Camponeses ameaçam invadir Machu Picchu durante protestos

Da Ansa

LIMA, 24 MAI (ANSA) - Camponeses da província de La Convención, no departamento de Cusco, intensificarão hoje seus protestos ao iniciar uma greve por tempo indeterminado e advertiram uma possível tomada do monumento arqueológico de Machu Picchu para dar mais força aos seus pedidos frente ao governo.

Walter Toledo, dirigente dos camponeses, advertiu que se o governo do presidente Alan García não cumprir o acordo firmado por seu ex-ministro da Agricultura, José Salazar, para que o Peru se retire da Convenção de Viena na luta contra o narcotráfico, "então tomaremos medidas mais radicais".

Machu Picchu é o principal destino turístico do Peru, visitado por mais de 1.500 turistas por dia, a maioria estrangeiros.

Cerca de 4.000 camponeses, segundo Toledo, se reuniram hoje na zona urbana de La Convención e fizeram ameaças para intensificar os protestos, como a invasão a uma parte do gasoduto de Camisea, que é administrado pela empresa TGP de capitais argentinos.

García declarou quarta-feira que seu governo não se retirará da Convenção de Viena "porque seria uma loucura", e desafiou os camponeses a prosseguir com seus protestos.

Enquanto o ministro de Agricultura, Ismael Benavides, pediu aos camponeses da província de La Convención que deixem de lado a greve e disse que a melhor forma para resolver os problemas é o diálogo.

"Os camponeses pobres têm queixas e seus pedidos, em muitos casos válidos. Acredito que a melhor forma de resolvermos isso é trabalhando juntos".

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos