Viagem

Ramadã, uma ótima época para conhecer o Cairo

JENNIFER CONLIN

New York Times Syndicate *

06/03/2010 08h30

Caminhando pelo labirinto de ruas estreitas dentro do Khan el Khalili, o souk do século 14 do Cairo, a atmosfera festiva chamou minha atenção. Luzes decorativas piscavam sobre as lojas de temperos e jóias. Arco-íris de lenços de cabeça e colares de contas coloridos dominavam as ruas, enquanto acima de mim, para todo lugar que eu olhava, lanternas de vidro e latão pontilhavam gentilmente a escuridão com raios vermelhos, amarelos, verdes e azuis.
  • Shawn Baldwin/The New York Times

    Lanternas de vidro e latão pontilham a escuridão com raios vermelhos, amarelos, verdes e azuis no Cairo, durante o Ramadã


Na El Fishawy, considerado o café mais antigo do mercado, eu abri caminho com dificuldade até uma rara cadeira vazia saboreando uma xícara fumegante de karkady, um chá vermelho de hibisco. Ao meu redor, homens, mulheres e crianças ofereciam uma enorme variedade de bens e serviços para os afortunados que conseguiram um assento. Se quisesse, eu poderia ter meus calçados lustrados, comprar um lenço de cabeça, escolher um relógio, provar algumas amêndoas e pechinchado por uma bolsa, tudo isso durante um pequeno gole de chá.

Mas eu precisava partir. Com a proximidade da meia-noite, eu segui ao Eros, um clube contemporâneo no centro do Cairo onde as únicas concessões à tradição eram as longas túnicas brancas e os chapéus de fez vermelhos usados pelos garçons. O maitre me recebeu calorosamente, me perguntando se fazia parte da festa privada que estava ocorrendo em uma sala em um extremo do clube. Ao ver o público sofisticado por trás das paredes de vidro, eu fiquei tentada a dizer sim, mas temi que meu desconhecimento de árabe poderia me denunciar assim que entrasse.

Em vez disso, eu escolhi uma mesa no terraço ao ar livre, onde desfrutei de um prato de purê picante de berinjela, homus e baba ghanoush sob árvores decoradas com luzes graciosas e bandeiras brancas que tremulavam. Escutando a música lounge e observando a clientela jovem e elegante fumando tabaco com sabor de baunilha, piña colada ou cereja nos altos narguilés prateados, eu percebi que cerca de um terço das mulheres usava lenço de cabeça, todos combinando tão perfeitamente com suas roupas elegantes a ponto de me deixar tentada a usar um.

Com o soprar de uma quente brisa de setembro, eu achei pertinente um passeio, antes do amanhecer, de faluca pelo Nilo, onde velas enormes movem as embarcações de madeira gentilmente rio abaixo, e onde as almofadas e travesseiros de algodão são extremamente confortáveis, a ponto de poder facilmente ser o passeio de barco mais relaxante do mundo.

Eu ainda tinha uma longa noite pela frente. O sono teria que esperar.

Isso não era exatamente o que eu esperava quando cheguei ao Egito poucos dias antes. Eu cheguei no meio do Ramadã, o nono mês do calendário islâmico e o período mais sagrado do ano, quando os muçulmanos devem jejuar do amanhecer ao anoitecer. Como a maioria dos ocidentais, eu tinha apenas um conhecimento vago do Ramadã e suas tradições, e imaginei que os habitantes do Cairo estariam em um espírito silencioso, reflexivo. Eu esperava uma cidade onde a vida prosseguiria de forma lenta, quase parando. Mas chegando de carro do aeroporto à 1h da manhã, eu fiquei surpresa ao ver os mercados lotados de compradores, famílias nos cafés e uma frota interminável de embarcações no rio.

Ver as lanternas do Ramadã balançando gentilmente nas entradas das lojas, nas sacadas e árvores, em todas as formas e tamanhos, em materiais variando de cobre e latão até plástico, era hipnotizante. Longe de quieto, o Cairo estava positivamente radiante.

Na manhã seguinte, eu aprendi rapidamente a verdade sobre o Ramadã - que é de fato seguido de forma religiosamente séria, com os muçulmanos se purificando por meio de abstinência, bons atos e oração (eles são encorajados a ler todo o Alcorão durante o mês), mas que também é o período mais festivo de sua religião, um em que parentes e amigos permanecem acordados até tarde realizando banquetes e atividades sociais.

É uma mistura quase surreal de piedade durante o dia e festa durante a noite.

