Viagem

Livro aborda as roubadas e as delícias que uma mulher enfrenta ao viajar sozinha

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Imagem: Divulgação

Bruna Monteiro de Barros

Editora de UOL Viagem

24/07/2007 18h56

É muito precioso para uma mulher saber que na Índia os ombros são um dos pontos mais sexy do corpo feminino e andar com eles de fora pode causar constrangimento. Também é legal ter noção de como pedir em alemão para um homem não tocar em você. Ou, ainda, perguntar em japonês se aquela rua é segura tarde da noite. Com dicas como essa, não tem por que ter receio, basta fazer as malas e encarar as delícias de uma viagem sozinha.

É com o intuito de estimular o turismo solitário das mulheres que as jornalistas Flávia Soares Julius e Maristela do Valle lançam o livro "Viaje Sozinha" (dicas e experiências para que você embarque na boa e se divirta como nunca). Repórter de turismo e com boa experiência de viajar consigo mesma, Maristela teve a idéia do guia após lançar "Lua-de-Mel - Como Planejar sua Viagem" e perceber a abertura do mercado de publicações para mulheres solteiras, na onda do "Diário de Bridget Jones".

Chamou para a dobradinha a colega Flávia _que já tinha dado a volta ao mundo com uma amiga_ por achar importante mostrar experiências diferentes. "Apesar de no final descobrirmos que não somos tão diferentes assim", conta Maristela. Além disso, as duas juntaram também depoimentos de outras mulheres sobre diversas aventuras, colhidas por e-mail e sites de relacionamento.

O resultado é um livro divertido, gostoso de ler, com muita informação e histórias pessoais reveladoras. "A maioria das mulheres tem medo, acha que não vai dar certo viajar sozinha. Mostramos com o guia que não é impossível, basta ter alguns cuidados. Se a mulher ficar em casa esperando uma companhia para viajar, não vai conhecer um terço dos lugares que poderia visitar", diz Flávia.

Para as duas, a mais importante lição é a de que é necessário sempre se informar sobre os costumes do lugar de destino, tanto no Brasil quanto no exterior. "No Oriente Médio, por exemplo, você tem que cobrir a cabeça. Na Índia, os ombros devem ser escondidos. Se você se adaptar à realidade local, poderá ter experiências incríveis", conta Flávia.

Na Índia, Flávia descobriu do pior jeito possível que comprar uma bata para vestir seria a melhor opção. "No segundo dia que estava lá, resolvi usar um top, sem decote nem nada, mas de manguinha e bem justo. Até fui avisada por um brasileiro que morava por lá, mas não dei atenção. Foi só sair na rua que os homens começaram a passar a mão no meu peito. Mais de um homem e mais de uma vez! Aí comprei as batas largas e fiquei sossegada."

É sempre bom ser prudente também para evitar assaltos ou assédios inconvenientes. Maristela conta que uma vez, no Sul do país, em uma praia quase deserta, onde estava com uma amiga a trabalho, ela resolveu sair do único bar do local para atravessar umas dunas em direção ao rio. Perto do rio, ela percebeu que estava sendo seguida por um homem com bafo de pinga. Quando teve noção do perigo, saiu em disparada, com o homem correndo atrás dela. "Corri, corri, corri, até que eu vi um carro, de uma família argentina que estava acampada por lá, parei no chefe da família e pedi ajuda, dizendo que um tarado estava correndo atrás de mim. Ele me deu uma carona de volta ao bar e voltou logo para o acampamento, preocupado com a família", relata.

A grande lição que Maristela tirou dali foi que, por mais aventureira e independente que você seja, tem horas em que não dá para arriscar. "Não dá para deixar o azar chegar tão perto, sem nenhuma válvula de escape", completa.

Para ajudar a se virar bem nas aventuras, o livro traz uma seção com tradução para várias línguas de expressões de grande valor para a mulherada, como "me deixa em paz!", "tira a mão de mim", "essa rua é segura à noite?" ou ainda "minha meia-calça rasgou, onde posso comprar outra?". Tem ainda um capítulo inteiro dedicado às regras de comportamento em cada país.

Se, ainda assim, você não se empolgou em flanar sozinha pelo mundo, Flávia conta qual o grande barato da modalidade: "A grande vantagem é a percepção totalmente diferente. Com alguém, você se apóia, a viagem fica mais confortável, você não precisa conhecer ninguém se não quiser. Sozinha, a atenção é total para o lugar, você percebe mais as coisas, faz o que der na telha, se força a conhecer as pessoas. Elas vêm falar com você quando percebem que está sozinha. Ou seja, você acaba conhecendo um monte de gente legal. Não dá para se prender a não ter uma companhia, pode ir sozinha. É garantia de experiências incríveis".

Livro: "Viaje Sozinha" (304 páginas)
Editora: Panda Books
Preço: R$ 42,90

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