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Seis razões para viajar mais devagar nas suas próximas férias

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Quem vai mais lento não tem a sensação de precisar tirar férias para descansar das férias Imagem: Getty Images

Marina Oliveira e Suzel Tunes

Do UOL, em São Paulo

20/07/2015 17h31

O estilo de viagem chamado de “slow travel” (viagem lenta, em português) propõe que você não tente dar a volta ao mundo em 30 dias, mas conheça a fundo aqueles locais que se propôs visitar, ainda que tenha de restringir as suas férias a um único país ou região. É verdade que dessa forma haverá menos carimbos no passaporte, mas a experiência de permanecer mais tempo em um local será infinitamente mais prazerosa.

Se você ainda não se convenceu disso, aqui vão seis vantagens de desacelerar o seu roteiro de viagem.

  • Você gasta menos

    O dinheiro gasto em uma viagem é proporcional ao tipo de experiência que você quer ter. No entanto, em ritmo lento você tem mais oportunidades de cortar custos. A começar pela hospedagem. Ao escolher passar mais tempo em um destino, você consegue alugar uma casa ou apartamento que pode ter um preço mais baixo de diária e oferecer a possibilidade de fazer as refeições por lá. "Se eu faço uma viagem com pressa, fico na mão de guias, limitado a lugares turísticos, onde os preços são altos. Quando estou devagar, consigo pesquisar opções com melhor custo-benefício", diz Meg Raimondo, gerente de vendas e marketing da operadora de turismo Maktour. Deslocamentos entre cidades e países também encarecem uma viagem. Quando há poucos, a economia aparece.

  • Riscar um destino da sua lista

    Retornar a um local já visitado é delicioso, quando é por saudade. E não porque houve falta de tempo para conhecê-lo. Aquela desculpa "nas próximas férias eu volto" só funciona se a quantidade de destinos é pequena. Até porque, ninguém tem tantos dias livres por ano para reembarcar rumo a dezenas de lugares que não visitou direito. Já com tempo de sobra, durante a própria viagem você pode revisitar locais. "Imagine ir ao restaurante de que mais gostou duas ou três vezes para provar outros pratos, bater um papo com o chef e se sentir em casa? Em viagens mais corridas raramente sobra tempo para isso", diz a consultora de viagem da Le Due Turismo, Nayara Furlan.

  • Não abusar do próprio organismo

    O turista adepto do "slow travel" não marca voos às seis horas da manhã para aproveitar o dia no destino, porque sabe que precisará madrugar no aeroporto e, provavelmente, ao desembarcar estará tão cansado que se arrastará o resto do dia. Em viagens de carro, quem tem pressa não permite pausas para descanso - o que, além de ser inseguro, é exaustivo. Quem dorme bem e se alimenta direito, sem pressa, tem mais condições físicas e psicológicas para absorver toda a experiência que uma viagem oferece.

  • Conseguir se inserir na vida local

    Tão legal quanto visitar pontos turísticos é levar a vida como um morador daquele destino. Em Paris, você pode tirar um dia para fazer um piquenique em uma área verde. Em Barcelona, passear sem pressa pela orla de uma das praias. E, em Nova York, utilizar os barcos para deslocar-se entre bairros e até para uma cidade vizinha, como New Jersey. "A pessoa desenvolve o gosto pela observação, pela necessidade de parar e se envolver com o ambiente e com a cultura do local", diz o diretor executivo da agência Latitudes, Alexandre Cymbalista.

  • Você se torna expert

    Já parou para pensar como as pessoas que escrevem guias e blogs de viagem sabem tanto sobre aquele destino? É porque elas tiveram mais tempo que o turista comum para se aprofundar no local visitado. Mas, se decidir tomar café da manhã em uma cidade e jantar em outra, dificilmente conseguirá conhecer mais do que é mostrado em um city tour. "É uma oportunidade de não dizer 'eu fui', mas sim 'eu conheço'", diz Meg.

  • Sobra espaço para surpresas

    Com uma rotina apertada, não há tempo para descobertas, possíveis de acontecer apenas quando você anda despretensiosamente pelas ruas locais, observando o que acontece ao redor. "Quem tem horários contados não interrompe um momento para explorar um novo lugar e aumentar a experiência de viagem", diz Cymbalista. E as melhores lembranças de viagem tendem a ser de coisas que você encontra sozinho e não estão nos cartões-postais.

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