Viagem

Raves, sexo e rum no balde: por que a Tailândia é o país mais louco da Ásia

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL

29/11/2016 14h26

Engana-se quem pensa que a Tailândia é apenas um recanto tranquilo de mosteiros budistas e praias isoladas de águas cristalinas. Além de realmente oferecer isso, o país asiático é um destino muito buscado por quem quer passar férias a mil por hora.

Das ruas de Bangcoc às areias de Phuket, o território tailandês abriga festas que celebram a lua cheia, bares com ringues de muay thai, baladas onde turistas se embriagam tomando rum dentro de baldes e até shows eróticos que envolvem o uso de bolinhas de pingue-pongue.

São eventos marcados, muitas vezes, pelo exagero na bebedeira e por cenas bizarras, mas que atraem (e divertem) viajantes boêmios do mundo inteiro.  

Abaixo, conheça locais, costumes e eventos que fazem a Tailândia ser um dos destinos turísticos mais insanos de todo o mundo. 

  • Imagem: Per Meistrup/Creative Commons
    Per Meistrup/Creative Commons
    Imagem: Per Meistrup/Creative Commons

    Festa para a lua cheia

    A Full Moon Party é a balada mais famosa da Tailândia (um feito e tanto, visto que o país asiático oferece uma variedade quase infinita de baladas durante o ano). Realizado sempre em noites de lua cheia e embalado por música eletrônica, o evento reúne dezenas de milhares de turistas nas areias de Ko Phangan, uma das mais belas ilhas da região. A festa vai até depois do nascer do sol e, durante a madrugada, o público entra em um ritmo de excessos: muita gente, muita bebida e muita pegação.

    A oferta de drogas é também abundante, mas as penas (ou o pedido de suborno) para quem é pego pela polícia com substâncias ilícitas são pesadas. A Full Moon Party, porém, é tão popular que acaba sendo a principal meta de viagem de muita gente que visita a Tailândia. Se você quiser participar da festa, se prepare para aguentar viajantes de 18 anos desmaiando nas suas pernas.

  • Imagem: Per Meistrup/Creative Commons
    Per Meistrup/Creative Commons
    Imagem: Per Meistrup/Creative Commons

    Rum no balde

    Enquanto a França brinda com suas taças de vinho e o México celebra com seus copinhos de tequila, a Tailândia abastece suas festas com álcool no balde. Isso mesmo: no país asiático, as baladas frequentadas por turistas vendem um pacote poderoso que traz uma garrafa de SangSom (um vagabundo rum tailandês) e energético, que são despejados em baldes de aproximadamente um litro e sorvidos com canudinhos durante toda a madrugada.

    A bebida fica doce e com alta capacidade de gerar embriaguez: os estrangeiros jogados nas calçadas da rua Khao San (o principal polo mochileiro de Bangcoc) ou nas areias de Phuket são a prova isso. E o drinque não é tão caro: como é possível ver na foto, ele chega a ser vendido por 250 baht (cerca de R$ 22). Mas fica o aviso: a ressaca é brava.

  • Imagem: J. Miers/Creative Commons
    J. Miers/Creative Commons
    Imagem: J. Miers/Creative Commons

    Show do pingue-pongue

    A prostituição é algo normal e difundido na Tailândia e, mesmo com todas as questões polêmicas que envolve, virou uma espécie de atração turística no país asiático. Estrangeiros (homens e mulheres) são vistos diariamente passeando em Patpong, um dos distritos da luz vermelha de Bangcoc e onde milhares de garotas de programa se amontoam na frente de boates.

    Muitos dos viajantes vão até essa área para assistir aos famosos "ping pong shows": exibições de pompoarismo nas quais mulheres expelem coisas inimagináveis de suas vaginas, como peixinhos dourados, canários e, logicamente, bolinhas de pingue-pongue. Os turistas (de ambos os sexos) veem o espetáculo (que acontece em um palco de striptease) tomando garrafas de Chang, uma das mais famosas marcas de cerveja da Tailândia. Na foto acima, luminária marca a entrada de um local que sedia "ping pong shows" em Bangcoc.

  • Imagem: Picasa/Creative Commons
    Picasa/Creative Commons
    Imagem: Picasa/Creative Commons

    Uma rua mochileira

    Bangcoc abriga o que talvez seja a rua mais famosa no mundo mochileiro: a Khao San Road, uma caótica via na região central da capital tailandesa com hotelecos baratos, casas de massagem, barracas fumacentas de comida e uma infinidade de bares que espalham suas mesas nas calçadas. É lá que se hospeda a maioria dos turistas que chegam à Tailândia com pouco dinheiro.

