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Famosa por praia de água doce, Alter do Chão (PA) tem paisagem deslumbrante

Heinar Maracy

Colaboração para o UOL

07/03/2016 18h18

Depois de ser considerada a praia mais bonita do Brasil pelo jornal inglês The Guardian, em 2009, a fama de Alter do Chão subiu mais do que o rio Tapajós na cheia.

Mari Pini/UOL
Píer de Alter de Chão, no Pará Imagem: Mari Pini/UOL

O período ideal para visitar esta vila, localizada a 36km de Santarém, no Pará, vai de setembro a fevereiro, quando chove menos e o rio baixa, revelando suas praias de areia fina. No entanto, essas estações e o volume de água têm variado bastante nos últimos anos, por efeito do desmatamento na Amazônia, influências do fenômeno El Niño e mudanças cilmáticas regionais e globais.

A seca do último ano ampliou o período de vazante, que geralmente terminava em novembro, mas está indo até meados de janeiro. Apesar do clima quente, o vento que sopra constantemente traz o frescor do rio, tornando o clima agradável até para aqueles que “odeiam o calor”.

A maioria dos passeios é feito por meio de lanchas velozes (voadeiras), pequenos barcos (rabetas) coordenados por moradores locais, barquinhos a remo (catraias) para cruzar até a ilha do Amor na cheia ou grandes barcos para grupos de 10 a 20 pessoas, com direito a muita música sertaneja no som ambiente. Os preços variam bastante de acordo com a distância, número de passageiros e a época. Geralmente ficam mais altos no verão e voltam ao normal na segunda semana de janeiro.

Mas fique atento: no Lago Verde e em algumas praias placas alertam para a existência de arraias no local. O perigo está na ferroada, que é extremamente dolorosa. Os casos são raros, porém, é bom tomar cuidado ao entrar, sempre arrastando os pés. 

Conheça abaixo alguns destaques da região.

Mari Pini/UOL
Imagem: Mari Pini/UOL

Ilha do Amor
O cartão de visitas de Alter é um pequeno trecho de areia entre o Lago Verde e o rio Tapajós. Uma "prainha” de água morna, na altura das canelas, ideal para levar crianças ou esperar o pôr do sol em uma barraquinha abastecida pelos bangalôs que vendem bebida, petiscos e pratos feitos. Pode ser alcançada a pé, durante a vazante, ou de catraia, durante a cheia.

Mari Pini/UOL
Imagem: Mari Pini/UOL

Lago Verde e Floresta Encantada
Os mais bonitos igarapés, como o do Macaco (onde também vive uma comunidade alternativa) e o do Camarão, precisam ser visitados de barco. Existem duas opções: dar a volta no lago em três horas, com pequenas paradas em cada área de interesse, ou pedir para um barqueiro te deixar em um igarapé específico e voltar para buscá-lo no fim da tarde.

O hotel Belo Alter, à beira do lago, serve um ótimo café da manhã e refeições a preços razoáveis. De quebra, deixa quem consumir utilizar sua piscina. Também dá para curtir a praia de Igarapé ou pegar um barco a remo para explorar as copas das árvores da Floresta Encantada, repleta de nascentes. É possível ainda explorar o local com um caiaque, cujo aluguel diário é de R$ 50 por pessoa (preço pesquisado em janeiro de 2016).

Mari Pini/UOL
Imagem: Mari Pini/UOL

Igarapés
Existem centenas de nascentes perto da vila de Alter que desembocam no rio, algumas formando pequenas piscinas de água cristalina. Esses lugares são ótima opção para aqueles dias em que você não quer encarar o trabalho de ir atrás de um barco e fazer um passeio de várias horas. Entre as alternativas está o iguarapé do Sonrisal (foto acima), que vale a pena de ser visitado.

Mari Pini/UOL
Imagem: Mari Pini/UOL

Flona
Separe ao menos um dia para conhecer a Floresta Nacional do Tapajós. Trata-se de um passeio de cerca de uma hora de lancha (ou três horas de barco), em que o viajante desembarca em uma das duas comunidades ribeirinhas (Maguari ou Jamaraquá). Lá, consegue conhecer o artesanato local em látex, fazer uma refeição ou até mesmo pernoitar para encarar uma trilha no dia seguinte. São mais de 500 mil hectares, 350 espécies de aves e 400 espécies de árvores, incluindo uma samaúma de mais de 60m e quase mil anos de idade.

Rodrigo Bertolotto/UOL
Imagem: Rodrigo Bertolotto/UOL

Pindobal
Pode ser alcançada de barco ou pela estrada, pois está localizada a 7km do centro de Alter do Chão. Funciona como uma opção menos movimentada para a alta temporada e época de festas, quando a vila fica lotada. A praia é ampla e repleta de barraquinhas com serviço de bar. Se tiver sorte, e dependendo do período, é possível até avistar botos pulando na água.

Tati Farias/UOL
Imagem: Tati Farias/UOL

Ponta do Cururu
Passeio de barco rápido, barato e imperdível, que leva cerca de meia hora. Esta é uma ponta de areia de 1km que entra pelo rio e permite assistir ao pôr do sol no meio dele. Um bom lugar para levar uma canga ou rede para um cochilo ou apenas ficar assistindo os bandos de gaivotas à procura de peixes, um espetáculo à parte.

Lucas Fanelli/Reprodução
Jogo de bola na praia de Anã, RESEX Tapajós-Arapinuns Imagem: Lucas Fanelli/Reprodução

Resex Tapajós - Arapiuns
Do lado de cá do rio Tapajós ficam as praias e, do outro, fica a Reserva Extrativista Resex Tapajós - Arapiuns (foto). Imperdível para quem quer se sentir realmente no meio da floresta amazônica, conhecer a piracaia (o “lual" amazônico, com pratos típicos regados a caipirinha e suco de taperebá) em uma comunidade ribeirinha ou fazer trilhas ecológicas.

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