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Vizinha da "bola da vez" do turismo, a "antiDubai" Khasab tem golfinhos, penhascos e sossego

Daryl Visscher/NYT
Imagem: Daryl Visscher/NYT

SHARON OTTERMAN

New York Times Syndicate

30/03/2008 08h08

Dirigindo por um penhasco rochoso vermelho, com profundos desfiladeiros escancarados abaixo, uma pessoa poderia ser perdoada por confundir este lugar escarpado com Utah. Mas esta é a península de Musandam, em Omã, uma terra árabe de mares imaculados, picos irregulares e, por ora, poucos turistas. Mas sua proximidade da badalada Dubai, a apenas duas horas ao sul, e uma estrada moderna significam que mais desenvolvimento está a caminho.

Separada do restante de Omã pelos Emirados Árabes Unidos, o terreno montanhoso se projeta como a proa de um navio no estreito de Hormuz, que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã. O contraste com seu vizinho rico em petróleo é visível tão logo você cruza a fronteira. Guindastes de construção e fábricas de cimento dão lugar a uma estrada de duas faixas que abraça as águas tranqüilas do golfo. A estrada passa por plantações de tâmaras e pequenas aldeias que se estendem até os wadis, vales profundos de calcário abertos pelas inundações sazonais ao longo de milênios.

Khasab, um porto eclético, é a maior cidade e capital da península, com cerca de 19 mil habitantes. Com três hotéis, ela também é o mais próximo de um centro turístico. No pequeno centro da cidade, mulheres omanis com lenços de cabeça pretos esvoaçantes atendem nos balcões das lojas. Homens omanis usando chapéus com bordados complicados comem em restaurantes simples, freqüentemente com co-proprietários e funcionários de origem indiana. O Shamaliah Grill and Restaurant (tel. 968 2673-0477) oferece um delicioso e doce suco de abacate e saborosos maqbous, um prato de arroz e carne semelhante ao biryano indiano. (Com apenas duas ruas, endereços formais de rua freqüentemente não são usados em Khasab, mas encontrar as coisas é fácil.)

Golfinhos podem ser avistados facilmente nas águas azuis das baías. Várias empresas de excursões, incluindo a Dolphin Travel and Tourism (tel. 968 2673-0659; www.dolphintourism.net), ficam localizadas no Khasab Hotel e levam os turistas em dhows (barcos típicos de madeira) para nadar e mergulhar com snorkel (20 riais por pessoa por um dia inteiro, ou cerca de US$ 53 com o rial omani valendo US$ 2,64). Outra empresa, a Extra Divers (tel. 968 2673-0501; www.musandam-diving.com), no Golden Tulip Resort, oferece viagens para mergulho com scuba aos recifes de coral, onde são encontrados o albacora-laje (um tipo de atum) e cardumes de barracudas.

Em terra, os penhascos atraem. A Dolphin Travel oferece viagens de meio dia por uma trilha escarpada até o ponto mais alto da região, o Jabel Harim de 2.072 metros. Ou você pode alugar seu próprio veículo com tração nas quatro rodas em pequenas locadoras na cidade, como a Al Jerez al Fedhi Rent a Car (tel. 968 9551-7900) por cerca de 20 riais por dia. Escale por cachoeiras secas e encostas cheias de matacões para chegar a oásis como Rawdah Bowl, onde trevos florescem no inverno sob a cobertura de acácias. No caminho de volta, fique atento às maravilhosas vistas do mar ao pôr-do-sol nos caminhos em ziguezague de Khor Al-Najd.

Encontrar vagas nos meses mais frescos pode ser difícil, então faça reservas com antecedência. O Golden Tulip Resort Khasab (tel. 968 9268-6536; www.goldentulipkhasab.com), a poucos quilômetros fora da cidade, é o melhor de todos, com diárias dos quartos duplos a partir de aproximadamente 90 riais. O quadrado Khasab Hotel (tel. 968 2673-0271; www.khasabhotel.net) oferece uma opção mais em conta, com quartos duplos sem frescura a partir de 35 riais.

O centro de Khasab é livre de lojas de souvenires, mas isso poderá mudar. Em julho, a Oman Air dobrou o número de vôos semanais saídos de Mascate, a capital, de dois para quatro. Há discussão sobre a construção de hotéis de luxo no principal porto de Khasab, perto de um restaurado forte português do século 17 que agora abriga um museu.

Mas, por ora, o balido das cabras é o barulho mais alto nos vales rochosos. "Toda vez que vou para Dubai, eu acho, eu quero voltar", disse Shajahan Abdul-Aziz, 30 anos, que estava trabalhando em um minúsculo cibercafé em Khasab. "É calma e pacífica. Sem problemas."

Tradução: George El Khouri Andolfato

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