Viagem

Roteiros culturais

Atração turística na Islândia, Museu do Falo exibe 285 espécimes de pênis

Do UOL, em São Paulo

26/10/2016 18h30

Muita gente vai a museus para admirar quadros, esculturas e relíquias da Antiguidade. Porém, poucos sabem que, na Islândia, é possível ir a um desses centros culturais e passar horas observando centenas de exemplares de pênis (para ser mais preciso, 285 deles). 

A maior parte da exposição é composta por falos pertencentes a animais como baleias, cavalos, focas e girafas – alguns empalhados, muitos ressecados e outros conservados em formol. Da espécie humana, há apenas um item ao alcance dos olhos do público. 

O Museu "Falológico" Islandês, como é chamado o local, tem como objetivo mostrar e explicar como funcionam os órgãos reprodutores dos bichos e do homem para as pessoas leigas no assunto. É o tipo de passeio que poderia ser feito durante as aulas de biologia do ensino médio. 

Richard Gould/Creative Commons
O maior pênis do museu pertencia a uma baleia-azul: 1,70 metro de comprimento Imagem: Richard Gould/Creative Commons

Mas não são apenas estudantes que frequentam o museu: em 2015, passaram por lá mais de 30 mil pessoas, muitos deles turistas que ficaram curiosos pela natureza única desta atração islandesa.

"Tive a ideia de montar um empreendimento deste tipo em 1974, quando ganhei de presente um açoite feito com o pênis de um touro, usado para conduzir rebanhos", diz o historiador islandês Sigurour Hjartarson, o fundador do Museu do Falo. "Nessa mesma época, tinha amigos que trabalhavam em uma estação de pesca de baleias da Islândia, e um deles me trouxe o pênis de um desses mamíferos. A partir daí, comecei a colecionar espécimes fálicas dos mais diversos animais e, logo depois, quis montar um museu para mostrá-los ao público". 

Divulgação/Icelandic Phallological Museum
Entrada do Museu "Falológico" Islândes, na cidade de Reykjavik Imagem: Divulgação/Icelandic Phallological Museum

Esse exótico centro cultural fica em uma região central de Reykjavik e, segundo Hjartarson, as pessoas que visitam o lugar têm uma "reação favorável". Defensores dos animais, porém, podem não gostar do local, visto que parte de seu acervo vem de matadouros (no caso dos animais rurais) e estações pesqueiras de baleias (que chegaram quando a caça ao mamífero ainda não estava restringida na Islândia, antes de 1986). E há exemplares que foram doados por instituições científicas.  

Em exposição

Os 285 falos do museu pertencem a um total de 93 espécies de animais (a maioria deles parte da fauna islandesa), como baleias-minke, orcas e renas. Há também as "partes baixas" de um urso polar da Noruega, de bodes, bois e até ratos. 

O maior pênis do museu, por sua vez, pertencia a uma baleia-azul e tem cerca 1,70 metro de comprimento (e essa é apenas uma parte do órgão do animal, que, no total, pode ter mais de 3 metros de comprimento). Já o menor exemplar fálico é o de um hamster, com apenas 2 milímetros, visto com a ajuda de uma lupa. 

Divulgação/Icelandic Phallological Museum
Esculturas com formatos fálicos também estão em exposição no museu Imagem: Divulgação/Icelandic Phallological Museum

Em 2011, o local começou a expor seu primeiro pênis humano, conservado em uma jarra de formol. O órgão foi doado pelo seu próprio dono, antes de sua morte. Sigurour Hjartarson afirma que quer trazer novos espécimes humanos para o seu acervo em breve.   

E o museu também tem espaço para quem gosta de obras de arte, com mais de 350 esculturas, móveis e quadros exibindo formatos fálicos (se você sentir pudor ao ver esse tipo de imagem, é melhor não visitar o lugar). 

O Museu "Falológico" Islandês está localizado em umas das principais vias de Reykjavik, na rua Laugavegur, número 116. O local está aberto diariamente durante todo o ano.

Para saber horários de funcionamento e mais informações, acesse: www.phallus.is

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Mais Roteiros culturais

Topo