Viagem

Atores dão dicas para conhecer a América do Sul sobre rodas

Juliana Bianchi

Colaboração para o UOL

30/08/2016 13h04

Depois de explorar o Brasil de avião monomotor, os atores Max Fercondini e Amanda Richter decidiram se aventurar pela América do Sul a bordo de um motorhome de 17 m². Nele, o casal percorreu 21 mil quilômetros, do Chuí a Cartagena das Índias, passando por um total de seis países (Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Equador e Colômbia) em seis meses. A expedição, batizada “América do Sul Sobre Rodas”, será exibida em 10 episódios nas manhãs de sábado da Rede Globo, como parte do programa “Como Será”.

A experiência permitiu passeios inesquecíveis, como subir ao topo de um vulcão em atividade no Chile, visitar o observatório ótico mais avançado do mundo no Atacama, ver de perto os glaciares da Patagônia e conhecer as ilhas flutuantes do lago Titicaca no Peru. “Já tínhamos viajado desta forma na Nova Zelândia, mas fazer isso em um motorhome ainda não é uma opção muito comum na América do Sul”, conta o ator, que encontrou com muito mais americanos e europeus pela rota do que com conterrâneos.

Divulgação/TV Globo
Os atores Max Fercondini e Amanda Richter viajaram pela América do Sul Imagem: Divulgação/TV Globo

Com planejamento minucioso feito em apenas dois meses – “o ideal é levar um ano”, diz Amanda –, os dois partiram para uma viagem recheada de lindas paisagens, descobertas e alguns contratempos.

Por isso mesmo, estar aberto a imprevistos é essencial, o que pode significar gastos extra de tempo e dinheiro, ou apenas alterações nos planos iniciais. Como quando a pastilha de freio colou em plena Cordilheira dos Andes e tiveram de dormir quatro dias na oficina mecânica. “Todos os dias era uma aventura. Vivemos seis anos em seis meses”, conta a atriz.

E para quem tem nas condições das estradas o maior temor para se jogar na aventura, o ator avisa: “No Uruguai, Argentina e Chile as vias são melhores para o deslocamento e também contam com bons postos de combustível 24 horas para parar com segurança.

Divulgação/TV Globo
Aventura do casal virou uma série de dez episódios Imagem: Divulgação/TV Globo

Já no Peru e Colômbia não há muito investimento nessa área e é bem fácil encontrar estradas com chão de terra batida. De qualquer forma, é preciso estar disposto a encarar longas horas ao volante, lembra Fercondini. “Cheguei a dirigir nove horas por sete dias seguidos para não perder compromissos que agendamos do Brasil, mas quem vai só de férias não precisa forçar tanto.” Na sequência, eles adiantam algumas dicas para quem quiser copiar a aventura.

1- Coloque uma data para iniciar a viagem e leve-a a sério. Assim, você começa a tornar seus planos reais. Também tenha em mente a melhor época do ano para aproveitar todos os lugares e atrações que quer conhecer. “O verão é um ótimo período para ir à Patagônia de carro, por outro lado não é uma boa se a ideia é em esquiar em Bariloche”, avisa Fercondini.

Divulgação/TV Globo
Amanda posa em frente ao Glaciar Perito Moreno, na Argentina Imagem: Divulgação/TV Globo

2- Faça um planejamento minucioso da rota, definindo os locais por onde quer passar, quanto pretende gastar, o cálculo das distâncias, quanto pretende dirigir por dia, qual a autonomia do veículo, as condições das rotas, a existência de pedágios, os preços do combustível e as possibilidades de parada. Conversar com quem já fez a rota também pode ajudar bastante.

3- Antes de pegar a estrada, faça uma revisão completa no carro ou alugue um motorhome em local confiável. Ainda assim, é bom estar preparado para, eventualmente, trocar um pneu.

4- Aplicativos como “iOverlander”,  onde os aventureiros compartilham dicas dos  melhores  lugares para estacionar o motorhome, e sites como “Google Maps” são de grande ajuda para planejar rotas e pernoites. No entanto, também esteja aberto a surpresas, mudanças de rota e improvisos. Encare como algo positivo.

5- Tenha sempre uma margem de erro tanto para o tempo quanto para o dinheiro. Novos roteiros e imprevistos climáticos e mecânicos sempre podem surgir. Trocar pneu é um detalhe.

6 - Organize-se para passar a noite em cidades maiores, com estrutura para reabastecimento, e sempre que possível chegar durante o dia. Isso dará mais chances de escolher o local seguro para pernoitar.

7- Na falta de um camping, estacionamentos e postos de combustível grandes e bem iluminados, de preferência que funcionem 24 horas, são boas opções para passar a noite em segurança. 

8 - Se não estiver em um camping, não durma duas noites no mesmo local. “Na segunda noite os bandidinhos já conseguiram mapear o grau de dificuldade e o potencial de um possível ataque. Na dúvida, melhor mudar de lugar, ainda que na mesma cidade”, indica o ator.

9 - Pesquise sobre a legislação de trânsito dos países por onde passará e prepare-se para seguir as diferentes regras. “Na Argentina, por exemplo, é preciso ter uma mortalha (pano), um cabo de aço e dois triângulos sinalizadores”, conta Amanda.

10  A corrupção não é exclusividade do Brasil. Fique atento a exageros das autoridades e tenha sempre o contato dos órgãos consulares brasileiros em cada país que for passar.

11 - O cartão de crédito pode ser uma boa alternativa para garantir os pagamentos ao longo da viagem, além de ajudar a organizar as finanças. Contudo, tenha sempre um pouco de dinheiro em moeda local. Troque uma pequena quantia assim que entrar no país.

12 - Ter um telefone com plano de dados internacional é sempre uma segurança para poder pedir ajuda nas horas de perrengue no meio do nada.

13 - Por precaução, tenha dois sistemas de GPS sempre à mão. Mas use o bom senso, principalmente dentro das cidades. “Os mapas podem não indicar ruas muito estreitas para o motorhome passar, por exemplo, como aconteceu com a gente em Cusco”, lembra Fercondini.

14 - Planeje-se para não ficar sem combustível no meio do caminho. “Na Argentina, por exemplo, tem muita estrada para pouco posto”, avisa o ator. Além disso, a própria autonomia do veículo pode mudar dependendo das condições do tempo (fortes ventos ou neve) e da estrada. Garanta-se levando com um galão extra no carro.

15 - O mesmo vale para água potável. Mantenha os reservatórios sempre cheios e aprenda a economizá-la nos banhos e na lavagem da louça. Ter pratos descartáveis também ajuda.

16 - Conhecer um pouco da língua local sempre ajuda a se comunicar. Decore frases e palavras-chave, e prepare-se para descobrir sinônimos em diferentes países. “Galão de combustível, por exemplo, pode ser bidón, pimpina, galon, timbo”, conta Amanda.

17- Um seguro saúde que cubra acidentes em todos os países em que passará também é recomendável.

18 -  Por fim, tudo que vai, volta. Se não for deixar o motorhome no caminho, lembre-se de planejar a ida e a volta com tempo e orçamento confortável. 

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