Viagem

Albergues europeus estão mais democráticos e acolhem descolados, famílias e idosos

JENNIFER CONLIN

New York Times Syndicate

21/06/2009 06h00

Quase três décadas após o fato, eu ainda posso me lembrar com clareza assustadora da minha primeira vez em um albergue da juventude. O que foi chamado em meu livro "Let's Go Europe" como um albergue irlandês "histórico" em um "castelo", revelou ser uma torre em ruínas sem aquecimento, com pisos de pedra e colchões mofados. Eu jurei nunca mais me hospedar de novo em um albergue.
  • CHRIS WARDE-JONES/NYT

    O Yellow Hostel em Roma abriga hóspedes com idades entre 17 e 40 anos



Mas após ouvir que o cenário de albergues tinha mudado significativamente ao longo dos anos, apesar de ainda serem incrivelmente baratos, eu decidi experimentar de novo - apenas que desta vez, em vez de acompanhada por um caronista lindo, eu tinha ao meu lado minhas filhas adolescentes. Então foi com grande trepidação que cheguei ao London Central Youth Hostel em uma noite de sexta-feira, em meados de março.

"Terá lençóis e cobertores?" perguntou Harriet, minha filha de 17 anos. "Por favor, me diga que terá uma TV", disse Florence, a irmã dela de 13 anos. Elas nunca ficaram hospedas em qualquer lugar que não um hotel com serviço pleno, geralmente com minibar, serviço de quarto e chuveiro.

"É claro", eu respondi, totalmente insegura. Eu me perguntava se nós, vestidas em trajes urbanos e puxando malas com rodinhas, deveríamos estar usando ponchos de chuva e carregando mochilas enormes.

Momentos depois, estávamos diante de um prédio moderno, cheio de estilo, com janelas de vidro temperado reluzentes. Eu tinha certeza que tinha anotado o endereço errado. Apesar de ter lido que a YHA Ltd. tinha investido recentemente cerca de US$ 8,4 milhões para reformar este albergue próximo ao Regent's Park, ele parecia bom demais para ser verdade. Onde estava a tinta descascando? Por que não havia roupa lavada pendurada nas janelas? Por que não havia um estudante bêbado desmaiado na varanda?

Em vez disso, enquanto nós passamos por portas de vidro deslizantes para o hall de entrada, eu admirei o mapa iluminado do chão ao teto do sistema de metrô de Londres, assim como um homem quarentão de boa aparência com uma pasta descendo do elevador. As coisas já pareciam diferentes.

As meninas desapareceram rapidamente no que na minha época era chamada de sala comum - geralmente um local de encontro para os hóspedes sujos, com sofás surrados, um carrinho de chá rangente e uma biblioteca improvisada de guias de viagem descartados em todas as línguas exceto a sua.

Eu respirei fundo e fui atrás delas, apenas para ficar chocada com a cena diante de mim. A sala poderia ser um showroom de lojas de mobiliários sofisticados, com sofás coloridos e cadeiras arranjadas ao redor de mesas laminadas brancas reluzentes.

Uma parede estava decorada com fotos ampliadas de marcos de Londres - uma caixa de correio vermelha, uma placa da Oxford Street, a cúpula da Catedral de Saint Paul. Ao lado da parede se encontrava um quadro negro com informação sobre as mais recentes exposições de museus, mercados de roupas e alimentos, assim como shows. Montados no teto estavam vários televisores de tela plana, incluindo um exibindo fotos de pessoas fazendo festa no albergue em que estávamos; Florence ficou hipnotizada.

Para bacanas



Em uma ponta da sala havia um bar elegante e bem estocado. (Na minha época, a maioria dos albergues tinha uma política rígida de proibição ao álcool, daí a necessidade de uma mochila grande.) Do lado oposto havia uma série de computadores, onde Harriet já estava logada. Duas mulheres mais velhas com cortes de cabelo da moda e óculos de armação retangular desfrutavam seus drinques em uma mesa, e em outra estava uma família jogando cartas. Não havia nenhum poncho à vista.

