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Para evoluir espiritualmente, Otávio Mesquita indica ir a Índia e Israel

Raísa Carlos de Andrade

Do UOL, no Rio de Janeiro

2015-04-30T20:48:38

30/04/2015 20h48

Lugares tão densos quanto místicos transformaram o olhar do apresentador Otávio Mesquita. Quando viaja, ele fica mais atento ao comportamento das pessoas que habitam as cidades do que aos monumentos construídos por lá. Seus dez dias em Jerusalém, mesmo tempo que passou na Índia, foram profundos. "A gente fica muito tocado quando chega, por toda a história que os lugares representam", conta. 

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Otávio visitou Israel gravando uma reportagem e percebeu que a memória do passado duro para os judeus está presente no cotidiano com a mesma força que o atual conflito palestino.

"Fomos para conhecer a cidade antiga e tinha duas senhoras que choravam durante todo o passeio. No final, elas pediram desculpas à nossa guia. Isso porque descobriram, depois de velhinhas, que o avô delas havia servido à União Soviética e que ele provavelmente teria matado muitos judeus", conta. A história, além de emocionante, tornou a visita ao Museu do Holocausto ainda mais pertinente e faz do local sua principal dica por lá. 

A forma como a juventude se relaciona com a guerra também faz refletir, já que a presença do conflito altera a vivência e o modo de pensar a cidade. "Fui em um café e tinham alguns jovens, de uns 20 anos, meninos e meninas, muito bonitos e todos estavam de uniforme militar e metralhadora na mão", recorda.

"Eles estavam rindo e se divertindo, e isso me marcou muito. Aliás, eles têm muito orgulho de servir ao exército". A terra santa é densa, mas sua beleza ainda sobressai. "Desde a Via Crucis até a parte moderna, tudo é lindo!"

Já a Índia, tira o fôlego de outra forma. Lá o apresentador visitou Nova Delí e Agra. Nesta última, o espaço onde se hospedou foi adaptado da casa de um marajá local. "Como tinha muitos quartos, ele cedeu uma parte para virar hotel. Ele ainda mora lá, em uma parte menor da mansão", conta.

No local, os hóspedes recebem um aviso para estar atento a qualquer coisa que comam ou bebam do lado de fora do complexo. Os indianos se relacionam com a comida de forma única e bem oposta à do resto do mundo. Usam especiarias em grande escala e consomem água tratada de um jeito diferente. "Quando você deixa o hotel para qualquer passeio, você recebe um kit com água e coisas para comer".

Lá mesmo ele contratou um serviço de van para conhecer diferentes lugares. "Andei de elefante e até hoje eu fico tonto só de lembrar. Foram 40 minutos de estrada em cima do bicho e ele balança muito", relembra o apresentador.

Em um passeio, Otávio se acidentou e foi socorrido pelo filho do motorista da van, que comprou os curativos para primeiros socorros. "Ele me disse que comprou com o dinheiro dele e eu perguntei o porque ele estava fazendo isso. Ele respondeu ‘Namastê’". O cumprimento pode ser traduzido literalmente como "O Deus que habita no meu coração, saúda o Deus que habita no seu coração". 

O gesto fez com que Otávio lançasse um novo olhar para a existência. "Nessa viagem a minha vida mudou quanto à percepção do ser humano e do 'ser, humano'. Sinto que comecei a me relacionar de uma forma diferente, mais próxima. São experiências assim que eu trago das viagens. Isso vale mais que qualquer coisa material", opina. 

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