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Pirenópolis, em Goiás, tem casario histórico com charme de serra

Renata Gama

Do UOL, em Pirenópolis

31/07/2013 18h31

Pirenópolis (GO) é queridinha dos brasilienses e goianos para passar os finais de semana. Mas a cidade que conserva casario histórico, com o charme próprio das serras, rende o que fazer por vários dias. Basta gostar de natureza, de se enveredar pelas trilhas na mata, de bater papo e curtir manifestações folclóricas para descobrir suas tantas cachoeiras, belas vistas, delícias gastronômicas e histórias.

A cidade, cujo nome faz referência aos montes da fronteira entre França e Espanha, tem no Parque Estadual da Serra dos Pireneus um dos principais atrativos ecológicos. Chegar ao topo do Pico dos Pireneus no fim da tarde para ver o pôr-do-sol é um programa clássico para quem visita Pirenópolis. A paisagem é de belas montanhas rochosas a perder de vista e de vegetação de veredas e cerrado.

Mas, no caminho até o pico, há muitas outras belezas a serem conhecidas. A região de morros é cercada de nascentes e quedas d’água. Vale passar o dia explorando trilhas e mergulhando em água doce até chegar lá. Na estrada que leva ao Pico dos Pireneus, ficam duas grandes reservas particulares: Vargem Grande e Abade.

Em Vargem Grande, a relação esforço/benefício é muito compensadora. As trilhas são curtas e fáceis, com baixos degraus de pedra acessíveis até para quem tem dificuldade de locomoção. E levam a belas cachoeiras com lagos para banho e praia à beira-rio para relaxar diante da paisagem. Conta com infraestrutura de banheiros, loja de conveniência e lanchonete na entrada da propriedade.

Lá dentro, há duas cachoeiras. A de Santa Maria é ideal para crianças. Com uma bonita queda d’água e prainha espaçosa, caminha-se apenas 500 metros para chegar até ela. A do Lázaro é um pouco mais distante (1.300 metros) e tem uma queda d’água maior. É mais procurada pelo público jovem, embora também seja de fácil acesso e tenha praia.

Já a reserva do Abade é mais indicada para quem gosta de caminhar. O núcleo tem duas opções de trilha. Na curta, são vistas duas cachoeiras. Na longa, são vistas quatro. A maior é a cachoeira do Abade. Seu belo e convidativo lago é uma recompensa e tanto para o esforço de chegar até lá. Quem tem fôlego consegue nadar até o ponto da queda d’água e receber o peso relaxante da cascata pelo corpo.

Várias outras cachoeiras completam a lista de atrativos em Pirenópolis: Dragões, Rosário, Meia Lua... Muitas requerem disposição física para conhecer. Para fazer as trilhas, vá de roupa leve e tênis. E não se esqueça de levar uma mochila com água, protetor solar, repelente e lanche.

  • Roberto Jayme/UOL

    Ao caminhar pelos calçamentos de pedras do centro histórico de Pirenópolis (GO), descobre-se lojinhas de artesanato, galerias, bistrôs, casas de doces e cachaças

Charme colonial e gastronomia

O fim de tarde e a noite em Pirenópolis têm muito charme, tempero e história. O casario colonial cercado de serras cria um ambiente bucólico e aconchegante. Ao caminhar pelos calçamentos de pedras, descobre-se lojinhas de artesanato, galerias, bistrôs, casas de doces, cachaçarias.

À noite, a rua do Rosário fica tomada de mesinhas dos bares e restaurantes iluminados por velas. No cardápio, comida de fazenda, italiana e goiana. Experimente o  arroz de pequi (fruta) e o empadão de guariroba (espécie de palmito) e também os produtos derivados da castanha de baru, típica da região, como o licor.

O centro histórico, tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), rende passeios interessantes, como a visita à Igreja da Matriz de Nossa Senhora do Rosário, símbolo do sincretismo religioso em Goiás. O templo sofreu com um incêndio em 2002 logo após ser restaurado em 1999, e teve de passar por um processo de recuperação de emergência, no qual o altar exposto hoje é o da antiga igreja dos negros.

Outros pontos históricos e culturais da cidade são a ponte sobre o rio das Almas e o Museu do Divino, dedicado à Cavalhada, tradicional manifestação folclórica realizada na cidade durante a Festa do Divino Espírito Santo, 45 dias depois da Páscoa. A luta coreografada entre cavaleiros cristãos e mouros dura três dias e envolve toda a cidade.

Salto do Corumbá

No caminho para Pirenópolis, saindo de Brasília pela BR 070, a exuberante queda d’água de 60 metros por paredões de pedra, pode ser vista da estrada e chama a atenção de quem passa. É o Salto do Corumbá, na vizinha Corumbá de Goiás. O lugar vale uma parada com tempo, no roteiro da ida ou da volta de Pirenópolis. O Salto do Corumbá fica dentro de um clube, com área de camping e hotel, com infraestrutura para grupos e famílias. Tem atividades para crianças, como toboágua em um lago, ou para aventureiros, como rapel ou tirolesa na cachoeira.

  • Roberto Jayme/UOL

    Salto do Corumbá (GO) fica em Corumbá de Goiás. Cachoeira pode ser vista da estrada

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