Viagem

Reino Unido e EUA advertem sobre riscos de viajar à Argentina

Da Ansa

15/07/2009 15h10

LONDRES, 15 JUL (ANSA) - O governo britânico advertiu hoje os turistas que pretendem viajar à Argentina para que se previnam contra o vírus da gripe A (H1N1), que já infectou mais de 3.000 pessoas e causou 137 mortes no país sul-americano. Um aviso similar também foi difundido pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Em sua página de Internet, a Chancelaria do Reino Unido publicou um comunicado no qual afirma que "há casos confirmados e suspeitos de gripe A (H1N1) na Argentina, além de mortes confirmadas". "O governo de Buenos Aires e de outras 17 províncias declararam emergência sanitária devido ao recente aumento no número de casos", prossegue o texto, acrescentando que "escolas e universidades foram fechadas".

Embora reconheçam que a Argentina dispõe de um bom sistema de saúde, as autoridades de Londres indicam que os tratamentos médicos "podem ser caros".

O comunicado chama a atenção também para o risco de contrair dengue no país, o que "pode ocorrer durante todo o ano". "Os turistas devem tomar cuidados extras para evitar serem picados pelo mosquito [Aedes Aegypit, transmissor da doença]", afirma a Chancelaria.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Estado recomendou a pessoas com baixa imunidade e maior predisposição para contrair à doença que "discutam com seus médicos" os planos de viajar à Argentina.

"O atual surto na Argentina provocou o anúncio de várias medidas para prevenir a expansão do vírus por parte de autoridades federais, provinciais e municipais", diz o alerta emitido por Washington.

No texto, o governo dos Estados Unidos também pede aos cidadãos do país que, caso viajem à Argentina, busquem a embaixada em Buenos Aires para se cadastrar.

No dia 23 de junho, o ministro da Saúde brasileiro, José Gomes Temporão, também desaconselhou viagens à Argentina e ao Chile, nações que mais concentram casos da gripe A (H1N1) na América do Sul.

De acordo com o Ministério da Saúde argentino, há no país 3.056 casos e 137 mortes. Trata-se do segundo maior número de óbitos provocados pela doença em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, onde 211 pessoas morreram.

Nesta quarta-feira, a partir das 13h30 locais (mesmo horário em Brasília), os ministros da Saúde de Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai se reúnem em Buenos Aires para discutir estratégias conjuntas de combate à pandemia.

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