Grande parte da sala estava cheia de jovens modernos em jeans de cós baixo e camisetas apertadas que não pareciam se importar com a presença de um pai, muito menos de uma avó ou duas.

Ao observar minhas filhas enquanto cantavam junto com a música de fundo do Coldplay, eu não podia imaginá-las mais felizes do que se estivessem no hotel Mandarin Oriental, com diária de 250 libras, do outro lado da cidade. Em vez disso, nós iríamos pagar 89 libras (US$ 133,50, com a libra cotada a US$ 1,50) por um quarto para quatro pessoas, completo com banheiro privado.

"Eu adoro este lugar", anunciou Florence, pronta para checar nosso quarto no andar de cima. Eu espiei por cima do ombro de Harriet e a vi atualizar seu status no Facebook. Ele dizia: "Harriet está em um albergue bacana em Londres".

No mundo dos albergues urbanos bacanas, quem se importa se seu quarto não tem nada exceto uma cama (geralmente um beliche), um banheiro simples (um chuveiro sem produtos de banho) e um pequeno armário sem cabides? Quartos comuns, por sua vez, frequentemente são minimamente - mas elegantemente - mobiliados com sofás e mesas de estilo escandinavo.

Compensando a falta de confortos, geralmente há um bar eclético, um cibercafé 24 horas com Wi-Fi, excursões em grupo pela cidade, entretenimento (DJs, música ao vivo e noites de karaokê), cozinhas onde você pode preparar sua própria refeição ou um restaurante onde pode comprar uma - tudo isso fornecendo uma vida social pronta para os viajantes.

Outros tempos



Os albergues por toda a Europa passaram por uma transformação ao longo da última década. "Ocorreu uma séria melhoria da qualidade no movimento dos albergues", disse Johan Kruger, chefe de comunicações da Hostelling International, um consórcio de associações de albergues da juventude de mais de 80 países e que operam mais de 4 mil albergues.

"Apesar dos albergues sempre terem tido grandes quartos estilo dormitório compartilhado, nós agora estamos vendo uma demanda maior entre os viajantes por suíte dupla ou simples", disse Kruger, acrescentando que os albergues se tornaram ainda mais populares com a recessão. Em 2008, a Hostelling International teve um aumento de movimento de 14%, para 1,4 milhão de reservas, em seu site, www.hihostels.com.

Kruger atribui o maior interesse por quartos menores à mudança da clientela. "Agora nós estamos vendo viajantes a negócios procurando albergues", disse ele, especulando que além das diárias mais baixas, eles também preferem o aspecto social de um albergue à cultura mais séria de hotel.

"Dez a 15 anos atrás, os albergues eram mais comumente associados ao interior, algo para andarilhos", disse Duncan Simpson, chefe de comunicações para a YHA Ltd., uma organização de albergues da juventude para a Inglaterra e País de Gales, assim como uma afiliada da Hostelling International. "Mas nós operamos em cidades e agora estamos atraindo uma clientela que não apenas nos procura por ser um bom negócio, mas também porque querem uma experiência diferente, mais à vontade, do que você encontra em um hotel."

O mais novo projeto da YHA em Londres, a reforma de US$ 1,5 milhão do albergue Saint Pancras, espera atrair outra grande base crescente de clientela - a família. Ele tem quartos projetados para famílias, Wi-Fi nas salas comuns, um restaurante aberto das 7h30 às 22h, até mesmo berços.

"No albergue, você não precisa se preocupar com a possibilidade do seu filho derrubar uma luminária ornamental no lobby", disse Simpson. "Todo o ambiente é mais casual."

Tim Hierath, um dos cinco proprietários que fundaram o albergue Circus em Berlim há quase uma década, também notou a mudança do perfil de sua clientela. "Além dos estudantes mochileiros clássicos", disse Hierath, "nós recebemos profissionais urbanos em feriados municipais, famílias em férias, viajantes a negócios e até mesmo turistas mais velhos."

