Viagem

Nem toda festa junina é igual: veja diferenças nas comemorações pelo país

Do UOL, em São Paulo

24/06/2016 18h45

"Arraiá" que se preze tem que ter paçoca e pé-de-moleque. Mas estas iguarias juninas são bem diferentes dependendo da região do País que você vai visitar durante o mês de junho.

E não é só no quesito gastronômico que há diversidade: trajes e homenagens também podem variar nas comemorações juninas pelo Brasil. De luta contra lampião à história do Bumba Meu Boi, há muitas formas de se celebrar o "São João". Confira abaixo algumas delas.

  • Imagem: Tatiana Diniz/Folhapress
    Tatiana Diniz/Folhapress
    Imagem: Tatiana Diniz/Folhapress

    Sai a quadrilha, entra o boi

    No Maranhão é o Bumba Meu Boi a estrela da festa. O folclore local tem o auto do boi como uma das principais atrações de São João. Com belas fantasias, música contagiante, enredo e muita animação, a festa na capital, São Luís, reúne elementos culturais de negros, indígenas e portugueses.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
    Imagem: Divulgação

    Chuva de bala

    Desde 2003, Mossoró (RN) tem uma festa única durante os festejos de São João. Para celebrar a expulsão do bando de Lampião da cidade e contar a história da luta travada com os cangaceiros, que aconteceu em 1927, é encenado o espetáculo "Chuva de Bala no País de Mossoró". A apresentação reúne mais de 60 atores e bailarinos locais, ao ar livre, em frente à Capela de São Vicente.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
    Imagem: Divulgação

    Quentão para todos os gostos

    Em São Paulo, esta é uma bebida muito comum nas quermesses, feita com cachaça, gengibre, laranja, limão e especiarias. Mas no Rio Grande do Sul é o nome de um drinque feito com vinho, maçã, canela e cravo - e que em São Paulo é batizado de vinho quente.

  • Imagem: Reinaldo Canato / UOL
    Reinaldo Canato / UOL
    Imagem: Reinaldo Canato / UOL

    Figurino

    Nem mesmo as fantasias caipiras são unanimidade no País. No Rio Grande do Sul as pessoas também costumam usar trajes típicos gaúchos. Aliás, a vestimenta gaúcha para mulheres é chamada de "prenda", mas este nome, em São Paulo, é dado aos brindes conquistados nas brincadeiras juninas.

  • Imagem: Roberto Franca/Divulgação
    Roberto Franca/Divulgação
    Imagem: Roberto Franca/Divulgação

    "O meu é maior!"

    Talvez a maior polêmica junina seja a de quem possui o maior arraiá do País. As cidades de Campina Grande (PB) e Caruaru (PE) travam, há anos, a disputa pelo título não-oficial de maior São João. Nos dois lugares a festa se estende por quase um mês, com grandiosos shows que reúnem milhões de visitantes.

  • Imagem: Lúcio Tavora/Agência A Tarde/Estadão Conteúdo
    Lúcio Tavora/Agência A Tarde/Estadão Conteúdo
    Imagem: Lúcio Tavora/Agência A Tarde/Estadão Conteúdo

    Batalha proibida

    A cidade de Cruz das Almas, na Bahia, tinha a tradição centenária de fazer uma espécie de batalha com fogos de artifício. A chamada Guerra de Espadas, embora produzisse um bonito espetáculo de luzes, era extremamente perigosa e acabava sempre com muitos feridos por queimaduras - só em 2010 foram 315 pessoas, segundo dados da Santa Casa de Misericórdia da cidade. Desde 2011, a festa é proibida.

  • Imagem: Clara Gouvêa /UOL
    Clara Gouvêa /UOL
    Imagem: Clara Gouvêa /UOL

    Mesmo nome, pratos diferentes

    Se ao ouvir "paçoca" você já pensa no doce de amendoim triturado, saiba que no Nordeste é assim que é chamado um prato salgado, que leva carne de sol ou charque (como a da foto acima) e farofa. Já o pé-de-moleque pode tanto ser um bolo com castanhas de caju no Nordeste, quanto um doce durinho com pedaços de amendoim, no restante do País.

    "Canjica" também pode soar confuso: no Sul e Sudeste, é um doce feito com grãos de milho, leite e açúcar, entre outros ingredientes. Este prato, no entanto, é chamado de mungunzá pelos nordestinos. Para eles, canjica é uma espécie de mingau de milho - que é conhecido como curau em outras regiões do Brasil.

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