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Conheça os destinos gastronômicos que inspiram o chef Henrique Fogaça

Divulgação/Wikipedia
Para o chef Henrique Fogaça, os apaixonados por comida devem conhecer a França Imagem: Divulgação/Wikipedia

Virna Wulkan

Colaboração para o UOL

2015-12-12T08:00:00

12/12/2015 08h00

A figura toda tatuada com jeitão de bad boy de Henrique Fogaça se tornou popular com o sucesso do “MasterChef”, reality show da Band. Como não poderia deixar de ser, sempre que viaja ele aproveita para conhecer os sabores dos locais, seja visitando restaurantes, provando novos pratos e ingredientes típicos ou vivenciando experiências relacionadas ao modo de comer. Ele contou um pouco de suas andanças pelo mundo e dos lugares que ainda quer conhecer, sob o olhar gastronômico, para o UOL.

Na opinião do chef, a primeira parada para quem é apaixonado por comida deve ser a França. “É o berço da cultura gastronômica. Estive no país duas vezes e em 90% dos lugares onde fui comi bem. Você entra num pequeno bistrô e têm pratos muito bem feitos e isso é cultural: há sempre uma delicadeza no preparo e muita coisa gostosa. Além disso, o clima e as pessoas são uma inspiração”, resume.

Sushi e escorpião

Em seguida, Fogaça cita um país que ainda sonha em conhecer: o Japão. E não à toa: Tóquio é a cidade com mais estrelas no famoso Guia Michelin, publicação que faz um ranking dos principais restaurantes do mundo. “Quero muito conhecer o país, sempre me dizem que é uma verdadeira viagem de comidas, sabores... E claro, pelo cuidado com o visual e ingredientes, que são quase sempre fresquíssimos”. 

Outro lugar imperdível é a Espanha. O país hoje é famoso por ser o berço da gastronomia moderna, que se utiliza de técnicas inovadoras para mudar a forma de apresentação e a consistência dos alimentos, cujo maior expoente é o chef catalão Ferran Adriá. “Ainda não conheço, mas já experimentei a cozinha molecular em alguns restaurantes e achei bem interessante”. 

Comer escorpião frito foi uma das experiências mais diferentes que Fogaça já teve. “Provei em um food truck de comidas exóticas em Nova York, onde também tinham baratas e outros insetos. Comi em um taco junto com abacate e ficou muito bom. Era crocante!”, afirma. Na cidade americana ele também aproveitou para ir aos restaurantes dos grandes e badalados chefs de cozinha. “Lá come-se muito bem, mas gasta-se muito bem também”, lembra.

Já no Brasil, ele é categórico. “A Amazônia é impressionante, com seus peixes, frutas e ervas. Tive uma experiência inesquecível lá, de comer tucupi (caldo extraído da mandioca) no barracão de um cozinheiro local. Era no meio do mato, em frente ao rio, e esse senhor me mostrou onde preparava os alimentos. Tinha até uma máquina manual que ia moendo o açaí para virar polpa”, conta, para depois finalizar: “Comida boa é aquela que pode ser feita em qualquer lugar do mundo. Não tem que ter muito mimimi.”

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