Viagem

De lago rosa à Porta do Inferno: veja destinos turísticos inacreditáveis

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL Viagem

18/06/2017 04h00

Não é à toa que viajar é uma das atividades que mais trazem prazer ao ser humano. Paisagens, construções e culturas fascinantes pelo mundo já são motivo suficiente para cair na estrada. Em certos cantos do planeta, porém, há cenários que fogem completamente do padrão dos cartazes promocionais que estamos acostumados a admirar em agências turísticas.

Você sabia, por exemplo, que existe um lago completamente rosa na Austrália? E que, nos Estados Unidos, há um deserto no qual, misteriosamente, pedras de até 300kg parecem se mover sozinhas? E o que dizer de um buraco em chamas no Turcomenistão que é conhecido como “Porta para o Inferno”?

Se você tem vontade de visitar um lugar totalmente único em suas férias, veja a lista abaixo e decida qual seria o mais exótico destino para sua jornada. 

  • Imagem: Mstfynr/Creative Commons
    Mstfynr/Creative Commons
    Imagem: Mstfynr/Creative Commons

    Castelo de algodão

    Em turco, Pamukkale quer dizer “Castelo de Algodão”, e este é o nome que batiza uma das mais originais atrações turísticas da Turquia. Localizada a cerca de 600km de Istambul, trata-se de uma montanha branca de calcário pontuada por piscinas naturais, dispostas naturalmente em degraus, com água de cor azul-turquesa, desde as quais é possível admirar as bucólicas paisagens rurais da região da Anatólia.

    Muitos turistas se divertem entrando nas águas termais, que têm temperatura média de 35º C e, por serem altamente mineralizadas, são consideradas benéficas à saúde.

    Ali ao lado está o sítio arqueológico de Hierápolis, que exibe as ruínas de uma cidade greco-romana que remonta ao século 2 a.C. Uma das atrações do lugar é um teatro que tinha capacidade para acomodar mais de 20 mil espectadores.

  • Imagem: Moyan Brenn/Creative Commons
    Moyan Brenn/Creative Commons
    Imagem: Moyan Brenn/Creative Commons

    O cânion que "dança" sob a luz

    Outro destino dos Estados Unidos que apresenta paisagens surreais é o Antelope Canyon, localizado no estado norte-americano do Arizona. Suas formações rochosas de arenito parecem ondas petrificadas no meio do deserto, exibindo curvas e ondulações fascinantes para quem gosta de cenários naturais diferentes.

    É possível caminhar entre as frestas do Antelope Canyon e, em determinados momentos do dia, ver o sol penetrar entre suas frestas, se misturar com a poeira que paira no lugar e formar fortes raios de luz sobre o solo.

    Visitado a partir da cidade de Page, este complexo turístico é formado por duas partes: o Antelope Canyon Superior e o Antelope Canyon Inferior. O lado Superior oferece melhores chances para o turista admirar o espetáculo de luz mostrado na foto acima.

  • Imagem: Lisa Nottingham/Flickr
    Lisa Nottingham/Flickr
    Imagem: Lisa Nottingham/Flickr

    A “Praia de Vidro”

    Você é daquelas pessoas que odeiam areia de praia grudando no corpo depois de um banho de mar? Se sua resposta for sim, talvez valha a pena considerar passar suas próximas férias na Glass Beach, localizada em Fort Bragg, na Califórnia (EUA).

    “Glass Beach” quer dizer, literalmente, “Praia de Vidro” -- e isso não é uma metáfora. O solo do local é forrado por milhões de fragmentos coloridos de vidro, que surgiram após uma longa história de descaso com a natureza: durante muito tempo, esta faixa litorânea foi um depósito de lixo, recebendo, entre outros detritos, uma grande quantidade de objetos de vidro quebrados.

    Processos de limpeza foram posteriormente realizados no terreno, mas muitos cacos ficaram e, pouco a pouco, foram moldados pelo vai-e-vem do mar, ganhando o aspecto arredondado que exibem hoje.

    Não é um lugar muito confortável para estender uma canga e passar o dia inteiro tomando sol – mas seu exotismo, com cores que brilham intensamente quando recebem a luz do sol, merece uma visita dos viajantes que estão passeando pela Califórnia.

  • Imagem: Ezequiel Cabrera/Creative Commons
    Ezequiel Cabrera/Creative Commons
    Imagem: Ezequiel Cabrera/Creative Commons

    Deserto de sal que parece o céu

    O Salar do Uyuni, na Bolívia, é um dos mais originais destinos turísticos da América do Sul -- e com muita razão. Trata-se, afinal, do maior deserto de sal do mundo, que compreende uma área de nada menos que 12 mil km² e que está situada a aproximadamente 3.500m sobre o nível do mar.

