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Guerra, arte e desmatamento: veja as fronteiras mais curiosas do mundo

Felipe Floresti

Do UOL, em São Paulo

11/07/2015 22h45

Na história da humanidade, algumas das mais sangrentas guerras entre países tiveram a demarcação de fronteiras como principal motivo. Mas enquanto hoje parte delas continua sendo motivo de tensão, outras são bem mais sutis, envolvendo até arte e diversão. 

Outros limites territoriais, por sua vez, simplesmente deixam explícitas as diferenças culturais e políticas entre duas nações. O UOL Viagem preparou uma lista com as fronteiras mais curiosas do mundo. Conheça abaixo.

  • Domínio público/NASA

    Brasil e Bolívia

    As duas fotos de satélite mostram a fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Saber qual lado fica cada país é fácil: basta ver onde existe menos área verde. Em meio à floresta amazônica, as imagens mostram a diferença na conservação da vegetação nativa nos dois países. Seja na imagem da esquerda (no limite com o Acre) ou na da direita (onde o Rio Madeira divide o país vizinho com o estado de Rondônia), a parte brasileira apresenta terríveis cicatrizes do desmatamento, provocado pela expansão da atividade agropecuária e madeireira. Do lado boliviano da fronteira a floresta é mantida praticamente intacta.

  • Domínio público/NASA

    Irã e Iraque

    Vista da Estação Espacial Internacional, a fronteira entre o Irã e o Iraque, na região próxima à costa do Golfo Pérsico, mostra uma série de rabiscos e círculos em meio ao deserto. Trata-se de 20km de fortificações terrestres no lado iraquiano do território. Em uma região muito disputada ao longo da história devido à riqueza em petróleo, trincheiras, plataformas para armas circulares e estradas de acesso foram instaladas durante a guerra entre os países, na década de 80, principalmente na defesa da cidade de Basra, no Iraque.

  • Domínio público/NASA

    China e Cazaquistão

    A imagem de satélite que mostra a fronteira próxima à cidade de Qogek, na China, com as redondezas do Lago Balqash, no Cazaquistão, deixa claro as diferenças no uso da terra nos dois países. Na China, pouco mais de 11% do solo é usado para o cultivo de alimentos. O desafio de produzir comida para 1,3 bilhão de pessoas faz com que cada canto seja aproveitado, mesmo à base de muita irrigação no deserto (65% da água doce chinesa é utilizada para a produção de alimentos). Do outro lado da fronteira, apenas 0,03% das terras do Cazaquistão são utilizadas para agricultura.

  • Divulgação/UNEP

    Haiti e República Dominicana

    Outro exemplo da diferença entre políticas de preservação entre dois países vizinhos vem do Caribe. Haiti e República Dominicana dividem a segunda maior ilha da região, chamada de Santo Domingo. Na foto, uma estrada divide o lado dominicano, verde e cheio de vida, com o haitiano, com cores mais opacas e algumas poucas árvores que sobraram para contar história.

  • Creative Commons/ Jerôme e Carsten aus Bonn

    Bélgica e Holanda

    A fronteira entre a Bélgica e a Holanda é uma das mais confusas do mundo. Diversos acordos e desacordos ao longo da história recortaram os países, criando uma bagunça na linha que os divide. A cidade belga de Baarle-Hertog é composta de 24 pedaços, sendo que 22 destes estão incrustados dentro da cidade holandesa de Baarle-Nassau. Achou confuso? São como ilhas: massas de terra belga, cercadas de Holanda por todos os lados. Alguns trechos da cidade holandesa também estão em meio ao território belga, cercado novamente por terras holandesas. Mesmo com toda essa baderna, os locais encontraram formas bem mais civilizadas de sinalização. Nada de muros, armas, cercas e fortes: pequenas cruzes no chão marcam o limite, dividindo até cafés e casas entre os dois países.

  • Divulgação/Land Art

    Polônia e Ucrânia

    Natureza e cultura estão além das fronteiras estabelecidas pelo homem. Essa é a mensagem que quis passar o artista polonês Jarosław Koziara, que, com a ajuda de jovens artistas poloneses e ucranianos, desenhou dois peixes, um nadando para cada país, na fronteira entre as cidades de Horodyszcze, na Polônia, e Warez, na Ucrânia. A ideia é simbolizar a união e comércio entre os dois territórios.

  • Wikimedia Commons/ Sgt. 1st Class Gordon Hyde e JamesReyes

    EUA e México

    Os 3.141km que dividem EUA e México formam a fronteira mais cruzada do mundo, com 350 milhões de pessoas atravessando-a legalmente todo ano. Mas são os imigrantes ilegais que preocupam os americanos, que construíram cercas e muros para dificultar a passagem. A segregação é gritante principalmente na área entre Tijuana, no México, e San Diego, nos EUA. A superpovoada cidade mexicana cresceu em função da vizinha americana, onde o deserto original da região predomina. A situação fica ainda mais bizarra quando se chega à costa do Oceano Pacífico e a cerca avança mar adentro.

  • Getty Images

    Coreias do Sul e do Norte

    A Zona Desmilitarizada das Coreias é uma área de transição que separa a Península da Coreia entre Norte e Sul e foi delimitada após a guerra de 1953. Apesar do nome, a fronteira de 250km de extensão e 4km de largura é, ironicamente, a mais militarizada do mundo. A única notícia boa é que, devido à completa ausência de ocupação humana na área, a natureza tomou conta da região. Na foto, o local chamado de Área de Segurança Conjunta, onde os exércitos norte e sul-coreanos são colocados frente a frente. O local é visitado anualmente por cem mil turistas.

  • Divulgação/ Limitezero

    Espanha e Portugal

    Controle de fronteira, cerca, muro e armas também estão em baixa entre Portugal e Espanha. Por lá, fronteira é sinônimo de diversão. É onde fica a primeira tirolesa internacional do mundo. Graças a uma corda de 720m entre as cidades de Sanlúcar de Guadiana, na Espanha, e Alcoutim, em Portugal, é possível deslizar sobre o rio Guardiana a até 80km/h. Além de um passeio entre países, a tirolesa representa também uma viagem no tempo, já que o rio também marca a mudança de fuso horário, sempre uma hora mais cedo em Portugal.

  • Getty Images

    Vaticano e Itália

    Uma visita ao Vaticano é parte do roteiro obrigatório em uma viagem à Roma, capital italiana. Mas o que nem todo mundo se dá conta é que adentrar a Praça de São Pedro significa ingressar no menor país do mundo. Criado oficialmente no ano de 1929 pelo tratado de Latrão, o Estado Cidade do Vaticano tem área de 44 hectares e 800 habitantes em um enclave da cidade de Roma. Partilha 3,2 km de fronteiras com a Itália, sendo toda ela murada. São apenas cinco pontos de acesso ao Vaticano, sendo a Praça de São Pedro a mais utilizada.

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