Viagem

De bar masoquista a mergulho com tubarões: veja 10 passeios radicais

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL

09/02/2017 04h15

Existem diversos destinos que colocam viajantes em situações extremas. Esses são lugares ideais para quem procura altas doses de adrenalina durante uma viagem de férias. Se este for o seu seu caso, veja a lista abaixo e conheça dez pontos radicais ao redor do planeta e que são acessíveis a turistas.

  • Passeio à beira de um vulcão em atividade

    Além de suas praias paradisíacas e ondas perfeitas para o surfe, o Havaí abriga enormes vulcões em atividade. Na ilha conhecida como Big Island, está um dos mais interessantes deles. Trata-se do vulcão Kilauea, que se encontra em estado de erupção desde 1983 e apresenta uma paisagem fascinante (e um tanto assustadora) para os turistas: em muitas de suas erupções, a lava cai, em chamas, diretamente no mar. Algumas empresas turísticas havaianas organizam passeios de barco para que os viajantes possam admirar o fenômeno de um ângulo privilegiado. Os tours costumam durar duas horas e são realizados tanto durante o dia quanto à noite, quando o efeito da lava fica ainda mais dramático. Porém, nem sempre é possível ver a lava cair durante o passeio.

  • Nadar na Piscina do Diabo

    A Devil's Pool (ou Piscina do Diabo, em tradução para o português) não tem esse nome assustador à toa: localizada na Zâmbia, África, no topo de onde despencam as cataratas de Vitória, o lugar é considerado como a piscina natural mais perigosa do planeta. Turistas conseguem se banhar quando o fluxo do rio Zambezi, que alimenta estas cataratas, está baixo (geralmente entre setembro e janeiro). O nível reduzido da água forma a piscina natural em uma área que fica bem ao lado de um penhasco, situado a mais de 100 metros de altura --permitindo que viajantes nadem por lá com relativa segurança e observem, quase que na beira do abismo, toda a paisagem. Este tour costuma ser feito com a presença de guias, que podem ser contratados na entrada do parque ecológico onde estão as quedas d'água.

  • Levar uns tapas em um bar sadomasoquista

    Que tal ir a um elegante bar para tomar alguns drinques e, de quebra, levar violentas chicotadas das garçonetes? Esta é a proposta do Café-Masoch, uma das mais originais atrações noturnas da cidade de Lviv, na Ucrânia. O bar é uma homenagem a Leopold Ritter von Sacher-Masoch, que nasceu em Lviv e é autor de um livro chamado "A Vênus das Peles" (1870), que tem um personagem curioso: Severin, um homem que gostava de ser açoitado e humilhado por sua amada. A história inspiraria a criação do termo "masoquismo" e, no Café-Masoch, turistas podem se sentir como Severin: após alguns copos, muitos dos clientes pedem para que as garçonetes os chicoteiem nas costas e nas nádegas, em uma cena que leva os espectadores à loucura. Os golpes são realmente fortes, mas vale lembrar: o público-alvo do Café-Masoch não são os adeptos do masoquismo, mas sim pessoas que querem ter uma experiência diferente (e dolorida) em uma noite de bebedeira.

  • Nadar com águas-vivas

    Parte do arquipélago de Palau, no oceano Pacífico, a ilha de Eil Malk possui um lago onde é possível nadar entre centenas de águas-vivas. Este corpo d'água esteve ligado com o mar no passado, mas a conexão foi quase que totalmente interrompida com o passar do tempo e algumas águas-vivas ficaram presas no lago. Elas se reproduziram, adquiriram características próprias e, sem predadores naturais, dominaram o local, que tem seis hectares de superfície. E o melhor: esta espécie de água-viva raramente causa ferimentos a humanos. Mas é quase impossível não sentir frio na barriga ao ver pessoas nadando entre tantos destes seres.

  • Pedalar pela Estrada da Morte

    Você é daqueles que não abre de mão de fazer um passeio de bicicleta durante uma viagem de férias? Caso a resposta seja sim, saiba que, na Bolívia, existe um tour que une o prazer de andar em uma magrela com a emoção de estar em uma montanha-russa (mas sem a segurança que tais brinquedos costumam proporcionar). O percurso, que cruza 66 quilômetros e chega a durar quatro horas, é feito pela temida "Carretera de la Muerte" (Estrada da Morte), uma via que conecta os arredores de La Paz (no árido altiplano boliviano) à região dos Yungas, uma zona forrada de selvas e plantações de coca. Trata-se de uma rota sinuosa que desce mais de 3.000 metros, passando ao lado de precipícios como o visto na foto acima. O preço pago por qualquer erro do ciclista pode ser uma queda fatal. Há, inclusive, turistas que já morreram nesta aventura. Por outro lado, trata-se de um passeio que proporciona vistas magníficas para os viajantes, além de um tremendo orgulho ao conseguir completar o trajeto. Em La Paz, de onde são organizadas as excursões, é comum ver estrangeiros usando camisetas com a frase: "Eu sobrevivi à Estrada da Morte".

