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Ecoturismo

Atacama tem pedaladas pelo deserto e café da manhã em meio a gêiseres

Eduardo Vessoni

Colaboração para o UOL, de San Pedro de Atacama (Chile)*

19/11/2015 20h20

Considerada a região mais árida e seca do planeta, o San Pedro de Atacama registra ainda outros títulos: possui o deserto mais alto do mundo – a 2.441m de altitude – e um solo que, de tão impermeável, chega a ser comparado com o do planeta Marte.

Ainda que a geografia de condições extremas seja a mesma há séculos, o destino oferece experiências tão variadas que sempre parece uma boa ideia voltar para uma segunda visita. Dá para fazer pedaladas deserto adentro, tours para observação de planetas e até um insólito café da manhã rodeado por gêiseres.

Por isso, o UOL Viagem preparou uma lista com as atrações obrigatórias no destino. Confira!

Eduardo Vessoni/UOL
Imagem: Eduardo Vessoni/UOL

Café da manhã com enxofre
Localizados a 4.200m de altitude, os Gêiseres del Tatio exigem disposição do viajante interessado em conhecer uma das atrações mais populares e impactantes do Atacama. Este campo geotérmico da Cordilheira dos Andes, a 90km de San Pedro, começa seus trabalhos cedo.

Por isso, a dica é seguir para o local às 4h da madrugada. O espetáculo de chaminés fumegantes funciona entre 6h e 7h da manhã, seguido por um café da manhã servido em meio a gêiseres que expelem águas a 85°C e banhos termais em piscinas de águas vulcânicas.

Centrinho discreto
As atrações mais cobiçadas do destino estão situadas em pleno deserto, mas é na rua Caracoles, no centro de San Pedro de Atacama, que os viajantes circulam sem pressa. Nesta pequena e estreita via de terra é possível encontrar restaurantes, bares, pequenos mercados, lojas de souvenirs andinos e ainda agências de viagens.

Pôr do sol no deserto
O visual de terras áridas com tons alaranjados fica ainda mais impactante no final da tarde. Por isso, a dica é embarcar em algum dos vários tours com saídas perto deste período do dia.

Dá para observar o pôr do sol em atrações como o Vale da Lua, com vista para o vulcão Licancabur e o belo contorno das areias finas das dunas da região, além das lagoas Chaxa e Tebenquiche, paradas estratégicas para piqueniques regados a pisco sour (uma bebida alcoolica típica) servido pelos guias enquanto o sol se põe.

Eduardo Vessoni/UOL
Imagem: Eduardo Vessoni/UOL

Sobre duas rodas
O movimento de veículos costuma ser raro pelas ruas estreitas de San Pedro de Atacama. No entanto, o trânsito acaba ficando carregado mesmo assim por conta dos visitantes que lotam a rua Caracoles, no centro do povoado, e pelas bicicletas que circulam por vias paralelas.

Diversas agências da região alugam bikes e ainda organizam passeios acompanhados por carros de apoio para os ciclistas. Nos roteiros, estão atrações naturais do Atacama como a Laguna Cejar e paradas estratégicas para descanso.

Para os viajantes independentes (e munidos de mapa ou GPS), a dica é sair por conta própria para outros destinos da região, como Pukará de Quitor, antigas estruturas incas do século 12 situadas a 3km do centro, e a Quebrada del Diablo, na Cordilheira do Sal, com vistas para os vulcões locais.

Deserto de sal
O cenário que se abre diante dos olhos não impressiona como a imensidão branca do vizinho Salar do Uyuni, na Bolívia, mas a superfície de 320 mil hectares do Salar do Deserto é outra das atrações naturais obrigatórias no Atacama.

Localizado no interior da Reserva Nacional los Flamencos, é formado por crostas de sal com até 70cm de altura geradas pela constante acumulação de cristais (produzidos pela evaporação das águas subterrâneas de intenso teor salino).

Também conhecida pela concentração de três tipos de flamingos: o andino, o chileno e o James, a região abriga duas crateras conhecidas como Ojos del Salar (“Olhos do Salar”, em português), dois círculos profundos de intensas águas azuladas de origem desconhecida.

Eduardo Vessoni/UOL
Imagem: Eduardo Vessoni/UOL

Sob a luz da lua
Dono de um dos céus mais limpos do planeta e com 330 noites estreladas por ano, o Atacama é um dos melhores lugares para observação astronômica. Localizado a 6km ao sul de San Pedro de Atacama, o Space é considerado o observatório público melhor equipado da América do Sul.

O local oferece visitas guiadas com duas horas e meia de duração, acompanhadas por um engenheiro francês especialista no assunto. Abriga ainda dez telescópios que podem ser usados pelos visitantes. Saiba mais: www.spaceobs.com

Um dia de arqueólogo
Antiga terra da sociedade tiwanaku, do ano 400 d.C., e dos incas, o Atacama guarda endereços arqueológicos que valem a visita. Um deles é a Aldea de Tulor, museu a céu aberto com resquícios da aldeia local sepultada pela areia do deserto. As casas circulares feitas por antigos atacamenhos foram erguidas com adobe, entre 800 a.C. e 50 d.C., e podem ser vistas a partir de mirantes construídos sobre as ruínas, a 7,7km do centro de San Pedro.

Eduardo Vessoni/UOL
Imagem: Eduardo Vessoni/UOL

Outro atrativo obrigatório é o Pukará de Quitor, antiga fortaleza do século 12 construída pelo povo "Ayllu de Quitor” para proteção de invasões inimigas. Este monumento nacional, localizado a 3km de San Pedro do Atacama, abriga ruínas de casas, pátios, currais e praças.

Situados a 60km da cidade, os petróglifos em rochas vulcânicas de Yerba Buena, considerados a maior concentração de arte rupestre de San Pedro de Atacama, são inscrições rupestres em alto e baixo relevos da época em que a região servia como rota de caravanas. Seus desenhos, bem preservados, descrevem a vida cotidiana e os rituais religiosos de atacamenhos e incas com representações de caravanas de lhamas, figuras xamânicas e animais.

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Imagem: Eduardo Vessoni/UOL

Vales do Atacama
Os vales da Lua (foto) e da Morte são as atrações mais populares entre os visitantes e costumam fazer parte do roteiro de quem visita a região pela primeira vez. Os passeios guiados têm início no Mirante de Cari, na Cordilheira de Sal, e segue para essas formações naturais, cujos nomes são uma referência à semelhança que o primeiro tem com a superfície lunar e ao aspecto árido do segundo. O Vale da Lua está a 2km do centro de San Pedro do Atacama e pode ser visitado em bicicleta.

Reprodução
Imagem: Reprodução

Mudança radical
A cada cinco ou sete anos, por conta do fenômeno El Niño, o árido deserto do Atacama, no Chile, é coberto por um gigantesco tapete multicolorido de flores. O fenômeno acontece depois da região seca ser molhada pelas chuvas.

Mais informações
www.chile.travel
www.sanpedroatacama.com

* O jornalista viajou a convite da Ford Brasil

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