Viagem

Expedição Brasil Melhor, último dia: Com 3.500 km de estrada, grupo chega a Alagoas

Poio Estavski
Imagem: Poio Estavski

FABIO CUNHA

Participante da expedição

De Paulo Afonso (BA), seguimos para visitar a hidrelétrica a caminho de Sergipe. Um cânion com vista para a usina faz a divisa dos Estados. Saímos para a última trilha da expedição.

Para nossa felicidade, já no Estado sergipano, muito verde, trilhas enlameadas e várias travessias de rios. As travessias foram uma história à parte em nossa aventura. Esses momentos foram os que deram mais desgaste aos carros. Ventoinhas e radiadores sofreram danos. Essa parte do carro é a que resfria o motor, sem ela é impossível continuar. O motor esquenta e pára de funcionar.

Participante da expedição, Flavio Osiro teve seu sistema de arrefecimento estragado por duas vezes nas travessias de rio. Osiro, industrial, 34 anos, é um sujeito obstinado, traça metas e não mede esforços para superá-las. E esse foi seu problema. Atrasou algumas vezes a viagem, mas foi a diversão de todos. Ninguém consegue passar por ele sem tirar um sarro ou fazer uma piada. E ele leva sempre na esportiva.

Chegamos em Piranhas, no Estado de Alagoas. Nas margens do rio São Francisco, o grupo se reuniu novamente para um passeio de catamarã. Contra a forte correnteza do Velho Chico, fomos visitar o local da morte e do sepultamento de uma das figuras mais célebres da história sertaneja, o Lampião. Aproveitamos para tomar um banho no rio.

Ainda pela trilha, mais travessia de rio e a chegada à cidade de Pão de Açúcar, ainda nas margens do São Francisco. É um mini-Rio de Janeiro. Os bairros de lá têm nome de bairros cariocas. Um grande Cristo Redentor no ponto mais alto da cidade lembra a Cidade Maravilhosa. Uma parada para um mexido de pitu, um tipo camarão de água doce, e estrada de novo.

Expedição Brasil Melhor


Agora pelo asfalto, o último trecho, rumo a Barra de São Miguel (AL). Depois de 3.500 km de expedição (5.500 km se contarmos o percurso de São Paulo a Palmas, onde a aventura começou), chegamos ao nosso destino.

Nosso carro resistiu bravamente. Fizemos apenas uma limpeza de filtro de ar do motor no quarto dia da expedição. Um procedimento bastante comum quando se roda em estradas que levantam muita poeira. Agora, um bom descanso nos espera.

Amanhã, a tarefa é juntar fotos e as lembranças das cidades-dormitório. Bolar a frase e escolher a foto que melhor represente o rio São Francisco. Aguarde o resultado da divertida gincana.

BARRA DE SÃO MIGUEL (AL)
População: 7.247 (2007)
Território: 77 km²
Barra de São Miguel é um pico que fica a aproximadamente 35 km ao sul de Maceió e é cortado pelo rio Niquim, onde a paisagem é bem variada. Há mangues, recifes, piscinas naturais, ilhas, falésias e um fenômeno conhecido pelos habitantes locais como croas, que, na verdade, são dunas de areia no leito do rio que ficam expostas quando a maré fica baixa. Existe uma extensa sucessão de praias. Há trechos interessantes para a prática de surfe e outros com uma barreira de corais paralela à praia, formando uma enorme piscina natural de água límpida e quente. Nesse trecho existe infra-estrutura voltada aos turistas como quiosques, restaurantes e estacionamento. A melhor infra-estrutura, contudo, fica na praia do Gunga, onde é possível alugar mini-bugues, jet skies e caiaques, além de voar de ultraleve. Há um carnaval bem organizado e vem se tornando referência turística no sul alagoano atraindo, sobretudo, turistas italianos, americanos e espanhóis.
Prato típico da região: Massunim, espécie de marisco encontrado no leito do rio com a maré baixa
Onde ficar: Barra Sol Pousada (recanto dos Caetés; tel: 82 3272-1594); Brisamar Pousada (rua Margarida Oiticica Lima, 38, Barramar; tel: 82 3272-2030); Lua Pousada (av. Moema Cavalcante Bastos, 385; tel: 82 3272-1359); Portal Du Leste Hotel (rua Edson Frazão, 108, Praia do Niquim; tel: 82 3272-1089); Rio Mar Rua Escritor Hotel (Félix Lima Júnior, 35, tel: 82 3272.2064); Village Barra Hotel (rua Sen. Arnon de Mello, 65, Centro; tel: 82 3272-1000)
Onde comer: Restaurante do Tio (pça. S. Pedro; tel: 82 3272-1152)

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