Como me explicou Abdullah Shleifer, professor emérito da Universidade Americana do Cairo e ex-nova-iorquino que se converteu ao islamismo: "Não é contra a lei do Islã divertir-se durante a noite, após ter jejuado todo o dia - e é um jejum bastante severo, sem comida, água, tabaco ou sexo do amanhecer ao anoitecer - mas é muito mais comum ver este tipo de vida noturna durante o Ramadã nos países árabes ocidentalizados". Ou como um muçulmano local me disse: "O Ramadã é diferente aqui, já que os egípcios gostam de celebrar sempre que podem".

Longe de ser a pior época do ano para ser um turista no Cairo, ela logo provou ser uma das melhores.

Pegando um folheto com os eventos do Ramadã, eu descobri que havia concertos toda noite tanto em locais fechados quanto ao ar livre; bufês de iftar (a primeira refeição para quebrar o jejum) gastronômico nos restaurantes; e elegantes tendas para o sohour montadas nos principais hotéis da cidade e clubes noturnos para a última refeição antes do amanhecer.

Para curtir o Ramadã como uma moradora, eu decidi mudar meu relógio biológico de alguém que dorme cedo para alguém que dorme tarde (sem problema graças ao jet lag e uma piscina ao lado da qual cochilar). Mas será que eu conseguiria passar o dia todo sem comer ou beber até mesmo água como a população local? Eu decidi que não - particularmente diante da temperatura de mais de 30ºC - mas comi muito pouco durante o dia, me virando com apenas uma fatia de bolo de amêndoa, um copo de suco de romã fresco e uma batata-doce assada cuidadosamente embrulhada em papel alumínio. Isso me manteve até a hora do iftar.

Meu primeiro iftar foi com amigos locais no Dar Al Amar, um restaurante libanês com vista para o Nilo. Uma tigela delicada de azeitonas, uma garrafa de água mineral e uma cesta de pães estavam servidos na mesa. Ao tentar pegar instintivamente uma azeitona, meus companheiros me impediram antes que minha mão chegasse à tigela. "Você não pode comer ainda", minha amiga Sarah me explicou. "Não até após o chamado à oração", acrescentou seu marido, Khalil, apontando para as várias telas de plasma espalhadas pelo restaurante. Eu me perguntei o que a TV tinha a ver com o maghrib (o chamado à oração ao anoitecer). "Eles transmitem ao vivo", explicou Khalil.

Eu cruzei as mãos sobre meu colo, mas mantive um olho na TV, particularmente depois que uma tigela de sopa cremosa de lentilha foi colocada diante de mim. "Está vendo como todos já estão se servindo no bufete para estarem prontos para comer?" Sarah apontou. Eu me perguntava como eles conseguiam resistir a colocar as almôndegas na boca a caminho da mesa.

Então, de repente, a voz do muezzin vindo de uma mesquita branca foi transmitida pelas telas de TV e todos imediatamente pegaram os talheres e começaram a comer. A sala, que estava tomada por conversas animadas, de repente ficou em silêncio - os únicos sons sendo o do mastigar e engolir dos vários alimentos. Eu teria me demorado mais com minha sopa se meus amigos não tivessem me encorajado a ir até o bufete com eles. "A fila pode ficar realmente longa", disse Sarah. O marido dela acrescentou: "E a comida às vezes termina rápido". Eu senti pela primeira vez em décadas o estresse de chegar tarde à cantina da escola.

Felizmente, havia abundância de opções enquanto meus amigos me conduziam pela fila, me apresentando pratos que nunca tinha provado antes: um frango ensopado maravilhoso com creme e nozes, uma massa folhada coberta com carne moída, cebola e nozes, e foul (uma pasta de favas com limão, azeite de oliva e cuminho). Preocupadas com a sobremesa, nós enviamos Khalil de volta para uma bandeja de iguarias - baclava, uma massa folhada amanteigada com mel; kunafa, uma sobremesa com queijo ricota, macarrão aletria e calda; e ataif, uma panqueca doce recheada de ricota. Quando soube posteriormente que muitos muçulmanos ganham peso durante o Ramadã apesar de todo o jejum, eu não me surpreendi.

Mas não apenas a quantidade e a qualidade dos pratos eram muito boas, mas também o preço. Apesar de caro para muitos egípcios, a maioria dos bufês de iftar que vi custava o preço fixo de cerca de 120 libras egípcias (cerca de US$ 23, com o dólar cotado a 5,30 libras) por pessoa, podendo comer à vontade. Bebidas, por outro lado, não estavam incluídas e são outro assunto completamente diferente.

