"Check-in, check-out": O hotel Carlton da Madison Avenue, em Nova York

FRANK BRUNI

New York Times Syndicate

  • Andrew Mohin/NYT

O Básico
Em hotéis, assim como em entrevistas de emprego, as primeiras impressões são cruciais, e o Carlton inicia sua apresentação de forma eloqüente. Ele recebe você com um grande balcão interno no alto de uma ampla escadaria de calcário em curva: uma posição superior e vantajosa para o suntuoso lobby de três andares, decorado em tons dourados que brilham como metais preciosos. Uma cascata cintilante cai contra uma parede. No lado oposto é possível ver os dois andares do aclamado restaurante Country. O Rockwell Group fica com o crédito pela ampla reforma do Carlton, que foi inaugurado em 1907 como Seville Hotel. O lobby e o restaurante foram concluídos no final de 2005; os 316 quartos do hotel, reformados pela última vez em 2001, deverão ser reformados novamente na metade do ano que vem.

A Localização
Alguns mapas de Manhattan deixam de apontar o nome apropriado do bairro para este trecho da Madison Avenue, em torno da East 29th Street -não exatamente Gramercy Park, não realmente Murray Hill. Ele também carece de uma identidade clara. Mas isto é bastante conveniente. Várias linhas de metrô se encontram a poucas quadras de distância. Assim como o Madison Square Park. E a área conta com muitos restaurantes finos, incluindo o destaque italiano A Voce e o Eleven Madison Park, com sotaque francês, talvez o melhor dos estabelecimentos do império do proprietário de restaurantes Danny Meyer.

Os Quartos
Meu "rainha superior" não parecia muito superior ou régio, o que significa que não era tão grande. Não tinha closet. E apesar de alguns dos outros 315 quartos (a diária padrão varia de US$ 399 a US$ 799) aparentemente terem uma vista do Empire State Building, a vista do meu era para uma espécie de poço de ventilação. Em uma era em que minimalismo liso predomina, este quarto era um retrocesso: cortinas douradas emoldurando a cabeceira da cama, acabamentos dourados e de cobre nos abajures e luminárias. Fora a conexão de Internet sem fio, ele não era adequado para um viajante a negócios. A mesa de madeira escura, inserida de forma apertada em um cano, era alta demais para um laptop, e quase toda sua superfície estava tomada por itens do minibar. Mas apreciei uma atualização de última hora: um rádio-relógio Apple iHome, com carregador para iPod.

Os Banheiros
O meu apresentava um desenho sensível, com o sanitário de um lado, no canto, e o chuveiro no outro. Entre eles havia uma ampla pia de mármore marrom. Mas a variedade de artigos de higiene pessoal era rotineira e as toalhas, juntamente com o roupão de banho, tinham uma textura áspera, dura.

Comodidades
O Carlton possui uma omissão gritante: nenhuma academia de ginástica ou mesmo uma sala de exercício. Os hóspedes têm livre acesso à academia vizinha Boom Fitness. As reformas previstas para o próximo ano incluem uma academia dentro do hotel.

Serviço de Quarto
O cardápio do serviço de quarto é quase uma réplica do cardápio do Cafe at Country, que é a metade casual do restaurante. Meu jantar, que incluía um steak tartare e frango assado, estava excelente. Ele chegou rápido e levou apenas três minutos para o hotel atender o pedido separado por um saca-rolhas (eu trouxe o vinho de casa). No pedido do café da manhã, eu requisitei ovos às 7h30; eles chegaram às 7h29.

Resumindo
A presença do Country, de propriedade e dirigido pelo chef Geoffrey Zakarian, é um grande ponto a favor do Carlton. Assim como a alegria dos funcionários bem treinados. E se conseguir um bom pacote de fim de semana -cheque com o hotel ou no site- o Carlton passa uma sensação maior de luxo do que um Sheraton, por exemplo, a um preço semelhante.

The Carlton on Madison Avenue, 88 Madison Avenue; (800) 601-8500; www.carltonhotelny.com

Tradução: George El Khouri Andolfato

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