Irã desaconselha viagens ao México e aos Estados Unidos

Da Ansa

TEERÃ, 29 ABR (ANSA) - O Ministério da Saúde do Irã aconselhou aos cidadãos do país a não viajarem para o México e Estados Unidos, devido ao surto de gripe suína, que fez oito vítimas fatais nos dois países do continente americano.

Segundo informou a agência Isna na manhã de hoje, o diretor do Centro para Doenças Infecciosas do país, Mohammad-Mehdi Guya, orientou aos iranianos que evitem viagens aos países que já detectaram a doença e esclareceu que até o momento não foram registrados casos suspeitos no país.

Além de México e Estados Unidos, país que registrou sua primeira vítima fatal nesta manhã no Texas, Canadá, Espanha, Israel, Escócia, Grã-Bretanha, Nova Zelândia, Alemanha, Áustria e Costa Rica confirmaram casos de infecção do vírus H1N1, transmissor da gripe suína.

O governo iraniano também determinou o controle nos aeroportos internacionais do país. Passageiros que tenham os sintomas da doença serão levados imediatamente para centros de observação, onde há equipes prontas para a realização de exames médicos.

Em meio a tensões políticas entre Estados Unidos e Irã, em território norte-americano vive uma comunidade de cerca de 500 mil iranianos, que emigrou ao país principalmente após a revolução de 1979 e que mantém normalmente relações e contatos com amigos e parentes residentes no Irã.

Outros países já intensificaram o controle e vigilância sanitária nos portos e aeroportos locais e também orientaram que seus cidadãos não viajem para países que registraram casos da gripe. Na Itália, por exemplo, os turistas que iriam ao México preferiram mudar o destino da viagem para Cuba.

Argentina e Cuba, por outro lado, bloquearam voos provenientes do México. O governo argentino afirmou que irá manter esta medida até a próxima segunda-feira, dia 4, para evitar riscos de contágio.

Cuba, por sua parte, declarou estado de alerta e informou que as chegadas do país não serão permitidas por pelo menos 48 horas.

Segundo informou ontem o Ministério da Saúde do México, subiu para 159 o número de pessoas que morreram supostamente em decorrência de uma epidemia. "Com a informação disponível até o momento, podemos afirmar que são 159 os falecimentos derivados de casos suspeitos", informou na noite de ontem o ministro da Saúde do país, José Angel Córdova.

Nos Estados Unidos, fontes do governo norte-americano confirmaram a primeira morte causada pela infecção. A vítima fatal foi um menino, de cerca de dois anos, que vivia no estado do Texas.

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