Viagem

Saiba como lidar com 10 personagens típicos que circulam pelos aeroportos

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Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

19/05/2016 07h20

O apressado, o folgado, o piadista... são tantos os passageiros com comportamentos característicos (e, em geral, desagradáveis) que podem ser encontrados no aeroporto, que o melhor é preparar todo o seu arsenal de paciência e jogo de cintura.

Os consultores Helia Lin, coaching de viagens, Mirella Spina, proprietária da agência Viajando ao Mundo, e Sâmara de Jesus Silva, gerente de vendas da Marco Polo Viagens e Turismo, ensinam como lidar com esses personagens sem se prejudicar nem "perder a classe".

  • O desorganizado

    No momento do check-in, na inspeção da mala e no embarque... em todas as ocasiões possíveis, ele se atrapalha, causa tumulto e demora. Mas o primeiro passo para acalmar-se é considerar que, na maioria das vezes, ele não o faz de propósito, ao contrário, sente-se extremamente constrangido. Ao avistá-lo, você pode tentar alguma terapia oriental que ajude a controlar o estresse, como uma técnica de respiração profunda. Vale até buscar por isso usando a internet do seu celular. Qualquer sinal de pressão fará o desorganizado embananar-se ainda mais, prejudicando todos os que vêm atrás dele, incluindo você.

  • O folgado

    Ele se comporta como se fosse o único na fila do check-in, na sala de embarque e, geralmente, dentro do avião também. Ouve som alto, ocupa três cadeiras com suas tralhas e todas as tomadas disponíveis para carregar seus gadgets. Nesse caso, técnicas de respiração e relaxamento também vão bem. Só que não adianta parar por aí: você terá de pedir a colaboração dele, dando um toque sobre o comportamento inadequado. Acredite, ele pode não ter percebido a sua existência e nem a de todas as outras pessoas ali ao redor. Mas, se o problema persistir, peça reforço a um funcionário local.

  • O apressado

    Ele quer furar fila no check-in, ser o primeiro a retirar as malas da esteira e a pegar o táxi na saída do aeroporto. Se for do tipo gentil, explicar que está atrasado e pedir a sua colaboração, uma boa pedida é deixá-lo passar, para se ver livre do fulano logo. Porém, se além de apressado, ele for mal-educado, chame um funcionário do aeroporto para lembrá-lo das boas maneiras. Melhor bancar o dedo-duro do que acabar com seu humor antes mesmo de subir no avião, não é mesmo?

  • O passageiro de primeira viagem

    Quais documentos precisam ser apresentados no check-in? Quais objetos podem ser transportados na bagagem de mão? E onde fica mesmo o portão de embarque indicado na passagem? Para quem viaja pela primeira vez de avião, todas essas questões podem parecer tão difíceis quanto uma equação matemática para uma criança que acabou de ingressar na escola. Tendo isso em mente, faça o possível para tentar esclarecer o novato, oferecendo ajuda. Caso ele tenha esquecido algum documento, vale até emprestar o seu celular. Tudo para agilizar o embarque dele e, consequentemente, o seu. Além disso, considere que você também já passou por isso, mesmo que tenha sido há muito tempo.

  • O piadista

    Você quer muito ler ou tirar uma soneca, mas o turista ao lado desata a falar alto, puxa assunto até com a sombra e, pior, quer apresentar todo o repertório de piadas, mesmo que ele ria sozinho delas. Para lidar com o tipinho que não tem noção, basta manter-se focado. Não tire os olhos de seu livro, revista, celular ou simplesmente finja dormir, mostrando total desinteresse. Pode até parecer cruel, mas você quer ou não ter paz enquanto aguarda seu voo?

  • O mau-caráter

    Com eles, todo o cuidado é pouco. Uma das abordagens mais comuns é pedir ajuda para transportar malas, como se fossem suas, alegando que já estão pagando excesso de bagagem. Porém, ainda que você e o desconhecido estejam no mesmo voo, a resposta padrão deve ser um sonoro não. Infelizmente, há risco de que a mala contenha drogas, armas, substâncias proibidas, plantas ou animais. Além de não dar bobeira, o ideal é comunicar a Polícia Federal ou os funcionários do aeroporto sobre qualquer tipo de abordagem suspeita.

  • O funcionário mal-educado

    Atendentes indiferentes - que falam com você enquanto olham para o horizonte ou como se fossem a própria Rainha da Inglaterra diante de um mero plebeu - podem até passar batido. Mas funcionários grosseiros e que ofendem passageiros precisam de um freio. O primeiro passo é tentar resolver sozinho, solicitando respeito, com toda a educação que seus pais lhe deram. Se não funcionar, você ainda tem o direito de pedir a presença de um superior ou mesmo de fazer uma reclamação ao SAC, se preferir não causar durante os procedimentos de embarque. O importante é posicionar-se, dar ao colaborador a oportunidade de cair em si e, quem sabe, ajustar o comportamento.

  • O insistente

    Poucas coisas irritam mais do que os funcionários de empresas de transporte que ficam do lado de fora do aeroporto, tentando empurrar a você uma condução - em geral, caríssima - de forma absurdamente insistente. Para demovê-los deste propósito, agradeça, diga que já tem um carro e caminhe a passos firmes para o seu destino. Mas só faça isso se tiver mesmo algo melhor em mente. Uma frase feita acompanhada de uma cara de interrogação, de quem claramente está se sentindo perdido, servirá como a isca perfeita para um desses funcionários chegar até você e grudar de vez.

  • O grupo de excursão

    Eles irradiam alegria e empolgação. Mas não só isso: como são muitos, também bloqueiam o fluxo e fazem uma certa balbúrdia, incomodando o resto da humanidade. Para quem viaja só e dá de cara com um grupão desses, a saída óbvia é procurar um local mais tranquilo para aguardar a sua vez de embarcar. Quando isso não é possível, o segredo é evitar desapontar tantos turistas felizes. Apresente as suas reclamações apenas à guia responsável e ela saberá o que fazer para acalmar os ânimos da turma.

  • O apaixonado

    O casal se beija como se o avião fosse cair dali a alguns minutos e eles estivessem aproveitando o último dia juntos. Você, ao avistar tamanha empolgação, apenas deve solicitar a ajuda de um funcionário em último caso. Uma boa ideia é simplesmente mudar de lugar ou concentrar-se em sua leitura. Afinal, o mundo precisa de amor, não é mesmo?

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