Viagem

Jogar chiclete no chão e outras 7 atitudes que causam encrenca no exterior

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL

14/06/2017 04h00

Tomar uma cerveja na praça, beijar seu par na rua, falar mal de um político em público. Em diversos países, essas atitudes podem colocar o turista em sérios problemas com a lei ou com nativos. Antes de fazer uma viagem internacional, pesquise sobre os costumes locais, pois um leve deslize pode arruinar todo o passeio. Abaixo, veja 8 comportamentos que você deve evitar em algumas nações:

  • Imagem: Pixabay
    Pixabay
    Imagem: Pixabay

    Cuspir um chiclete na rua

    Não é legal jogar lixo na rua em nenhum lugar. Tal infração, entretanto, ganha status de crime lesa-pátria em Cingapura. Jogar um chiclete mastigado ou qualquer outra sujeira em uma calçada de Cingapura (e ser pego pela polícia) pode render uma multa de milhares de dólares. Chicletes, aliás, são considerados inimigos públicos no país, por causa de seu potencial de sujar as vias e os transportes públicos. A venda deles é rigidamente controlada -- apenas produtos medicinais, como gomas de mascar de nicotina, que ajudam a parar de fumar, são permitidos. É melhor nem levar grandes quantidades de chicletes para Cingapura: se os oficiais de imigração pegarem, eles podem considerar como “tráfico” e você pode ter problemas com a lei.

  • Imagem: Ggia/Creative Commons
    Ggia/Creative Commons
    Imagem: Ggia/Creative Commons

    Fazer certos gestos

    Na Grécia pode ser extremamente ofensivo apontar a palma da sua mão com os dedos abertos para um nativo. O gesto, chamado de “moutza”, tem um significado que remonta à época bizantina, quando o povo jogava fezes e outras sujeiras em criminosos expostos em praça pública. Os gregos entendem como "vai tomar naquele lugar" – e podem querer brigar (na foto, manifestantes fazem um moutza coletivo na frente do Parlamento). Já em países muçulmanos, como Marrocos e Jordânia, evite mostrar a sola do sapato para pessoas ao seu redor (mesmo que inconscientemente, quando você se senta). Sapatos são considerados extremamente impuros pelos muçulmanos e tal atitude pode ofendê-los. E, se no Brasil, a figa é um símbolo contra o azar, na Itália o gesto é associado à genitália feminina e pode ofender. Evite fazê-lo também na Turquia e na Índia, que também o consideram desrespeitoso.

  • Imagem: Bureau of Land Management Oregon and Washington
    Bureau of Land Management Oregon and Washington
    Imagem: Bureau of Land Management Oregon and Washington

    Beber álcool em público

    Quem bebe na rua no Egito pode ser multado. Já em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, além da multa, ser pego pela polícia bêbado pode render até deportação ou prisão, se você tiver causado confusão. Também é proibido beber na rua em grande parte dos Estados Unidos. Na Califórnia, por exemplo, pode-se levar uma multa de algumas centenas de dólares por carregar uma lata de cerveja aberta em um parque ou na rua. Na reserva de Lower Lake Creek (destino de ecoturismo popular no Oregon), quem for pego bebendo pode ser multado em até US$ 1.000 ou preso por até 12 meses (ou ambos), conforme avisado na placa da foto.

  • Imagem: Pixabay
    Pixabay
    Imagem: Pixabay

    Beijar seu parceiro na rua

    Em países onde a religião tem grande influência sobre a população (como a maioria das nações islâmicas e a Índia), evite demonstrações de afeto em público, como um selinho ou abraço mais quente. Em 2010, um casal britânico foi condenado a um mês de prisão em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, por supostamente ter trocado um beijo em um restaurante local. Corre-se o mesmo risco no Egito, onde beijar na boca em público também é considerado crime. Alguns hotéis desses países pedem um certificado de casamento no check-in de casais estrangeiros. Se você pretende se hospedar com alguém do sexo oposto com quem você não seja casado em lugares como Egito, Jordânia e Irã, verifique se o hotel não adere a essa política de aceitar apenas pessoas casadas (se for um casal gay, o gerente vai pensar que as duas pessoas são amigas e, por isso, não vai exigir nenhuma comprovação).

  • Imagem: Hamid Saber
    Hamid Saber
    Imagem: Hamid Saber

    Transar com uma nativa

    Pela lei islâmica, um homem não muçulmano não pode se casar -- muito menos transar -- com uma mulher muçulmana. Essa norma é levada particularmente a sério no Irã. No final dos anos 1990, um turista alemão foi condenado à morte após a polícia iraniana descobrir que ele teve relações sexuais com uma nativa (que, por sua vez, foi submetida a quatro meses de prisão e a 99 chibatadas). Com a ajuda dos serviços consulares, ele foi solto após passar mais de dois anos na prisão.

  • Imagem: Kurt Lowenstein Education/Flickr
    Kurt Lowenstein Education/Flickr
    Imagem: Kurt Lowenstein Education/Flickr

    Demonstrar afeto a outra pessoa do mesmo sexo

    Há países onde fazer parte do grupo LGBT é perigoso. No Irã, a homossexualidade pode dar pena de morte. Na Rússia, determinadas parcelas da população são extremamente homofóbicas: não são raros os casos de gays agredidos, com grande violência, nas ruas por lá. Demonstração de afeto entre casais gays tampouco costumam ser tolerados em outros países do Oriente Médio e na Índia. Nas Américas, Honduras costuma ser um nação hostil contra pessoas do grupo LGBT: os índices de assassinatos de transexuais por lá são altíssimos. Se você é homossexual e gostaria de conhecer alguns destes países, é recomendável “ficar no armário” quando passear na rua.

  • Imagem: Manhhai/Flickr
    Manhhai/Flickr
    Imagem: Manhhai/Flickr

    Tirar sarro do rei

    Muitos brasileiros são piadistas e levam seu bom humor na bagagem em viagens internacionais. Mas cuidado com as brincadeiras. Na Tailândia, por exemplo, é arriscado não tratar com o devido respeito a figura do falecido e respeitadíssimo rei do país, Bhumibol Aduliadej (na foto, à esquerda), cujo retrato está pendurado em quase toda casa, lojinha e táxi do país. E você não vai querer brigar com um tailandês: muitos deles aprendem a lutar muay thai desde criança. E o mesmo se aplica ao Japão, onde a monarquia também é venerada por boa parte da população.

  • Imagem: Alisdare Hickson/Flickr
    Alisdare Hickson/Flickr
    Imagem: Alisdare Hickson/Flickr

    Xingar políticos

    Falar mal de políticos deve ser evitado a todo custo em países que têm governos autoritários. Será grande a chance de você ser interpelado por um policial à paisana se, por exemplo, criticar o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sissi, durante uma visita às pirâmides ou em um café do Cairo. Na foto, durante protesto em Londres, egípcios chamam Sissi de assassino e exibem uma foto do político com as orelhas do Mickey. A mesma discrição para discutir política deve ser aplicada em destinos que se vendem como mais modernos, mas que também são controlados por autocratas, como Dubai, Abu Dhabi e China.

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