Viagem

No Rio de Janeiro, turismo de luxo segue ao largo da crise

Da Agência JB

04/04/2009 11h31

Momentos de crise fazem com que muitas famílias cortem gastos, sobretudo os considerados "supérfluos", como passeios e viagens. Mas a tese não é válida para os frequentadores dos hotéis de luxo do Rio de Janeiro.

As receitas cresceram, em média, 10% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2008, segundo a Abih-RJ (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro).

A razão do sucesso desses empreendimentos é a valorização do dólar, agora na casa dos R$ 2,20. Como as diárias são altas, a de um quarto simples, por exemplo, ultrapassa os R$ 600, e a maioria dos pacotes é balizada na moeda americana, o lucro dos hotéis aumentaram no início do ano. Mesmo com a queda da ocupação no período --a do Copacabana Palace caiu 7% nos primeiros três meses deste ano-- a alta do dólar elevou as receitas.

A ocupação do Caesar Park de Ipanema caiu, em média, 3% no início deste ano, mas a receita cresceu quase 10%, de acordo com o diretor de Vendas, Luiz Carlos Fogaça, que não quis revelar o valor. "O nosso foco é o turismo corporativo, que registrou queda em função da redução dos negociações", explica.

A ocupação do Sheraton Rio caiu 10%, mas a receita subiu 20% no verão deste ano. O gerente-geral Marcelo Moretti ressalta que o foco do hotel é o turismo de lazer. Para enfrentar o período de baixa, que vai de maio a agosto, o estabelecimento vai investir no mercado nacional.

"O turismo doméstico já está crescendo. Com a alta do dólar, os brasileiros decidiram passear pelo país. E também queremos atrair os sul-americanos", ressalta.

Reservas antes da crise
O diretor de Operações do Sofitel, Nagi Naoufal, também explica que as reservas do hotel para os meses de janeiro e fevereiro já estavam feitas desde agosto, ou seja, antes do estouro da crise em setembro, com a queda do Lehman Brothers.

"Depois da crise, as reservas de negócios caíram e estão chegando quase em cima da hora. Nós reservávamos quartos com um mês de antecedência e agora é no dia anterior. A crise afetou a previsibilidade de ocupação, mas o faturamento cresceu 8%", disse.

O diretor do Copacabana Palace, Philip Carreuthers, conta que o perfil do hóspede do hotel já mudou. "Março é um dos melhores meses do ano, porque é o retorno dos negócios, mas neste primeiro trimestre, janeiro foi o melhor mês. Isso quer dizer que o turismo corporativo caiu, e o de lazer se expandiu", explica.

A ocupação do hotel mais tradicional da cidade caiu 7%, mas a receita do período foi bem melhor do que o de 2008 -10% maior.

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