Viagem

Por segurança, deputado dos EUA quer diminuir aperto nos assentos de avião

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O congressista diz que a distância entre os assentos nos EUA está cada vez menor Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

12/02/2016 11h31

O aperto que muitos passageiros enfrentam em viagens aéreas pode estar com os dias contados (pelo menos nos Estados Unidos).

O deputado democrata Steve Cohen, do Estado do Tennessee, está desenvolvendo um projeto de lei que busca estabelecer uma distância e um tamanho mínimos para os assentos dos aviões que voam pelos céus americanos, visando garantir, principalmente, a segurança dos viajantes. 

De acordo com um estudo encomendado pelo congressista e publicado pela CNN, a largura média dos assentos das aeronaves nos Estados Unidos diminuiu de 45,7 centímetros nos anos 1970 para 41,9 centímetros nos dias de hoje. "Ao mesmo tempo, o tamanho dos americanos aumentou", completa a CNN, provavelmente se referindo aos altos índices de obesidade na terra de Barack Obama.

Cohen ainda afirma que, entre os anos 70 e a atualidade, a distância média entre os assentos dos aviões caiu de 88,9 centímetros para 78,7 centímetros, uma perda de espaço de mais de dez centímetros para as pernas dos passageiros. 

Questão de segurança

O deputado afirma que seu projeto não se foca apenas no quesito conforto, mas tem também o objetivo de garantir a segurança dos viajantes. Para ele, o aperto dos aviões pode dificultar a evacuação da aeronave em situações de emergência.

O congressista está atualmente pedindo à Federal Aviation Administration (FAA), entidade que regula a aviação civil nos Estados Unidos, um estudo para determinar uma distância e tamanho de assentos considerados seguros para os passageiros. Ele também se diz preocupado com a saúde dos usuários das aeronaves: "médicos já avisaram que casos de trombose venosa profunda podem afetar passageiros que se veem impossibilitados de mover suas pernas por um longo tempo", afirma o deputado em sua página na internet.   

Ouvida pela CNN, a organização Airlines for America, que representa as companhias aéreas estadunidenses, se posicionou contra o projeto de Steve Cohen: "acreditamos que o governo não deva regular [o tamanho dos assentos e a distância entre eles]", diz a entidade. "Isso é algo que deve ser determinado pelas forças do mercado. São as decisões do cliente e a concorrência entre as companhias aéreas que devem determinar o que é oferecido".   

Assim como nos Estados Unidos, não existe no Brasil uma lei que estabeleça uma distância mínima exata entre os assentos dos aviões que trafegam no espaço aéreo nacional. A única imposição da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é que os aviões "tenham uma configuração que permita que os passageiros, em uma situação de emergência, consigam abandonar a aeronave em até 90 segundos".

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