A maioria dos viajantes provavelmente é atraída pelas ótimas diárias, ele disse. Quartos para grupos com banheiro compartilhado custam a partir de 19 euros por pessoa por noite, enquanto um quarto simples com banheiro privado custa 50 euros (US$ 68, com o euro cotado a US$ 1,36); apartamentos de cobertura de um e dois quartos custam 85 e 140 euros, respectivamente. A clientela mais jovem provavelmente é atraída pelo popular bar subterrâneo do albergue, o Goldman's, ele acrescentou, onde há fotos emolduradas do ator americano David Hasselhoff, consoles de videogame antigos e decoração saída diretamente de um condomínio da Flórida dos anos 70.

"Nós gostamos do clima aqui", disse Gudula Danyer, 69 anos, de Fulda, Alemanha, que estava viajando com um grupo de amigas igualmente idosas hospedadas no Circus. "É diferente e o preço é bom", ela disse, acrescentando que também era divertido para o grupo ficar no mesmo quarto.

Abbey Rose, 29 anos, de Chicago, concordou. Geralmente ela fica em hotéis, mas ela escolheu o Circus porque "parecia divertido e na moda".

"Isto na verdade é melhor do que um hotel", disse David Jones, 23 anos, de San Francisco, que também estava hospedado lá. "É melhor para conhecer pessoas, além de mais barato."
  • ED ALCOCK/NYT

    Albergues alimentam espírito comunitário, como o Oops!, localizado em Paris


Clima amigável



E qual é a diferença entre um albergue da juventude e um hotel barato? "Um albergue da juventude envolve espírito comunitário", disse Hierath. "Toda a atmosfera aqui é uma que facilita conhecer outras pessoas. Não é incomum os hóspedes fazerem amizades e saírem para fazer coisas juntos."

Ele disse que os funcionários de seu albergue ajudam os hóspedes a alugarem bicicletas ou recomendam passeios pela cidade que fogem do tradicional, incluindo um aeroporto inativo da época da Segunda Guerra Mundial. (No albergue London Central, o recepcionista nos ajudou a obter ingressos de teatro com desconto.)

É curioso o fato dos albergues serem tão populares nas cidades, dado que quando o movimento começou, há 100 anos, ele buscava encorajar as pessoas a deixarem as cidades e explorar o campo. No início dos anos 1900, Richard Schirrmann, um professor alemão, abriu o primeiro albergue em Burg Altena, no Vale do Reno (ele ainda está funcionando). Ao longo das duas décadas seguintes, mais 12 albergues da juventude foram construídos. Isto, por sua vez, levou à formação da Federação Internacional dos Albergues da Juventude (atual Hostelling International) em 1932.

Desde então, os albergues se transformaram em uma forma aceita de viajar pela Europa para todas as faixas etárias. Os europeus geralmente são apresentados aos albergues quando são jovens. "Nós temos muitos programas de acampamento de verão nas escolas para jovens de 11 a 18 anos, para levá-los ao campo", disse Simpson, da YHA.

Os americanos geralmente encontram um albergue pela primeira vez durante a faculdade e então, geralmente, o abandonam - como no meu caso. "É verdade que recebemos menos famílias americanas do que européias", disse Simpson. "Mas ainda recebemos muitos jovens americanos."

Ele disse que em média na Inglaterra e no País de Gales, a associação de albergues conta com 35 mil visitantes americanos por ano, o quarto maior grupo nacional atrás dos alemães, franceses e australianos. No ano passado, a Hostelling International também notou que usuários online americanos era o maior grupo fazendo reservas em seu site.

Linda e John Wetherby, do Alasca, começaram a se hospedar em albergues na Europa quando eram adolescentes. Mesmo após se casarem e se tornarem pais (a filha deles, Aelwen, atualmente está com 25 anos), eles continuaram se hospedando em albergues. A família tenta viajar em anos alternados para a Europa por pelo menos um mês.

