Viagem

Revoltados com pena de morte, comissários gays não querem voar para o Irã

Eric Salard/Creative Commons
A Air France retoma seus voos para o país dos aiatolás após oito anos Imagem: Eric Salard/Creative Commons

Do UOL, em São Paulo

14/04/2016 16h51

Neste domingo (17), a companhia aérea Air France começa a operar três voos semanais entre Paris e o aeroporto que serve a cidade de Teerã, no Irã. 

A rota, porém, já é objeto de polêmicas.

Uma petição está exigindo que a Air France não obrigue qualquer de seus comissários de bordo homossexuais a trabalhar nos voos para o Irã, uma nação onde gays são presos e até condenados à morte. 

"Não queremos ir a um país onde poderíamos ser perseguidos e condenados só por sermos quem somos", escreve o autor do documento, um comissário que se identifica como Laurent M. 

Hansueli Krapf/Creative Commons
Vista da cidade de Teerã, capital do território iraniano Imagem: Hansueli Krapf/Creative Commons

No começo de abril, um grupo de comissárias de bordo da Air France já havia pedido para não trabalhar na rota para o Irã, pois, ao sair da aeronave em território iraniano, elas seriam obrigadas a cobrir o cabelo com véu e a seguir outras imposições de vestimentas existentes no país dos aiatolás. A empresa aceitou a demanda.

Em relação aos funcionários homossexuais, porém, o desfecho pode ser diferente. Em um comunicado publicado pela CNN, a Air France afirma que já voa para cerca de 20 países "que têm legislação restritiva em relação à homossexualidade", como Arábia Saudita e Egito, e que não pretende acatar a petição relacionada aos comissários gays.

"Nós nunca tivemos nenhum problema nesses países", diz a companhia. "E a Air France toma todas as precauções para que seus funcionários trabalhem nas melhores condições de segurança possíveis". 

Marcel Vincenti/UOL
No Irã, a homossexualidade é passível de pena de morte. Na foto, a cidade de Isfahan Imagem: Marcel Vincenti/UOL

A empresa não realiza voos para o Irã desde 2008, ano em que o país dos aiatolás sofreu sanções econômicas por causa de seu programa de enriquecimento de urânio. A retomada da operação vem no embalo do acordo nuclear, firmado em 2015, que tem melhorado as relações diplomáticas do Irã com as potências ocidentais.   

O UOL Viagem esteve recentemente no Irã e fez uma reportagem sobre como é viajar pelo país, onde o número de turistas estrangeiros aumentou 163% entre 2004 e 2014. Para ler o relato, clique aqui

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