  • Mergulhar com tubarões-brancos na África do Sul

    O litoral da África do Sul é famoso por abrigar um dos seres mais temidos dos mares: o carcharodon carcharias, também conhecido como grande tubarão-branco. Se você não tiver pânico só de pensar neste "bichinho" de 300 dentes afiados e seis metros de comprimento, saiba que, no país de Nelson Mandela, é possível entrar em gaiolas que levam turistas para dentro do oceano e permitem que eles fiquem cara a cara com a fera. As empresas que organizam o passeio jogam carne de peixe no mar para atrair os tubarões (e a chance de vê-los é enorme). O entorno de Gansbaai, a 160 km da Cidade do Cabo, é um dos melhores lugares para entrar no oceano e chegar perto do predador. Entre as empresas que fazem o passeio estão a Great White Shark Tours (www.sharkcagediving.net), a White Shark Projects (www.whitesharkprojects.co.za) e a White Shark Adventures (www.whitesharkadventures.co.za).

  • Ficar preso a cabos de aço nas alturas do Canadá

    Com mais de 550 metros de altura, a torre CN Tower é, talvez, o símbolo mais famoso da cidade de Toronto, no Canadá. Turistas podem pegar um elevador e subir até um espaço onde encontram janelas panorâmicas para a metrópole e um restaurante giratório. Os mais corajosos, porém, podem se aventurar na atividade conhecida como "EdgeWalk", na qual, presos a cabos de aço, podem caminhar pelas bordas de uma das estruturas externas da torre. Trata-se de uma experiência vertiginosa: é só imaginar que você estará a mais de 350 metros da calçada lá embaixo. Muitos dos visitantes, confiando cegamente nos cabos de aço, ainda soltam o corpo rumo ao abismo para fazer o que será, com certeza, uma das melhores fotos da viagem (como pode ser visto na imagem acima).

  • Caminhar por um desfiladeiro na Espanha

    Localizado no sul da Espanha, o Caminito del Rey é uma das caminhadas mais assustadoras da Europa. O percurso, com cerca 3 km de extensão, consiste, principalmente, em passarelas acopladas aos paredões de um desfiladeiro, com alguns trechos ultrapassando os 100 metros de altura. Lá embaixo, ao final de uma visão vertiginosa, corre o rio Guadalhorce, montando um cenário aterrorizador, ideal para fazer fotos. O Caminito ficou fechado durante boa parte do século 21, após a morte de alguns turistas que tentaram cruzar suas precárias passarelas. O local reabriu em 2015, com uma estrutura mais segura, mas, mesmo assim, continua dando um enorme frio na barriga das pessoas que se propõem a atravessá-lo. A cidade de Ardales, a cerca de 510 km de Madri, é um dos melhores pontos de acesso ao Caminito.

  • Ir ao Museu do Hezbollah

    O sul do Líbano abriga um dos museus mais inusitados e chocantes do mundo: o Marco Turístico da Resistência, que celebra as mortes e destruições que a organização xiita Hezbollah infligiu às forças armadas de Israel nas ocasiões em que estas invadiram o Líbano, entre os anos 1980 e 2000. Trata-se de um museu a céu aberto situado em uma área que foi palco de ferozes conflitos entre o Hezbollah e os israelenses, e onde, atualmente, os turistas podem ver tanques de Israel arruinados, fotos de soldados judeus chorando a perda de seus amigos e homenagens aos homens-bomba libaneses que causaram estas mortes. Muitas das trilhas que cortam o local estão fechadas, pois, perdido sob seu terreno, ainda existe material explosivo que nunca foi detonado. É um lugar tenso, mas que explica bem as brigas do Oriente Médio. O Memorial fica a cerca de três horas de Beirute. Antes de visitá-lo, veja como está a situação da segurança na região.

  • Se sentir no inferno dentro de uma mina de extração

    Poucos lugares do mundo geram tão bem a sensação de estar no inferno como o interior da montanha Cerro Rico, na cidade boliviana de Potosi. Importantíssimo centro de extração de prata durante a colonização espanhola, o local ainda é palco de buscas por metais preciosos, hoje realizadas por miseráveis mineiros que raramente têm sucesso em suas empreitadas: quase toda a prata da montanha foi levada pelos espanhóis e, atualmente, o que resta lá dentro são apenas metais de baixo valor. Hoje, turistas podem entrar no Cerro Rico, onde seguramente terão uma das experiências mais intensas de suas vidas: os corredores das minas são claustrofóbicos, mal estruturados e recheados de pó de sílica, substância que causa doença pulmonar em muitos dos mineiros e contribui para que sua expectativa de vida seja menor do que 40 anos. Os visitantes devem levar dinamites e folhas de coca para os trabalhadores do Cerro Rico: os explosivos são vendidos por poucos reais nas ruas de Potosi e a coca lhes dá energia para cumprir suas longas jornadas de trabalho embaixo da terra. Para completar, os mineiros veneram, dentro da mina, estátuas do diabo conhecidas como "El Tío". Segundo a crença local, o "Tío" os protege contra acidentes dentro deste verdadeiro inferno.

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