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Ar em cabine de avião estaria contaminado por resíduos tóxicos, diz estudo

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Confusão e problemas cognitivos estão entre os sintomas da Síndrome Aerotóxica Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

17/02/2016 13h39

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Göttingen, na Alemanha, descobriu organofosforados - compostos prejudiciais para enzimas no corpo humano, que são base de muitos pesticidas - em amostras de sangue e urina de pacientes que trabalham como tripulantes de avião.

De acordo com o jornal The Telegraph, traços de compostos orgânicos voláteis (COV), normalmente encontrado em vapores liberados por materiais sintéticos usados em acabamentos de casas (como aditivos de pintura, vernizes, solventes de tintas) e materiais decorativos (como carpetes e papéis de parede), também foram encontrados nessas pessoas

A concentração dos VOC’s fica mais intensa em ambientes fechados do que ao ar livre. O estudo sugere que os compostos orgânicos voláteis encontrados nas amostras poderiam ter sido liberado do querosene, óleos ou anticongelante utilizados nos motores das aeronaves, que teriam vazado para o abastecimento de ar da cabine.

Ar seguro?
Embora as companhias aéreas e a Autoridade de Aviação Civil (CAA) digam que o ar que circula em um avião - que é comprimido pelos motores e usado para pressurizar a cabine - é seguro para respirar e que esse tipo de evento é raro, militantes alertam há muito tempo que tais gases são tóxicos e perigosos.

Reprodução/The Telegraph
Richard Westgate, que morreu em 2012, teria sido envenenado pelos gases tóxicos Imagem: Reprodução/The Telegraph

A chamada Síndrome Aerotóxica foi associada a morte de pelo menos dois pilotos, incluindo a de Richard Westgate, em fevereiro de 2012. Ele trabalhava para a British Airways e, segundo o legista que investigou a sua morte, o ar contaminado que circula pela cabine representa um risco para a saúde de viajantes frequentes e também da tripulação.

Entre os sintomas, que variam de leves a moderados, estão fadiga, visão embaçada e em túnel, convulsões e perda de consciência, entre outros. De acordo com a Associação Brasileira de Pilotos da Aviação Civil (ABRAPAC), não existem sensores que indiquem a presença de gases, sendo o olfato da tripulação a melhor forma de detecção atualmente.

Um pequeno vazamento de óleo pode ser sentido por cheiro, mas somente a visão de fumaça costuma ser reportada nos relatórios de voo, o que sugere que a real frequência do evento não seja avaliada corretamente.

Em um recente incidente, no final de janeiro, um avião da American Airlines precisou fazer um pouso de emergência depois que dois passageiros e alguns membros da tripulação se queixaram de tontura. Um porta-voz da companhia informou que uma investigação posterior não encontrou nenhuma evidência de toxicidade do ar, mas a transportadora substituiu todos os filtros de ar na aeronave "por cautela", segundo ele.

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