    No local, eles cruzam caminhos com monge budistas (há um belo mosteiro na área), garotas de programa, homens negociantes (tentando vender, sempre com sobrepreço, pacotes de viagem para outros lugares do país) e os famosos "lady boys", transexuais tailandeses que trabalham nos comércios locais e são, geralmente, bem aceitos na sociedade do país. À noite, a Khao San vira uma grande balada, com dezenas de bares promovendo shows de música ao vivo, bares lotados e discotecas extremamente barulhentas. O rum no balde é uma das bebidas mais populares da área. Uma diária nesta rua custa poucas dezenas de reais.

  • Imagem: Dudva/Creative Commons
    Dudva/Creative Commons
    Imagem: Dudva/Creative Commons

    Vai um inseto frito?

    No filme "A Praia", lançado em 2000, o personagem de Leonardo DiCaprio é desafiado a tomar sangue de cobra ao buscar um hotel na rua Khao San Road, em Bangcoc. Esta iguaria não é fácil de ser encontrada por lá, mas, em uma visita à área, o turista pode provar outros tipos exóticos de alimentação.

    Diversas barracas nos arredores da Khao San vendem insetos fritos, como grilos, gafanhotos e até enormes besouros. Os bichinhos chegam salgados e crocantes e são comprados, por poucos baht (a moeda tailandesa), por diversos turistas que passam pela região. Trata-se de uma das experiências mais originais para viver na Tailândia.

  • Imagem: Reprodução/YouTube
    Reprodução/YouTube
    Imagem: Reprodução/YouTube

    Luta entre turistas

    Localizada no sul da Tailândia, a ilha de Phi Phi Don é a base usada para viagens à Maya Bay, a orla mais famosa da Tailândia e que foi o principal cenário do filme "A Praia", com Leonardo DiCaprio. Phi Phi Don, porém, também oferece opções de entretenimento: uma delas é o Reggae Bar, que, além de um cardápio repleto de bebidas baratas, abriga um ringue onde turistas podem lutar (ou tentar lutar) muay thai.

    Quando fazem as pelejas, muitos viajantes já estão embriagados, o que deixa o "espetáculo" um tanto cômico. As lutas são, geralmente, levadas na brincadeira, mas golpes violentos também são desferidos. O público, composto por outros turistas igualmente bêbados, vai ao delírio enquanto os dois desafiantes se engalfinham no palco. Mas vale lembrar: não tente subir lá caso você não saiba se defender.

  • Imagem: Per Meistrup/Creative Commons
    Per Meistrup/Creative Commons
    Imagem: Per Meistrup/Creative Commons

    Jogue água em um policial

    A Tailândia celebra no mês de abril o festival Songkran, que marca o início do Ano Novo no calendário tailandês. Além de envolver eventos religiosos, o Songkran motiva ensandecidas "guerras" aquáticas em diversas cidades do país.

    Trata-se de um dos momentos mais divertidos para o turista estar na nação asiática: é quando milhares de pessoas vão às ruas para jogar água umas nas outras (e como é possível ver na foto, nem os policiais escapam de tomar um banho). Um dos melhores lugares para curtir o festival é a cidade de Phuket, no litoral sul da Tailândia. A Soi Bangla, uma das principais vias locais, é o onde a ação realmente acontece.

  • Imagem: Getty Images
    Getty Images
    Imagem: Getty Images

    SERVIÇO

    Segundo o ministério de Relações Exteriores do Brasil, "não é necessário visto para os brasileiros que desejam ingressar na Tailândia para turismo, com permanência no país limitada a 90 dias. O passaporte deve ter pelo menos seis meses de validade". Infelizmente, não há voos diretos entre o Brasil e o território tailandês. As viagens aéreas costumam fazer escala na Europa ou na Ásia, são caras (passagens de ida e volta passam facilmente dos R$ 4 mil) e duram mais de 20 horas.

    Por outro lado, é fácil gastar pouco depois que se chega à Tailândia. Refeições e hospedagem podem ser extremamente em conta, custando apenas dezenas de reais. Mas é preciso barganhar na hora de contratar passeios turísticos, tomar táxis e fazer compras na rua: os vendedores sempre tentam cobrar um sobrepreço dos forasteiros. Na foto acima, a linda Maya Bay, no sul do país.

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