Viagem

Zika e violência: veja como países retratam o Brasil para seus viajantes

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Governos estrangeiros ressaltam a violência nas grandes cidades brasileiras Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

10/02/2016 07h07

Prestes a realizar uma Olimpíada, o Brasil não está com uma imagem muito boa pelo mundo. 

Uma pesquisa divulgada no final de janeiro pela ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal, replicada por veículos de mídia de todo o planeta, afirmou que o país tem 21 das 50 cidades mais violentas do globo (o levantamento não levou em conta áreas de guerra). 

Além disso, o Brasil tem sido apontado como o epicentro do vírus zika, que seria o responsável pelo nascimento de bebês com microcefalia e que tem aterrorizado mulheres grávidas em território nacional e no exterior. 

Quando pretendem realizar viagens para fora de seus países, muitos turistas recorrem a serviços de informações de seus governos para saber como está a situação no destino a ser visitado (principalmente se for um lugar onde a segurança é instável). 

E o que atualmente dizem essas entidades governamentais sobre o Brasil? Veja abaixo as avaliações de cinco nações sobre as ameaças que o território brasileiro oferece para os viajantes:   

Reino Unido
O governo do Reino Unido, através de seu site gov.uk, é direto: "os níveis de crime no Brasil são altos, principalmente nas grandes cidades. Atos de violência podem ocorrer em qualquer lugar e geralmente envolvem armas de fogo. Evite usar roupas, joias e relógios caros na rua. Mantenha celulares e câmeras fora de vista e deixe seu passaporte em algum lugar seguro. Entregue seus valores caso você seja ameaçado". Em relação ao zika, o site britânico recomenda que os viajantes sigam os conselhos do centro de saúde National Travel Health Network and Centre, que pede que grávidas evitem viagens a locais atingidos pelo vírus (como o território brasileiro). Ao mesmo tempo, o governo britânico afirma: "um total de 217 mil turistas britânicos visitaram o Brasil em 2014, e a maioria deles não teve problemas em sua viagem". 

Flávio Costa/UOL
O governo dos EUA pede para que seus viajantes evitem os protestos no Brasil Imagem: Flávio Costa/UOL

Estados Unidos
Já o site travel.state.gov, do governo dos Estados Unidos, fala sobre os recorrentes protestos de rua no Brasil. "Demonstrações de rua e tumultos são comuns em áreas urbanas brasileiras. Em alguns casos, a polícia usa gás lacrimogêneo e unidades de cavalaria para dispersar os manifestantes. Se você souber de algum protesto na região onde está hospedado, não saia à rua e feche portas e janelas", diz o site. Em relação ao crime, o travel.state.gov afirma que "os índices de assassinatos no Brasil são quatro vezes maiores do que os dos Estados Unidos. Turistas estrangeiros são frequentemente alvos de assaltos, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. E a habilidade da polícia brasileira em recuperar itens roubados é limitada".

Canadá
O governo canadense, em seu site travel.gc.ca, também dá ênfase à ameaçadora presença do zika no Brasil. "Mulher grávidas e aquelas que estão planejando engravidar devem discutir sua viagem com seu médico e talvez reconsiderar a viagem a lugares onde há registro do vírus zika". O governo do Canadá também pede que seus turistas façam um plano de saúde antes de viajar ao Rio de Janeiro, lembrando que os hospitais públicos do Estado fluminense estão com "serviços limitados devido à falta de verba necessária para equipamentos médicos e salário de pessoal". Em relação à violência, o site diz que "roubos envolvendo turistas ocorrem regularmente, mesmo durante o dia, e às vezes são violentos. Há também relatos de agressões sexuais contra estrangeiros, às vezes envolvendo o uso de sedativos. Mulheres viajando sozinhas devem exercer grande precaução ao lidar com estranhos e aceitar convites". 

Jorge Cabrera/Reuters
O vírus que aterroriza as grávidas brasileiras é preocupação para turistas canadenses Imagem: Jorge Cabrera/Reuters

Austrália
Em seu site smartraveller.gov.au, o governo australiano pede que seus cidadãos "exerçam um grande nível de precaução" ao viajar para o Brasil. Diz o site: "o país tem um alto nível de crimes violentos, principalmente em suas grandes cidades. O índice de crimes como assaltos, sequestros e ataques sexuais é significante. Turistas já foram roubados ao usar táxis não registrados. Roubos contra motoristas também são comuns. Caso o turista esteja com um veículo, recomendamos que se aproxime de seu carro já com a chave na mão e que dirija com as portas trancadas e os vidros fechados. Tome especial cuidado ao parar seu carro no sinal vermelho, principalmente à noite". O site também fala sobre como o brasileiro se comporta atrás de um volante: "dirigir no Brasil é perigoso devido a atitudes agressivas das pessoas no trânsito, a rodovias com manutenção ruim e a um grande número de caminhões nas vias. O sinal vermelho nem sempre é respeitado no país". 

França
Além de ressaltar os perigos do vírus zika no Brasil, o site diplomatie.gouv.fr, do governo francês, afirma que o "período do Carnaval no país é uma época de recrudescimento da delinquência e da criminalidade. E isso pode se agravar devido à atual crise econômica que afeta o Brasil". Os conselhos que o governo francês dá para seus viajantes dizem que, no território brasileiro, "a criminalidade constitui um risco permanente, e que turistas são frequentemente vítimas de roubos sob a ameaça de armas de fogo". A França também lembra do rompimento da barragem da Samarco em Minas Gerais, dizendo que o país foi recentemente vítima de um desastre ambiental. E ensina um "jeitinho" muito usado pelos brasileiros para não tomar um grande prejuízo (ou não sofrer agressões) durante um assalto: "carregue separadamente uma pequena quantia de dinheiro, para entregar rapidamente no caso de um assalto". 

Felipe Branco Cruz/UOL
Para o governo francês, a violência no Brasil tende a aumentar na época do Carnaval Imagem: Felipe Branco Cruz/UOL

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