    A infinidade plana de seu solo salino branco faz o viajante sentir que está em outro planeta (ou que, pelo menos, se desprendeu da terra). As chuvas, que caem nesta região da Bolívia principalmente entre dezembro e março, costumam formar uma espécie de espelho sobre o Salar, refletindo quase que perfeitamente as nuvens e as pessoas que circulam ali. O efeito, que rende grandes fotografias, é o que pode ser visto na imagem acima.

    Na área, os viajantes ainda admiram a Laguna Colorada (um lago avermelhado repleto de flamingos) e caminham sobre uma ilha de cactos, que é cercada pelo deserto de sal e abriga espécies com mais de mil anos de história.

  • Imagem: Mario Carvajal/Creative Commons
    Mario Carvajal/Creative Commons
    Imagem: Mario Carvajal/Creative Commons

    Um rio de diversas cores

    “Arco-íris derretido” é um dos apelidos dados ao rio Caño Cristales, na Colômbia, que, em algumas épocas do ano, exibe diversas tonalidades de cores ao mesmo tempo, com predominância de vermelho, azul, roxo, verde e amarelo.

    Um deleite para fotógrafos amadores e profissionais, o fenômeno ocorre por causa da presença de (e da interação entre) plantas aquáticas coloridas que ficam no fundo do Caño Cristales. O rio fica na linda região do Parque Nacional Sierra de la Macarena, no sudeste do território colombiano.

    A melhor época para ver esse show de cores é entre junho e novembro, quando o nível da água (quase sempre translúcida) está mais baixo. Além de suas tonalidades fascinantes, os turistas podem admirar diversas cachoeiras que existem pela região.

  • Imagem: Tormod Sandtrov/Creative Commons
    Tormod Sandtrov/Creative Commons
    Imagem: Tormod Sandtrov/Creative Commons

    “Porta para o Inferno”

    A principal atração turística do Turcomenistão (um desconhecido país da Ásia Central) é um local conhecido popularmente como “Porta para o Inferno”.

    Seu nome original é Cratera de Darvaz, um buraco de 70m de diâmetro e 30m de profundidade, localizado no deserto, e de onde surgem lava e chamas sem parar, desde os anos 1970.

    As labaredas são alimentadas pelas enormes reservas de gás natural que existem nesta região central do Turcomenistão -- e geram uma imagem dantesca, que atrai turistas do mundo inteiro interessados em chegar perto da “Porta para o Inferno”.

    Esta atração fica a cerca de 260km da cidade de Ashgabat, a capital do Turcomenistão.

  • Imagem: John Fowler/Flickr
    John Fowler/Flickr
    Imagem: John Fowler/Flickr

    As pedras que se movem no deserto

    A região desértica conhecida como Vale da Morte, no oeste dos Estados Unidos, abriga um local onde, acredite ou não, centenas de pedregulhos (alguns com mais de 300kg) parecem se mover sozinhos. Vistas de cima, as rochas estão sempre paradas, mas com um grande rastro deixado na areia atrás delas.

    Não à toa, este local, que fica dentro do Estado da Califórnia, a cerca de 460km de Los Angeles, foi batizado de "Racetrack Playa" (ou "A Praia da Pista de Corrida", em uma mistura de inglês e espanhol), pois realmente parece que as rochas estão disputando um "racha".

    O terreno onde estão as pedras é um leito seco de um lago, situado entre duas montanhas, e o fenômeno tem uma explicação plausível: segundo o National Park Service, órgão do governo dos Estados Unidos que administra o Parque Nacional do Vale da Morte, "a erosão costuma derrubar rochas das montanhas até a superfície da Racetrack. Então, uma rara combinação de chuva e vento faz com que as pedras se movam. É necessário apenas um pouco de chuva para deixar o terreno escorregadio. Ventos a mais de 80km/h podem empurrar as enormes rochas atráves do solo".

    A água da chuva, ao se congelar durante a noite, poderia formar, sob as pedras, uma capa de gelo de alguns milímetros de espessura, o que contribuiria para o deslocamento dos objetos.

  • Imagem: Aussie Oc/Creative Commons
    Aussie Oc/Creative Commons
    Imagem: Aussie Oc/Creative Commons

    Um lago rosa no Pacífico

    Localizado na ilha australiana de Middle Island, o lago Hillier é, sem dúvida, uma das paisagens mais inusitadas do mundo. A água do local é cor-de-rosa, em um tom que lembra o de um chiclete sabor tutti-frutti.

    A coloração é atribuída a uma bactéria que vive em crostas de sal que existem no lugar e gera um contraste fascinante entre o lago e outros elementos da natureza que se espalham ao seu redor, como uma mata verdejante, bancos de areia e o azul intenso do oceano Pacífico que cerca a ilha, situada no sudoeste da Austrália.

    Ao todo, o Hillier tem cerca de 600m de comprimento por 250m de largura. A melhor maneira de conhecer o local é a bordo de um helicóptero: as viagens são realizadas a partir da cidade de Esperance, que fica na região.

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