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De vila pesqueira a metrópole futurista: veja a metamorfose de Dubai

Marcel Vincenti

Do UOL, em São Paulo

16/04/2014 20h55

Ocupado por assentamentos humanos há milhares de anos, o local conhecido hoje como Dubai foi, até o começo do século 19, um pequeno vilarejo de pescadores e produtores de pérolas. A paisagem desértica, sem nenhum vestígio de desenvolvimento, era uma visão que, em muitas pessoas, não exerceria atração nenhuma. Mas exerceu: em 1833 chegaram à região, vindos da Arábia Saudita, cerca de 800 membros da tribo Bani Yas, liderados pela família Maktoum.

Os colonizadores viram que Dubai tinha condições para virar uma importante entreposto comercial e, em 1894, transformaram seu porto (localizado em pleno Golfo Pérsico) em uma zona livre de impostos. No começo do século 20, um mercado com mais 350 lojas surgiu às margens do Dubai Creek (o braço de mar que corta a cidade) e, por volta de 1930, o antigo vilarejo de pescadores já contava mais de 20 mil habitantes (um quarto deles composto por estrangeiros).

A infraestrutura do porto (e da cidade) não parou de crescer durante todo o século 20, principalmente quando, em 1966, os Maktoum encontraram petróleo dentro de seus territórios: escolas, hospitais, estradas, linhas de comunicação e um aeroporto começaram a ser erguidos de maneira frenética.

Uma política de baixos impostos atraiu megacorporações para Dubai e, a reboque, foram erguidos na metrópole emergente alguns dos mais grandiosos edifícios do mundo. Com hotéis e opções de entretenimento de primeira linha, não demorou para que hordas de turistas começassem a visitar o local.

Parte dos Emirados Árabes Unidos deste 1971, a região de Dubai tem hoje 2,2 milhões de habitantes e recebe, todos os anos, cerca de nove milhões de turistas.

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