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Cada idade, um perfil: veja dicas para sua viagem em família dar certo

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Férias em família deve ser pensada para agradar adultos, adolescentes e crianças Imagem: Getty Images

Marina Oliveira e Thaís Macena

Do UOL, em São Paulo

11/12/2014 07h10

Viajar em família é uma delícia, especialmente se o passeio agrada a todos: adultos, adolescentes e crianças. Mas o sucesso de sua viagem depende do planejamento, que começa com a escolha do destino, passa pela definição da hospedagem e termina com a seleção das atrações a serem visitadas. Para cada idade, há um programa mais indicadp. A seguir, você confere algumas sugestões - e dicas - para não errar na hora de traçar a viagem com a sua turma.

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De 0 a 2 anos
Primeira viagem com o bebê? Prepare-se, pois ela exige um pouco mais de cuidado, que começa com uma consulta ao pediatra. A partir do histórico do pequeno, o médico fará recomendações específicas, principalmente sobre os medicamentos que você deve levar na mala durante o passeio.

A escolha da hora em que vai viajar também é importante: procure fazer os trajetos nos horários em que, normalmente, o bebê dorme. Quanto aos destinos, o que vai definir a escolha é sua disposição para se deslocar com um bebê. “Pais que gostam de praia vão se divertir num local com mar calmo, que oferece banhos mais tranquilos. Já os que gostam de fazer trilhas podem carregar cangurus para bebês, mochilas ou outros equipamentos que permitem carregar as crianças desde muito pequenas”, afirma Patricia Papp, coautora do blog “Eu viajo com os meus filhos”.

Prefere o agito de grandes cidades? Viagens deste tipo também estão liberadas, só é preciso checar se as atrações que pretende visitar permitem a entrada com carrinhos de bebês. “Em Paris, por exemplo, no Museu do Louvre, pais com filhos pequenos têm prioridade na entrada e é permitido o uso do carrinho. Já no Palácio de Versalhes é proibido circular nas áreas internas com carrinho ou a criança no ombro do pai”, afirma Elizabete Sayuri Kushano, professora do curso de Tecnologia em Gestão de Turismo da UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Mais importante que o destino é certificar-se de que o estilo da viagem que escolheu tenha flexibilidade de horário, já que no fim, mesmo de férias, a prioridade é respeitar o ritmo do bebê.

Na hora de escolher a hospedagem, saiba que ela será mais confortável se o local tiver facilidades como berços e banheiras, além da chamada “copa baby”, espaço equipado com fogão, micro-ondas e outros eletrodomésticos que facilitam na hora de prepara ou esquentar o alimento da criança.

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De 3 a 6 anos
Essa é uma idade em que as crianças se distraem muito com água; por isso, hotéis com piscinas infantis, resorts e parques aquáticos vão agradar em cheio. Quem optar pelos parques deve conferir se há alguma atração, além da piscina, que pode ser usada por crianças pequenas, como toboáguas. Vale apostar também em hotéis temáticos. Especialmente se eles tiverem decoração baseada em algum personagem que eles adoram ver na TV.

O contato com os animais e com a natureza é outro programa que agrada os pequenos dessa faixa etária. Passeios ecoturísticos adaptados a turistas mirins podem ser uma boa surpresa. Neste caso, escolha aqueles com hospedagens que tenham parquinho e brinquedoteca, que são uma mão na roda na hora de distrair os pequenos - mas lembre-se que a maioria desses locais não permite que crianças dessa idade brinquem desacompanhadas de adultos.

“A maior dificuldade é para as famílias que têm dois ou três filhos pequenos, porque não é fácil encontrar hotéis com quartos grandes que comportem todos. Por isso, muitos pais decidem alugar casas ou apartamentos”, explica Sut-Mie Guibert, autora do blog “Viajando com Pimpolhos”.

Como crianças dessa idade já expressam mais suas vontades e sabem andar e correr, elas também se cansam mais. Por isso, os passeios devem garantir que o pequeno possa explorar o local com suas próprias pernas, mas também sentar, descansar e até ser transportado quando a energia acabar. 

Lucas Reis/Folhapress
Imagem: Lucas Reis/Folhapress

De 7 a 12 anos
Seus filhos já são maiores? Ótimo. A partir dessa idade já é possível pensar em roteiros mais exóticos. África do Sul, arquipélago de Galápagos, no Equador, e Patagônia são algumas sugestões que talvez você nunca tivesse pensado antes. É importante as crianças dessa idade serem motivadas a experimentar novas culturas e novas paisagens, sem preconceitos”, afirma Elizabete.

No Brasil, roteiros para a Amazônia, o Pantanal, no Mato Grosso, ou Belém, no Pará, também podem empolgar. Essa idade também faz com que a garotada aproveite maior quantidade de atrações em parques temáticos. Quer uma dica? Na hora de planejar a viagem envolva seu filho para que ele também possa escolher o que quer ver ou conhecer.

“É muito importante que as viagens tenham momentos interessantes para todos. Para adultos, pode ser um museu; para uma criança, uma grande loja de brinquedos, como as que existem em Nova York, por exemplo”, diz Patricia Papp. O legal dos destinos internacionais é que essas crianças já conseguem treinar o idioma local. Melhor ainda se for o inglês, que costuma ser ensinado nas escolas.

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A partir de 13 anos
Se seus filhos já são adolescentes, o desafio será encontrar passeios que despertem interesse -pode ser o show de uma banda, um jogo de futebol ou basquete ou, ainda, atrações famosas mundialmente e que atraem essa turma, como o museu de cera Madame Tussauds ou restaurantes temáticos no estilo do americano Bubba Gump, inspirado no filme "Forrest Gump". “Destinos como Cancún, Orlando, Londres, Paris e Nova York possuem atrativos para todos os estilos e idades”, diz Sut-Mie Guibert.

Praias também costumam agradar aos teens e muitos se empolgam com a possibilidade de aprender a mergulhar com cilindro de ar comprimido ou visualizar o universo marinho com um snorkel. Da mesma forma, vale considerar que é típico do adolescente o desejo de ver e ser visto. Por que não optar por  hotéis ou cruzeiros que ofereçam um agito voltado para essa idade, como uma balada?

Último conselho: nessa idade, também é indispensável que a hospedagem seja equipada com uma boa rede de internet e TV a cabo e que ofereça espaços que lhes proporcionem certa privacidade, como aqueles com quarto e sala ou conjugados. Afinal, nada melhor do que compartilhar as férias no Facebook ou Instagram não é?

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