menu
Topo

Viagem

Roteiros para descansar

Ilhabela tem praias, trilhas e fica 35% mais barata na baixa temporada

Celina Cardoso

Do UOL, em Ilhabela (SP)*

09/07/2014 07h00

Com 85% de Mata Atlântica preservada, muitas trilhas, temperaturas amenas, programação cultural diversa e mar sempre verde mesmo na baixa temporada, Ilhabela é procurada por turistas interessados no contato com a natureza entre os meses de abril e julho. É também uma boa dica de viagem para quem quer economizar, já que o destino fica 35% mais barato nesta época do ano, segundo a Associação Comercial da cidade.

Com sensação térmica média de 24ºC durante o dia, é possível caminhar e até curtir as praias neste período do ano. Uma das atividades mais procuradas pelos visitantes são as trilhas da ilha, que levam a mirantes, faixas de areia isoladas e quedas d’água.

Trilhas e praias

Famoso, o caminho que conduz à cachoeira do Veloso é fácil de trilhar e dura 40 minutos a pé. Também bastante procurada é a trilha do Pico do Baipi. Composto por subidas, é uma trilha mais difícil. São três horas de caminhada para chegar a um mirante com vista para o canal de São Sebastião.

Em meio ao Parque Estadual de Ilhabela, a trilha para a praia de Castelhanos pode ser feita a pé, para quem está acostumado a caminhadas difíceis e longas, ou de jipe. Bem pavimentado, cercado por vegetação da Mata Atlântica e intermeado por espelhos d’água, formados pelo escoamento da água das cachoeiras dos arredores, o caminho presenteia o visitante com um lindo mirante.

Em Castelhanos, o cenário é bem tranquilo. A praia é uma das mais bonitas da ilha e tem areia branca e macia, mas o mar é um pouco agitado. Por isso, é preciso que os banhistas tenham bastante atenção.

Celina Cardoso/UOL
Durante o inverno, Ilhabela oferece sensação térmica média de 24ºC durante o dia Imagem: Celina Cardoso/UOL

Habitada pela população nativa, que disponibiliza áreas para camping, Castelhanos tem cinco bares que oferecem cadeiras e guarda-sóis. Na hora em que a fome chega, a dica é provar o peixe da estação assado. Para matar a sede, peça a Caipirica, caipirinha de vodka feita com folhas de uma espécie de mexirica conhecida como “fedidinha”, e a Caipitanga, preparada com a mesma bebida, mas com folhas de pitanga.

A partir de Castelhanos saem trilhas para as praias Mansa, com duração de 10 minutos, Vermelha, com caminhada de 35 minutos, e do Gato, que leva 25 minutos. De lá, é possível chegar também à cachoeira do Gato, depois de caminhar por duas horas, e ao Mirante do Francês, com apenas 15 minutos de caminhada. Quem quer andar menos, pode subir no mirante do coração, bem ao lado da praia. O caminho é fácil e dura poucos minutos.

A dica para fazer a trilha de Castelhanos de carro é comprar um passeio nas agências da cidade, que custam cerca de R$ 70 na baixa temporada, já que não é indicado fazer o trajeto com carro de passeio. É possível agendar com uma semana de antecedência um monitor do Parque Estadual de Ilhabela para acompanhar a caminhada pelas trilhas da cidade.

As praias da Fome e Jabaquara também valem a visita. Localizadas no lado norte da ilha, é possível chegar até elas de carro ou de barco. Com areias douradas e mar claro, ambas têm cursos de água doce que descem das cachoeiras próximas e desembocam no mar. Uma boa dica é ir até elas de escuna. O passeio comprado em uma das agências da cidade dura um dia inteiro e sai do centro, para nas duas praias e custa em média R$ 60 por pessoa.

Observação de pássaros e mergulho

Por conta de sua fauna endêmica, com espécies que só existem ali, Ilhabela tem sido procurada por observadores de pássaros. Logo nos arredores do Parque Estadual de Ilhabela, com um pouco de sorte o turista avista tucanos, por exemplo. A cidade tem diversos roteiros para quem quer avistar algumas aves, como macuco, jacutinga, tié sangue e saí azul, entre outras.

Celina Cardoso/UOL
O Parque dos Castelhanos abriga uma das praias mais belas e isoladas de Ilhabela Imagem: Celina Cardoso/UOL

As espécies marinhas também chamam a atenção. Nos arredores da Ilha das Cabras, por exemplo, está o santuário Parque Ecológico Marinho. Com o tempo bom, na baixa temporada é possível mergulhar com snorkel e observar estrelas-do-mar, corais e salemas, espécie endêmica da ilha.

O mergulho também pode ser feito em áreas de naufrágio para avistar navios antigos e até um irmão do Titanic. Feito no mesmo estaleiro do navio mais famoso do mundo, o Príncipe das Astúrias naufragou no mar de Ilhabela em meados de 1916, matando muitos passageiros. Com um passado rico, Ilhabela já foi abrigo e passagem para piratas e mercados de escravos, que costumavam se esconder na ilha. Uma aula para aprender a mergulhar custa em média R$ 350 e dura em torno de duas a três horas.

Esporte e cultura

Ilhabela também é o destino preferido por quem veleja. A cidade tem escolas de vela e outros esportes náuticos, concentradas principalmente na praia da Armação. Os ventos também favorecem a prática do kitesurf nas praias locais mesmo na baixa temporada.

Entre os dias 19 e 26 de julho, época de maior índice de ventos na ilha, acontece a Semana Internacional da Vela, o ponto alto da baixa temporada e responsável por levar número expressivo de turistas e atletas ao local nesta época do ano.

Durante a competição, o centro histórico da cidade terá shows gratuitos de Zeca Baleiro, da banda Ira!, de Arnaldo Antunes, da dupla Brothers of Brazil, Chambinho do Acordeon, Bamboa Samba Club e apresentação de dança.

Celina Cardoso/UOL
Veículos 4x4 levam turistas até a praia de Castelhanos, uma das mais isoladas de Ilhabela Imagem: Celina Cardoso/UOL

Além dos atrativos naturais, Ilhabela investe em programação cultural para atrair visitantes na baixa temporada. Entre 10 e 12 de julho, a cidade realiza o Festival Internacional de Jazz que terá shows de James Carter, Funk Como Le Gusta e Gary Brown, Nana Vasconcelos e Lui Coimbra, entre outros. Já em agosto, mês em que a ilha registra temperaturas mais baixas, os visitantes podem aproveitar o Festival do Camarão entre os dias 15 e 24.

Centro e vida noturna

O centro de Ilhabela também merece uma visita. O local reúne várias lojas, onde é possível comprar desde o artesanato produzido na ilha até grifes famosas. As noites costumam ser frias entre abril e agosto, por isso coloque agasalhos na mala para visitar visitar os diversos bares e restaurantes, que servem comidas de culinárias variadas.

O Estaleiro Bar, com música ao vivo, o Creoula, capitaneada por DJs, e a animada barraca do Samba são o destino dos baladeiros praianos.

Um pouco mais difícil de encontrar é o prato típico da ilha. O Azul Marinho, peixe cozido com banana verde em panela de barro é consumido principalmente pela população local. Mais fáceis de achar durante o dia são os borrachudos, que não saem de férias nunca em Ilhabela.

*A jornalista Celina Cardoso viajou a convite da Prefeitura de Ilhabela.

Mais Roteiros para descansar