Apesar de nunca ter me visto ávida e checando meu relógio na espera pela hora do jantar, eu me vi ansiando por um drinque no happy hour. Um revés de visitar o Egito nesta época do ano é que as regras contra consumo de álcool são mais rígidas. Em consequência, quase todo restaurante e café fica temporariamente seco. Quando parei no restaurante Sequoia para fazer uma reserva para o iftar, o maitre me interrompeu antes que eu pudesse até mesmo dizer meu nome. "A senhora está ciente de que não é servida nenhuma bebida alcoólica neste período?" ele perguntou, parecendo quase tão preocupado em dar a notícia quanto eu em recebê-la.

Felizmente, eu descobri que a maioria dos bares de hotel ainda podia vender drinques caros para não-egípcios durante o Ramadã (não deixe de levar consigo seu passaporte). Assim, eu desfrutei de um particularmente refrescante, e reapreciado, gim com tônica no bar no terraço do Sofitel certa noite, assistindo ao sol se pôr sobre o Nilo.

Mais surpreendente, minha sede por álcool foi rapidamente contida quando provei meu primeiro drinque de frutas sem álcool. Havia purês cremosos de morango, damasco e manga; espumosos leves de limão, goiaba e maçã; milk-shakes de mamão e coco. Desintoxicação nunca pareceu tão fácil quanto no Egito.

Passear pelos pontos turísticos também era uma opção mais saudável durante o Ramadã. Os muçulmanos são proibidos de fumar (um passatempo favorito aqui) até o anoitecer durante o período, e com menos pessoas trabalhando em um dia normal, havia menos poluição diurna tanto devido ao trânsito (estima-se que 17 milhões de pessoas vivam na grande área metropolitana) e menos "música do Cairo", uma expressão querida que ouvi, dada ao barulho incessante causado por motoristas buzinando.
  • Shawn Baldwin/The New York Times

    Durante o Ramadã, no Cairo, é possível ver as pirâmides de Gizé com menos ônibus de turismo e menos vendedores ambulantes de suvenires


Em vez disso, consegui desfrutar de tours autoguiados por muitos bairros do Cairo, incluindo Zamalek, uma ilha arborizada no Nilo no meio do Cairo, completa com butiques, cafés, restaurantes étnicos, galerias e velhos casarões deslumbrantes (a maioria deles atualmente abriga embaixadas). Eu explorei a área do centro, me maravilhando com os prédios europeus do século 19 que antes tornavam o Cairo a Paris da África. Eu caminhei pelo distrito islâmico, absorvendo a arquitetura da Mesquita Al Azhar, fundada em 970 d.C. como centro de aprendizado, um legado que ela mantém como a universidade mais respeitada no mundo islâmico sunita.

Apesar de muitas das mesquitas ficarem fechadas aos visitantes nas sextas-feiras durante as orações, na maior parte do restante do tempo, mesmo durante o Ramadã, é possível entrar nesses santuários. Lenços de cabeça costumam ser fornecidos, ou como no caso de Al Azhar, eu recebi não apenas um lenço, mas um vestido inteiro com capuz que fez com que me sentisse uma moradora local, enquanto percorria a biblioteca de Direito, o pátio, a sala de estudos para cegos e o enorme salão de oração dos homens, onde há até mesmo um monitor computadorizado que conta as horas, minutos e segundos para os cinco chamados diários à oração.

Quando me aventurei pelos museus - a maioria deles fica aberto, mas muitos fecham cedo durante o Ramadã - era possível chegar perto de itens como os tesouros do rei Tut no Museu Egípcio sem empurra-empurra (o mesmo vale para as pirâmides de Gizé, onde, com menos ônibus de turismo e menos vendedores ambulantes de suvenires, é possível quase ter um momento espiritual com a Esfinge antes que um homem com seu camelo se aproxime de você). O que eu não previa, entretanto, é quão rapidamente a cidade vai da calma ao caos à medida que o pôr-do-sol se aproxima.

Eu logo entendi por que um homem me alertou: "Cuidado com o trânsito do iftar!" Às 16h, as ruas vazias abruptamente se transformam de zonas tranquilas de pedestres em ruidosas pistas de corrida. Carros viram esquinas cantando pneu e ultrapassam uns aos outros em ruas estreitas a velocidades perigosas. À medida que a refeição mais esperada do dia se aproxima (o período mais longo de jejum pode ser de quase 14 horas), eu me via paralisada nas calçadas, com medo de atravessar até mesmo uma rua aparentemente abandonada por medo de ser atropelada por um motorista faminto.