"Não há dúvida de que mudou muito", disse John Wetherby, 60 anos, um anestesiologista de Anchorage. "Agora é fácil encontrar quartos privados limpos com banheiro próprio em um albergue, assim como acesso à Internet." Ele disse que frequentemente fica em albergues urbanos - mais recentemente em Madri e Londres - algo raro entre os americanos de sua faixa etária.

"Eu acho que quando as pessoas daqui crescem e passam a ter uma renda real, elas querem gastá-lo em acomodações decentes", disse Linda Wetherby, 63 anos, que trabalha no ensino público. Os Wetherbys são "pessoas que gostam do ar livre, sem ostentação, que apenas querem um lugar limpo e seguro para dormir", ela disse, acrescentando que preferem gastar seu tempo de férias e dólares em peças de teatro, restaurantes e museus.

Eles também gostam do aspecto comunitário do albergue. "Às vezes precisei viajar a negócios sozinha antes de me encontrar com Aelwen e John", disse Linda, " e conheci pessoas com as quais tomei o trem para a próxima cidade". Ela disse que a segurança é um fator para ela, na condição de uma mulher às vezes viajando sozinha.

Lugar seguro



De fato, os albergues são particularmente seguros, com portas fechadas após certo horário da noite e funcionários presentes 24 horas na recepção. "Você não se sente só quando está hospedada em um albergue", disse Rose, de Chicago, sobre sua estadia no albergue Circus em Berlim.

O mais notável é a mistura casual de faixas etárias. "Frequentemente, quando nossa filha era jovem, um estudante em viagem gostava de brincar com ela, porque sentia falta de seus irmãos mais novos em casa", disse Linda Wetherby.

Os estudantes agora se oferecem para ajudá-la com suas malas. "Assim que conversam comigo, eles descobrem que sou a pessoa velha mais jovem com quem já conversaram", ela disse. "Quando você conversa com pessoas de diferentes países, isso abre muito sua mente."

Ainda assim, algumas coisas nunca mudam. Em uma recente noite de sábado no Circus, onde o divertimento é barato (durante o happy hour no Goldman's, um pequeno copo de cerveja custava apenas 1 euro, e no albergue London Central uma dose dupla de gim, rum ou vodca com Coca-cola ou tônica custava apenas 3,70 libras), hóspedes de todas as idades começavam a esvaziar o bar por volta da 1 hora da manhã.

Trintões, revivendo seus anos de glória, tropeçavam nas escadas e entravam cambaleando no elevador, fazendo uma pausa um tanto demorada diante da lata do lixo, após se excederem na cerveja barata. A clientela pode ser mais velha, mas não necessariamente mais sábia.

Enquanto isso, de volta a Londres, minhas filhas e eu nos enfiamos em nossos beliches confortáveis às 23 horas, após uma refeição em Chinatown e uma caminhada divertida por Leicester Square. Enquanto conversávamos no escuro até meia-noite, sem televisor para interromper nosso papo, eu comecei a planejar nossa próxima viagem, talvez para a Cracóvia, onde o Hostel Deco batizou cada quarto com o nome de uma atriz, ou ao Urbany em Barcelona, um albergue verde recém-inaugurado com terraço na cobertura, ou ao Oops!, perto do Bairro Latino de Paris, decorado com papel de parede extravagante.

