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Galerias de arte dão toque diferente a Nova Déli

Keith Bedford/The New York Times
O Triveni Kala Sangam é um teatro e galeria projetado por Joseph Allen Stein durante o flerte de Nova Déli com o modernismo nos anos 50 e 60 Imagem: Keith Bedford/The New York Times

TRIPTI LAHIRI

New York Times Syndicate *

07/08/2010 15h08

Em 2008, Sudodh Gupta, um morador de Nova Déli conhecido por suas esculturas criadas a partir de centenas de pedaços de utensílios brilhantes de cozinha, ingressou em uma minúscula lista de artistas indianos cujas obras já foram vendidas por mais de um milhão de dólares. Em Nova Déli, ao que parece, a arte se tornou um bom negócio. Mas se esculturas de um milhão de dólares estão fora de cogitação, você ainda pode admirar as obras em um dos novos pontos ao redor da cidade dedicados ao negócio de casar arte com, bem, negócios.

Essa intersecção de arte e comércio é mais evidente na arts.i (7 Atmaram Mansion, Level 1, Scindia House, Kasturba Gandhi Marg, Connaught Place; 91-11-4372-7000; religarearts.com), que foi aberta por uma firma de investimentos indiana em outubro de 2008. Poucos meses depois a galeria recebeu a adição de uma loja, que inclui adereços divertidos criados por designers gráficos locais.

Em setembro, a CMYK (15-16 Mehar Chand Market, perto da Lodhi Road; 91-11-2464-1881) foi aberta em um mercado que está lentamente se valorizando entre o India Habitat Center, o maior centro cultural da cidade, e uma favela. Os visitantes da livraria podem se servir na garrafa térmica de café, puxar uma cadeira Seletti em cores Pantone (elas também estão à venda, por 4.500 rúpias, ou cerca de US$ 103, com o dólar cotado a 43 rúpias, cada) e folhear as especialidades da loja: livros de mesa de arte, arquitetura e fotografia. A partir de março, a loja começou a promover uma série de coquetéis para colecionadores de arte.

  • Keith Bedford/The New York Times

    Livros na vitrine da CMYK, em Nova Déli


Mais ao sul, a Mocha Arthouse (Loja 167, DLF Promenade Mall, Vasant Kunj; 91-11-4607-5631) fica em um dos muitos novos shoppings da cidade, mas seus proprietários não se importam pelo café ficar em um endereço nada subversivo. “Nós conseguimos apresentar arte para pessoas que não a esperavam, pessoas que normalmente não entrariam em uma galeria”, disse Riyaaz Amlani, 35 anos, que dirige a empresa de restaurantes Impresario, que abriu o lugar em outubro.

O Boxdesign, um estúdio de Nova Déli que faz a curadoria das obras de arte na Mocha, encontra arte digital e fotografia para exibição em um espaço que faria alguém do East Village se sentir em casa. Aparentemente você pode comprar tudo aqui, desde desenhos pixelados do artista indonésio Oomleo ao garfo que você usa para comer a cenoura crua “espaguete” no café da Mocha.

O mais luxuoso de todos, O Palacio (E-12/70, Hauz Rani, Saket; 91-11-2667-1270; nakulsen.com), costumava ser uma fábrica de Nakul Sen, um proeminente estilista de moda indiano, até ele transformá-la e uma réplica de uma quinta portuguesa pintada de branco em novembro. A mansão agora abriga uma galeria com quatro salas, uma série de butiques e um restaurante, a Casa Portuguesa, todos com vista para um belo pátio de pedras.

  • Keith Bedford/The New York Times

    A Zaza Home, em Nova Déli, é composta por uma pequena galeria, restaurante e lojinha


A Zaza Home (25-26 Community Centre, Zamrudpur; 91-11-2923-5076) abriga uma loja de decoração que oferece uma seleção de utensílios kitsch, como sacolas estampadas inspiradas nas sacolas de feira indianas. O piso superior abriga uma pequena galeria e em abril ela abriu um restaurante de estilo mediterrâneo no endereço ao lado.

E há o vovô de todos eles: o Triveni Kala Sangam (205 Tansen Marg, perto do Bengali Market; 91-11-2371-8833), um teatro e galeria projetado por Joseph Allen Stein, um americano nascido no Nebraska, durante o flerte de Nova Déli com o modernismo nos anos 50 e 60. Desde então, é impossível afastar os aficionados por arte mais antigos da cidade de seu terraço de chá ao ar livre no inverno. As obras em exibição raramente são de vanguarda, mas o local é um lembrete charmoso de um tempo em Nova Déli em que arte era arte, e ‘negócios’ era uma palavra suja.

 

* Matéria originalmente publicada em maio de 2010.

Tradutor: George El Khouri Andolfato

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