Interessantemente, eu comecei a achar esta parte frenética do dia também a mais tocante. Perambulando, eu avistei várias "tendas de iftar de caridade" montadas pelos moradores locais para alimentar os pobres. Decoradas com telas coloridas penduradas sobre mesas e cadeiras em espaços públicos aleatórios - de calçadas até o canteiro central de uma passagem subterrânea rodoviária - as tendas faziam a cidade parecer uma cozinha gigante ao ar livre. Às 17h, voluntários estavam por toda parte, preparando caldeirões de koshari (uma mistura de lentilha, arroz, macarrão, molho de tomate e cebola frita), virando espetos de carne e milho nas grelhas e arrumando os pratos vazios. Quando o sol finalmente se põe, todo mundo, dos porteiros trajando túnicas longas e turbantes aos choferes uniformizados dentro dos carros, parava tudo o que estava fazendo para comer.

Não é preciso dizer, motivar-se a seguir para a cena cultural após os excessos culinários do iftar nem sempre era fácil, mas era essencial para meu aprendizado sobre o Ramadã. Decidir o que ver era ainda mais difícil, já que todo tipo de música era oferecida, desde cantores pop egípcios contemporâneos até bandas andaluzes e corais gospel cópticos (além dos tradicionais concertos de jazz, rock e até música folk). Eu encontrei leituras de poesia, exibições de filmes, apresentações de dança e até mesmo shows de luz e som - um incluía "pirotecnias e plásticos".

À procura de uma mistura de velho e novo, eu fui ao Al Harrawi, uma casa islâmica do século 17 da era otomana, onde uma banda jovem egípcia contemporânea estava tocando música fusion em um pátio romanticamente iluminado. Eu também fui ao Amir Taz, um deslumbrante palácio mameluco que atualmente é um museu, onde ouvi Nasser Shamma, o maior compositor e tocador de oud do Iraque, em um concerto encantador com um grupo de estudantes treinados neste instrumento ancestral.

Mas talvez meu evento favorito tenha sido uma apresentação sufi tradicional no teatro aberto Aar, na nova casa de ópera do Cairo (infelizmente, o prédio original do século 19 foi destruído por um incêndio em 1971). Assistir aos dançarinos dervixes rodopiando, em um ato repetitivo de meditação religiosa, foi literalmente hipnótico. Suas saias-padrão coloridas (mais de uma) se erguiam como discos Frisbee no ar, flutuando sob eles enquanto usavam suas mãos para retirar lenços, jaquetas e turbantes, os acenando como pássaros velozes enquanto continuavam rodopiando. Ao final da apresentação de 30 minutos, eles estavam lançando suas saias ao ar como pizzas gigantes, enquanto caminhavam em meio à multidão. Ajoelhando, um dançarino girou sua saia por cima da minha cabeça, criando uma cobertura de cores sobre mim enquanto o vento do tecido refrescava meu rosto.

Ávida por conferir o Cairo contemporâneo, eu busquei visitar várias tendas de sohour, ou kheyam, como são conhecidas em árabe. Poucas são tendas de fato, mas sim espaços ao ar livre criados de forma elegante para o público elegante de fim de noite do Cairo, que não hesita em sair à meia-noite com os amigos para um drinque (não-alcoólico, é claro) e fumar narguilé. A maioria cobra um valor mínimo de pelo menos 80 libras, mas oferece comida (pratos quentes e frios, sanduíches e omeletes), assim como DJs dispostos a discotecar para aqueles dispostos a festejar até o amanhecer.

Do Mojito, o bar de cobertura do Nile Hotel, que oferece uma das melhores vistas do Cairo, ao Absolute, um bar plataforma elegante situado às margens do rio, e ao Eros, eu percebi rapidamente que toda tenda de sohour possuía mais televisores de tela plana que um bar de esportes de Chicago, graças em parte a empresas patrocinadoras, cujos logotipos estavam presentes em toda parte (semelhante ao Natal, o Ramadã está sendo cada vez mais criticado por ter se tornado comercial demais, com seus iftars opulentos, sohours cheios de entretenimento e alta sazonal de preços - um desdobramento que muitos dizem torná-lo mais voltado ao consumo do que ao sacrifício).
  • Shawn Baldwin/The New York Times

    A antiga Citadela do Cairo


Apesar de ter gostado de ver as famílias caminhando pelas margens do Nilo após o jantar e me maravilhado com a multidão fazendo compras à meia-noite no centro, à procura de roupas novas - e baratas - para o Eid al Fitr (a celebração que marca o fim do Ramadã), foi caminhando pelo Cairo islâmico que eu senti melhor o espírito tradicional por trás desta celebração religiosa.