Com estas diárias baratas, as possibilidades pareciam repentinamente infinitas. Eu prometi nunca mais me hospedar em um hotel. Apesar de estar certa de que quebrarei a promessa, na atual situação econômica certamente faz sentido mantê-la.
  • ED ALCOCK/NYT

    O London Central Youth Hostel possui bar 24 horas e drinques baratos


Nem tão grandiosos, nem tão rudimentares



De baixo custo e chiques, os albergues da juventude urbanos são uma alternativa viável ao hotel butique. Apesar da maioria dos albergues fornecer roupa de cama, toalhas frequentemente precisam ser alugadas por uma pequena taxa. A maioria dos quartos conta com lâmpadas de leitura individuais e tomadas para carregar baterias, e todos contam com guarda-volumes. Apesar dos albergues serem abertos ao público, alguns possuem uma taxa de filiação temporária por noite que é preciso pagar, a menos que você escolha adquirir uma filiação anual (que frequentemente vale a pena se você pretender se hospedar por mais do que poucas noites). Também é comum pagar por seu quarto ao chegar. Entre os melhores sites para encontrar albergues na Europa estão o www.hostelbookers.com, www.hihostels.com e www.hostelworld.com.

Londres

O London Central Youth Hostel (104 Bolsover Street; 44-845-371-9154; www.yha.org.uk) fica a cinco minutos da Oxford Street e Regent's Park. Ele conta com café/bar 24 horas, acesso à Internet, Wi-Fi, uma cozinha self-service e lavanderia. Há até mesmo uma TV de plasma e um Nintendo Wii. Os preços variam de 19,95 libras (cerca de US$ 30, com a libra cotada à US$ 1,50) por adulto por uma cama simples em um quarto compartilhado sem banheiro, a 136,95 libras por um quarto família com seis camas e banheiro próprio. As taxas de filiação temporária são de 3 libras por adulto e 1,50 libra por criança por noite e são pagas ao chegar. Oferece taxas de filiação anuais.

Berlim

O Circus (Weinbergsweg 1a; 49-30-2000-3939; www.circus-berlin.de) fica no distrito de Mitte, no coração da cidade. Há um café e bar, e Wi-Fi em cada quarto. O albergue pode conseguir translado do aeroporto. Os preços são 19 euros (cerca de US$ 26, com o euro cotado a US$ 1,36) por uma cama em um quarto para oito pessoas, até 140 euros por um apartamento de cobertura com dois quartos, para quatro pessoas, com cozinha e banheiro.

Paris

O Oops! (50, avenue des Gobelins; 33-01-47-07-47-00; www.oops-paris.com) fica próximo ao Bairro Latino. Todos os quartos possuem ar-condicionado e banheiros privados. Os quartos de dormitório custam 23 euros por pessoa na baixa temporada (geralmente de novembro a fevereiro) e 30 euros por pessoa na alta temporada. Quartos privados custam 70 euros na baixa temporada e 80 euros na alta. Todas as diárias incluem café da manhã, Internet, Wi-Fi e guarda-volumes.

Barcelona

O Urbany (Avinguda Meridiana, 97; 34-93-24-58-414; www.barcelonaurbany.com) conta com cozinha self-service, lavanderia, bar, terraço na cobertura e uma sala comum com consoles de PlayStation, DVDs e jogos. Os hóspedes também podem usar a academia de ginástica próxima, que tem piscina e sauna. Todos os quartos possuem banheiro privado, Wi-Fi e ar-condicionado. As camas em um dormitório para oito custam a partir de 12 euros por noite, e 25 euros por um quarto duplo. Todas as diárias incluem café da manhã. Há opção de meia ou pensão completa, com refeições no bar/restaurante Tolc.

Roma

O Yellow (Via Palestro, 44; 39-06-49-382-682; www.yellowhostel.com) normalmente é restrito a hóspedes entre 18 e 40 anos, apesar de jovens de 17 anos poderem ficar sob certas circunstâncias. Os dormitórios são mistos e alguns possuem banheiro privado. As diárias custam 35 euros por um quarto com quatro camas com banheiro privado e 24 euros por um dormitório misto sem banheiro. Há acesso à Internet (laptops podem ser alugados), uma sala de jogos e um bar. O Yellow oferece café da manhã barato (rabanadas por 3 euros), com um cardápio que muda mensalmente.

Tradução: George El Khouri Andolfato


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