do nível da água Imagem: Rita Helisma/Creative Commons

Os viajantes exploram as ruínas com lanternas, pois, lá embaixo, há celas onde a escuridão é quase total. Muitas pessoas também encaram a aventura munidas de câmeras filmadoras à prova d'água, para registrar esta experiência tão única (veja o vídeo acima). E na área também existe uma antiga floresta, onde é possível ver "esqueletos" de árvores submersos. 

As melhores épocas para fazer o mergulho é no inverno ou no alto verão do Hemisfério Norte. Mas, se o turista escolher realizar o tour no inverno, é bom se preparar, pois toda a região fica sob temperaturas geladíssimas.

É altamente recomendável também que esta exploração subaquática seja feita com guias locais, porque há lugares com risco de desabamento na prisão submersa. Uma das empresas que conduzem o passeio é a Barrakuuda (há notícias de que o governo da Estônia quer proibir totalmente o acesso de turistas à área, mas os tours continuam sendo realizados). 

Partes do complexo penitenciário ainda se encontram acima do nível da água e, nas épocas mais quentes do ano, são usadas por banhistas como base para saltos para dentro do lago. 

Calcula-se que pelo menos 7.000 pessoas tenham sido detidas em Rummu durante a época da União Soviética, quase todas obrigadas a realizar trabalhos extenuantes, principalmente na extração de calcário. 

Rummu fica a menos de 50 km de Tallinn, a capital da Estônia. 

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