Viagem

Ao sul de Tel Aviv, a antiga cidade portuária Jaffa abraça a nova

DEBORAH KOLBEN

New York Times Syndicate

13/12/2009 08h00

Há não muito tempo, a antiga cidade portuária de Jaffa, ao sul da moderna Tel Aviv, era considerada um local atrasado e dilapidado, particularmente as áreas fora da cidade velha preservada. Alguns judeus israelenses evitavam totalmente a área - exceto para peregrinações para comer o melhor homus de Israel no Abu Hassan (1 Dolphin Street; 972-3-682-0387).

Mas isso está mudando rapidamente. A cidade de Tel Aviv está injetando milhões de dólares para atrair os moradores locais e turistas para esta cidade milenar negligenciada. A transformação já pode ser vista ao redor do encantador, apesar de em ruínas, mercado de pulgas da era otomana, conhecido em hebreu como Shuk Hapishpeshim.
  • Yoray Liberman/The New York

    Decorado com achados do mercado de pulgas, o Café Puaa serve saladas, sanduíches e cocktails

Ao lado das bancas repletas de jeans de grife usados, vestidos vintage, potes de cobre e ouds de madeira, várias pequenas butiques, cafés e sorveterias abriram onde antes havia oficinas e depósitos.

Antes de seguir para o coração do mercado de pulgas, fortifique-se na Margoza Family Bakery (24 Yehuda Margoza Street; 972-3-681-7787), uma padaria aberta em abril pelo casal Michal e Tzafrir Dahan. Eles fazem pães e doces de inspiração francesa, como bolos de semente de papoula e croissants servidos com geléia de amora caseira (preços a partir de 4 shekels, ou pouco mais de US$ 1, com o dólar cotado a 3,85 shekels).

Siga para o shuk e confira os designs fluentes de Alona Bary-Ona (10 Yehuda Margoza Street; 972-3-681-7875). A estilista abriu no início deste ano sua loja e estúdio no que antes era uma velha oficina metalúrgica, derrubando as paredes manchadas de preto e as substituindo por grandes janelas de vidros laminados. Um top tricotado listrado com gola drapeada custa 250 shakels e os vestidos custam entre 400 e 500 shekels.

Muitos dos novos proprietários de lojas estão abraçando a nova reputação da cidade como um dos poucos lugares em Israel com uma coexistência relativamente pacífica entre suas populações árabe e judaica. A Mosaics (5 Rabbi Nahman Street; 972-3-683-0845; www.mosaicsgallery.co.il) vende artesanato feito por minorias de todo o país, incluindo almofadas coloridas tecidas pelos beduínos por 400 shekels e cestas artesanais de folha de palmeira do deserto de Negev, a partir de 250 shekels.

Do outro lado da rua, o Gaporou (6 Rabbi Nahman Street; 972-3-973-1007; www.gaporou.com) oferece itens de inspiração africana, como um cesto de mula convertido em abajur. Por 3 mil shekels, está longe da escova de banheiro de borracha vendida na banca próxima por 10 shekels.

O próprio mercado de pulgas parece revitalizado por estas novas adições: em todas as noites de quinta-feira durante o verão, ele permanece aberto até a meia-noite.

Ao bater um cansaço de compras ou do shuk, pare no Café Puaa (8 Rabbi Yohanan Street; 972-3-682-3821), um oásis boêmio mobiliado com itens do mercado de pulgas e que serve saladas, sanduíches e drinques em seu pátio com brisa agradável. Ele também é um endereço popular para o brunch. Uma refeição para dois custa cerca de 120 shekels.

Esta rápida valorização de Jaffa também vem acompanhada de controvérsia. Cerca de um terço dos 60 mil moradores de Jaffa são árabes, e muitos sentem que estão sendo expulsos pela nova revitalização.

Outros, entretanto, consideram a cidade mudada como um exemplo vibrante de coexistência. "É uma mistura de culturas", disse Efrat Ogani, que é dono da Mosaics. "E tudo aqui é pacífico."

Tradução: George El Khouri Andolfato

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