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Festival Cururu Siriri movimenta Cuiabá até domingo

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Imagem: Divulgação

LUNA KALIL

Enviada especial a Cuiabá (MT)*

29/08/2008 14h30

A partir desta quinta-feira, a cidade de Cuiabá, além de quente, ficou mais colorida, musical e folclórica. Durante quatro dias, a capital mato-grossense abriga a sétima edição do Cururu Siriri, festival de nome curioso que reúne apresentações de duas manifestações da cultura popular da região pantaneira, o cururu e o siriri, em uma praça criada especialmente para o evento.

Os ritmos tradicionais combinam instrumentos fabricados na região, como a viola de cocho, ganzá, também conhecido como reco-reco, e mocho em apresentações envolventes com fortes batidas, show pirotécnico e melodias cantadas que exaltam nomes de santos, cidades e até de pessoas.

Pela primeira vez com quatro dias de duração, o festival, que lembra o cenário de outras festas conhecidas, como a do peão, junina e do divino, acontece na região portuária da cidade. Até domingo, Cuiabá recebe 31 grupos de siriri e quatro de cururu, dividos em grupos de oito, cada um com cerca de meia hora de apresentação. No total, são 1.500 artistas de todas as idades, que vêm dos bairros de Cuiabá e das cidades da Baixada Cuiabana.

No mesmo local, também acontece o 3º Festival Gastronômico de Cuiabá, com barracas de comida típica montadas na praça. Quem visita o evento, pode provar pratos de culinária típica mato-grossense, como a farofa de banana, uma extensa lista de peixes, e o Maria Izabel, mistura de arroz com carne seca.

O cururu é um ritmo tocado somente por homens que se vestem elegantemente, com improvisações e repentes elaborados na hora. O siriri, conhecido também como a dança secular do pantaneiro, tem toadas que duram cerca de seis minutos e combina a música de viola de cocho com danças coreografadas.

Segundo o secretário Municipal de Cultura, Mário Olímpio, apesar de a experiência ser nova e Cuiabá ainda não ter uma grande estrutura turística para receber visitantes, o festival desponta como o mais importante do Centro-Oeste. No próximo ano, existe a possibilidade de o festival ganhar uma edição também na cidade de São Paulo. "O turismo tem que perceber as oportunidades que o Cururu Siriri abre, já que os principais objetivos da festa são resgatar as manifestações culturais periféricas e fazer de Cuiabá uma referência cultural para todo o Estado."

Crianças e terceira idade no primeiro dia

A primeira noite do evento contou com apresentações de crianças e da terceira idade, vestidas com roupas coloridas, muito aplaudidas pelo público, que já no início mostrou seu carinho, acendendo velas que iluminaram a praça Cururu Siriri. Na abertura de cada número, músicas religiosas conhecidas ressoavam no palco e na arquibancada e as apresentações arrancavam aplausos da platéia.

De sexta-feira em diante, os grupos mais profissionais, e alguns até famosos na região, como o cuiabano Flor Ribeirinha, se apresentam a partir das 18h30. A organização do evento espera receber este ano até 15 mil pessoas por dia.

SERVIÇO
Quando: de 28 a 31 de agosto, a partir das 18h30
Onde: na praça Cururu Siriri, na região do porto, em Cuiabá (MT)
Quanto: entrada franca
Mais informação: www.festivalcururusiriri.com.br

* A jornalista LUNA KALIL viajou a convite da organização do festival

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