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Passeios por relíquias do auge do Império Romano desvendam a Cidade Eterna

Daniel Nunes Gonçalves

Da revista "Tam Nas Nuvens"

22/09/2014 18h19

Comandante do Império Romano em seu apogeu, o imperador Trajano (53 d.C. – 117 d.C.) foi quem conquistou o Oriente e expandiu os limites máximos do Império. Em sua gestão, o território avançava da atual Inglaterra à Síria e dos Países Baixos ao norte da África. Ele também contratou o melhor arquiteto da época para modernizar a cidade de Roma.

Claus Lehmann/Tam Nas Nuvens
Passeios de bicicleta pela charmosa Via Appia Antica são boa aposta Imagem: Claus Lehmann/Tam Nas Nuvens

Três de suas construções resistiram ao tempo: o Fórum de Trajano, inaugurado em 113 d.C.; a Coluna de Trajano, com desenhos esculpidos em mármore que sobem a 30 metros de altura (para onde suas cinzas foram levadas); e o Mercado de Trajano, enorme estrutura semicircular de tijolos que abrigava lojas e tabernas, sede do Museu dos Fóruns Imperiais. Coube a Adriano (76 d.C. – 138 d.C.), seu sobrinho adotado e sucessor, a tarefa de viajar para erguer muralhas isolando o império contra ataques de bárbaros — como eram chamados todos os que viviam fora dos limites de Roma.

Hoje, os vestígios de Adriano na capital são vistos no desenho do Panteão, reconstruído depois de sucumbir a um raio e a um incêndio; no Castelo Santo Ângelo (onde antes ficava seu mausoléu), que oferece uma linda vista do pôr do sol; e na Ponte Santo Ângelo, erguida em 136 d.C. para cruzar o Rio Tibre. Mas é em Tivoli, a 30 quilômetros do Centro, que repousa sua maior obra: a grandiosa mansão de Villa Adriana — que até novembro exibe uma exposição especial sobre o imperador.

Termas, pedaladas e catacumbas
É preciso se afastar do Centro para ver outras maravilhas do período imperial. Perto da estação de trem Roma Termini ficam as reminiscências das Termas de Diocleciano, de 306 d.C. Os maiores banhos públicos da Roma Antiga podiam receber 3 mil pessoas. Hoje transformadas em parte do Museu Nacional Romano, foram batizadas em homenagem ao imperador Diocleciano (244 d.C. – 311 d.C.), que dividiu o Império Romano em ocidental e oriental, em 285 d.C.

Claus Lehmann/Tam Nas Nuvens
A grande cúpula é o destaque do Panteão Imagem: Claus Lehmann/Tam Nas Nuvens

No lado oposto da Roma do século 21 há ruínas de banhos ainda mais preservadas, as Termas do Imperador Caracalla, erguidas em 216 d.C. Elas estão no caminho para a Via Appia Antica, estrada onde ficam as catacumbas de São Calixto e de São Sebastião.

Um dos passeios mais agradáveis na Roma contemporânea é andar de bicicleta pela charmosa Via Appia Antica: chega-se ali em meia hora de pedalada desde o Arco de Constantino, em frente ao Coliseu.

O imperador Constantino (272 d.C. – 337 d.C.), por sinal, encerra nossa jornada. Famoso por ter liberado, em 313 d.C., o culto ao cristianismo, ele se instalou na capital do Império Romano do Oriente, Constantinopla, atualmente Istambul. Enquanto o Império do Ocidente, sediado em Roma, sucumbia às invasões bárbaras em 476 d.C., o oriental — ou Bizantino — sobreviveria por mais mil anos, até 1453. Mas esse é um capítulo de outra história.

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