Viagem

No Rio de Janeiro, turismo de luxo segue ao largo da crise

Da Agência JB

Momentos de crise fazem com que muitas famílias cortem gastos, sobretudo os considerados "supérfluos", como passeios e viagens. Mas a tese não é válida para os frequentadores dos hotéis de luxo do Rio de Janeiro.

As receitas cresceram, em média, 10% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2008, segundo a Abih-RJ (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro).

A razão do sucesso desses empreendimentos é a valorização do dólar, agora na casa dos R$ 2,20. Como as diárias são altas, a de um quarto simples, por exemplo, ultrapassa os R$ 600, e a maioria dos pacotes é balizada na moeda americana, o lucro dos hotéis aumentaram no início do ano. Mesmo com a queda da ocupação no período --a do Copacabana Palace caiu 7% nos primeiros três meses deste ano-- a alta do dólar elevou as receitas.

A ocupação do Caesar Park de Ipanema caiu, em média, 3% no início deste ano, mas a receita cresceu quase 10%, de acordo com o diretor de Vendas, Luiz Carlos Fogaça, que não quis revelar o valor. "O nosso foco é o turismo corporativo, que registrou queda em função da redução dos negociações", explica.

A ocupação do Sheraton Rio caiu 10%, mas a receita subiu 20% no verão deste ano. O gerente-geral Marcelo Moretti ressalta que o foco do hotel é o turismo de lazer. Para enfrentar o período de baixa, que vai de maio a agosto, o estabelecimento vai investir no mercado nacional.

"O turismo doméstico já está crescendo. Com a alta do dólar, os brasileiros decidiram passear pelo país. E também queremos atrair os sul-americanos", ressalta.

Reservas antes da crise
O diretor de Operações do Sofitel, Nagi Naoufal, também explica que as reservas do hotel para os meses de janeiro e fevereiro já estavam feitas desde agosto, ou seja, antes do estouro da crise em setembro, com a queda do Lehman Brothers.

"Depois da crise, as reservas de negócios caíram e estão chegando quase em cima da hora. Nós reservávamos quartos com um mês de antecedência e agora é no dia anterior. A crise afetou a previsibilidade de ocupação, mas o faturamento cresceu 8%", disse.

O diretor do Copacabana Palace, Philip Carreuthers, conta que o perfil do hóspede do hotel já mudou. "Março é um dos melhores meses do ano, porque é o retorno dos negócios, mas neste primeiro trimestre, janeiro foi o melhor mês. Isso quer dizer que o turismo corporativo caiu, e o de lazer se expandiu", explica.

A ocupação do hotel mais tradicional da cidade caiu 7%, mas a receita do período foi bem melhor do que o de 2008 -10% maior.

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