Como o professor Shleifer me explicou: "Os muçulmanos mais tradicionais não apenas seguem a lei a risca quando se trata do Ramadã, mas também o espírito da lei. Quando o sol se põe, eles não se fartam, mas sim quebram o jejum modestamente, começando com apenas algumas poucas tâmaras e um simples copo de suco. Eles apenas comem mais após fazerem as orações do entardecer, e então geralmente saem para fazer as orações da noite nas mesquitas. Eles então costumam permanecer na mesquita para o taraweeh, as orações voluntárias da noite, que são realizadas durante o Ramadã, quando os sunitas recitam partes do Alcorão. Eles são altamente abstêmios."

Certa noite, em Midan Hussein, a enorme praça em frente da mesquita sagrada Sayyidna al-Hussein, que dizem conter a cabeça de Hussein, o neto do Profeta Maomé, eu permaneci sem atrapalhar atrás de fileiras incontáveis de calçados cuidadosamente retirados, escutando silenciosamente o cantar do Alcorão durante o taraweeh. Do lado de fora da mesquita, uma tenda especial foi armada para fiéis adicionais. Caminhando de volta pela praça, com suas orações ecoando no céu, eu entrei em uma pequena rua estreita, com as lanternas do Ramadã iluminando meu caminho enquanto o sol dormia, apreciando a calma e o clima solene do momento.


Onde ficar
O Cairo Marriott Hotel and Omar Khayyam Casino (16 Saray El Gezira Street; 20-2272 83-000; www.marriott.com) é um antigo palácio do século 19, onde a realeza europeia ficou hospedada durante a inauguração do Canal de Suez. Ele fica situado em 2,4 hectares de jardins, com piscina e vistas do Nilo. Um quarto para dois com sacada e vista do jardim custa a partir de US$ 180 para uma estadia durante o Ramadã, em agosto. A diária de um quarto para dois com vista do Nilo custa US$ 200.

O Four Seasons Hotel Cairo at Nile Plaza (1089 Corniche El Nil; 20-2279-17-000; www.fourseasons.com/caironp) dá vista para as margens do Nilo. Ele conta com três piscinas externas assim como uma piscina interna e banheira de massagem no spa. Diária de um quarto padrão para dois, com vista da piscina e da Cidadela, custa a partir de US$ 340 em agosto. Quarto para dois com vista do Nilo, US$ 490.

O Golden Tulip Hotel Flamenco (2 El Gezira El Wosta Street, 20-2273-50-815; www.flamencohotels.com) fica na ilha de Zamalek, com vista para o Nilo. Diária de um quarto superior para dois a partir de US$ 85, enquanto uma suíte júnior, com vista do Nilo, custa US$ 150. Todos os quartos possuem ar condicionado.

Onde comer
Durante o Ramadã quase todos os restaurantes do Cairo oferecem um bufê de iftar, para quebrar o jejum do dia.

O Dar El Amar (Blue Nile Boat, 9A Saray El-Gezira Street; 20-273-53-112), um popular restaurante libanês no barco Blue Nile, oferece vistas do rio e uma grande variedade de pratos a preços razoáveis. Jantar para dois durante o Ramadã, sem vinho, custa cerca de 250 libras egípcias, ou US$ 47, com o dólar cotado a 5,30 libras.

O Sequoia (53 Abu El Feda Street, Zamalek; 20-22-735-0014; www.sequoiaonline.net) é um dos mais elegantes restaurantes do Cairo, oferecendo tanto pratos egípcios quanto sushi. Esta é a melhor opção tanto para ver as pessoas quanto para uma vista do Nilo. Jantar para dois durante o Ramadã custa cerca de 250 libras, sem incluir vinho.

O El Fishawy Cafe, um café movimentado escondido no coração do souk Khan el Khalili, era o ponto favorito do escritor ganhador do Nobel, Naguib Mahfouz. Este é o lugar para apreciar o caos do mercado e ao mesmo tempo fumar um narguilé com sabor de damasco ou maçã e chá ou suco fresco.

Como se vestir
As mulheres devem estar atentas para se vestirem de modo apropriado no Cairo; ombros e joelhos devem estar cobertos o tempo todo. A maioria das mesquitas abertas aos turistas fornece lenços de cabeça. Algumas mesquitas e muitos restaurantes não permitem que os homens usem bermudas.

* Texto originalmente publicado em janeiro de 2010.
Jennifer Colin, que atualmente mora no Cairo, é uma colaboradora frequente da seção "Viagem" do "The New York Times".

Tradução: George El Khouri Andolfato

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