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Micos culinários em viagem: quem nunca? Turistas contam os seus

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Em viagens, nem sempre o prato que chega à mesa é o que você tinha imaginado Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

09/08/2016 07h00

Quase todo turista já passou por isso: pedir um prato do cardápio, crente que era uma coisa, e chegar na mesa uma comida diferente da imaginada. Isso pode acontecer tanto no Brasil, onde os mesmos ingredientes recebem nomes diferentes em cada região, quanto no exterior, em que as dificuldades com o idioma ajudam a confundir. A seguir, cinco viajantes narram suas aventuras.

Hambúrguer em dobro
“Durante as compras em um outlet de Orlando, nos Estados Unidos, paramos para comer em uma lanchonete. Vimos uma promoção de ‘double cheeseburger’ e pensamos que seria um lanche como no Brasil: um pão e dois hambúrgueres com queijo. Como estávamos eu e meu marido, pedimos dois. Quando o pedido chegou, percebemos que se tratava de dois cheeseburgers. Ou seja, tínhamos quatro lanches para comer. No Brasil, eu também já paguei mico. Fui para João Pessoa, na Paraíba, e pedi um curau, porque queria comer aquele doce mole de milho. Ninguém me entendeu. Acabei descobrindo depois que eles chamam o doce de canjica.”
Debora Cristina Guerra Cristofani, 34, analista de negócios.

Arquivo pessoal
Luana chocou com a quantidade de frango que chegou em cada prato Imagem: Arquivo pessoal
Um frango por pessoa
“Estava de férias em Orlando com a minha família e saímos para jantar, cinco adultos e duas crianças. Pedimos o menu kids para os pequenos e decidimos todos pedir um prato que vinha frango e costela. Escolhemos rapidamente, porque os garçons ficavam apressando para retirar o pedido. Como eu e meu marido não queríamos o frango, comeríamos apenas a costela e o meu cunhado e meu sobrinho disseram que comeriam a nossa parte. Quando chegou o prato, todo mundo começou a rir. Achamos que as porções eram individuais, mas veio um frango inteiro em cada prato. Não tinha como alguém consumir sozinho tudo aquilo. Comemos o quanto conseguimos, mas ainda sobrou. Quando acabamos de jantar, ninguém tinha forças para passear, foi cada um para o seu quarto dormir.”
Luana Bajester de Lima Morais, 31, gerente de vendas.

Estreia quase frustrada
“Quando fui morar por um tempo nos Estados Unidos, logo no primeiro dia quis jantar em uma daquelas lanchonetes típicas deles, que vemos nos filmes. Já cheguei pedindo uma mesa, achei que arrasava no inglês. Mas quando peguei o menu, quase chorei. Nunca tinha visto aquelas palavras e não fazia ideia do que eram, até chegar na parte das comidas que tinham fotos (os pratos mais caros do cardápio). Respirei fundo e pedi uma carne, apenas apontando para a imagem, que mostrava um prato completo: carne, arroz, brócolis, salada e molho. Pensei que era só uma questão de tempo para me deliciar com a comida, mas não. A garçonete me metralhou com perguntas e eu só sorria e respondia ‘yes’. ‘A carne é bem passada, malpassada ou ao ponto?’ ‘Sim’. ‘Qual acompanhamento a senhora deseja: arroz, brócolis ou fritas?’ ‘Sim’. ‘Com molho barbecue ou sem?’ ‘Sim’. Moral da história: ela trouxe dois pratos: uma carne malpassada e brócolis (lembrando que malpassada para eles é crua) e outra bem passada, com fritas – que foi a minha salvação. Estava uma delícia, mas eu paguei por duas refeições das mais caras e só comi uma. E, claro, não sabia pedir para embrulhar as sobras.”
Geisyane Pereira, 22, blogueira.

Arquivo pessoal
Gabriella falava francês, mas só até abrir o cardápio do restaurante Imagem: Arquivo pessoal
 Era carne do que, mesmo?
“Quando visitei Paris sozinha, a língua não era um problema porque eu falava francês. Saí para jantar em um restaurante em que o cardápio só tinha nomes diferentes. Como o garçom não demonstrava muita tolerância com turistas, não quis chamar ele todas as vezes em que tive dúvidas dos ingredientes. Escolhi um prato e pedi: era uma carne. O prato chegou, eu comi, gostei mais ou menos, paguei e fui embora. Passaram alguns dias, ainda na cidade, quando descobri que o que eu tinha comido era carne de cavalo e não de boi. O pior de tudo é que pedi o prato pelo nome, pronunciando corretamente, mesmo sem saber o que significava.”
Gabriella Miralles de Almeida, 23, publicitária. 

Potatoes smagueitor
“Fui para Miami com meus pais e decidimos conhecer o Outback de lá. Eu pedi a costela e, na hora de dizer o acompanhamento, esqueci como dizia purê de batatas em inglês [mashed potatoes]. Eu falava coisas do tipo ‘potatoes smagueitor’ e ainda fazia gestos com a mão, para dizer que as batatas deveriam vir esmagadas. Não deu certo, claro. Mais tarde chegou na minha mesa um doce de abóbora. Meu pai acabou comendo e eu fiquei só com a costela mesmo.”
Karen França, 24, estudante.

Arquivo pessoal
Os chineses serviram "comida de rico" para Anderson, mas ele não encarou Imagem: Arquivo pessoal
 Chicken, please!
“Estava em uma viagem de negócios na China e lá os garçons não falam muito inglês. Como uma das únicas palavras que eles entendiam era ‘chicken’ [frango], foi isso que eu pedi, então. Quando o prato chegou, era uma galinha inteira, literalmente: com pés, cabeça e até o bico, tudo mergulhado em uma espécie de sopa. Estava sem as penas, mas os órgãos continuavam todos lá. Para não fazer desfeita, até experimentei a sopa, mas não tive coragem de cortar a galinha. Lá, esse prato é considerado uma iguaria, comida de rico. Os chineses na mesa comigo adoraram e comeram toda a minha parte.” Anderson Macena, 40, empresário.

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