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Lagoa da Pampulha é destino para relaxar e fotografar

Renata Gama

Do UOL, em Belo Horizonte

31/07/2013 20h02

Prepare a câmera porque ela é fotogênica por vários ângulos. Pudera, o conjunto arquitetônico que exibe em sua volta é um dos mais bonitos do país. Com obras projetadas por Oscar Niemeyer na década de 1940 a pedido do então prefeito Juscelino Kubitschek, a Lagoa da Pampulha é referência modernista e destino certo dos turistas em Belo Horizonte.

Não escapa aos cliques a pequena Igreja de São Francisco de Assis, uma das obras mais emblemáticas de Niemeyer na capital mineira. Com suas linhas arredondadas que lembram os morros de Minas, a construção está no primeiro plano dos cartões postais de BH. O painel externo de azulejos mostrando cenas da vida de São Francisco é assinado por Cândido Portinari, bem como o mural do altar e os 14 quadros da Via Sacra, que estão expostos dentro da igrejinha.

A ida até lá rende ainda caminhadas cheias de imagens coloridas por entre os jardins assinados por Burle Marx. Além disso, as margens da lagoa artificial viraram hábitat para famílias de capivaras que circulam pelos gramados sem se intimidar com as câmeras fotográficas dos turistas. Píers ao longo da orla servem de pontos de foto que colocam no mesmo quadro as belezas arquitetônicas e o espelho d`água formado pela lagoa.

O Estádio do Mineirão e o Mineirinho, próximos da lagoa, surgem ao fundo, conforme se caminha pela orla. Uma imagem clássica mostra no mesmo plano a igrejinha de São Francisco e as arenas esportivas.

Também projetados por Niemeyer, o Museu de Arte da Pampulha, a Casa de Baile são outras paradas do circuito fotográfico. No entanto, quem chega à cidade durante a Copa das Confederações vai encontrar os dois atrativos fechados para reforma e as lentes alcançarão apenas as fachadas.

O Museu de Arte da Pampulha um dia foi um cassino. Hoje, em seu acervo figuram pintores modernistas brasileiros. E a Casa de Baile tem uma curiosidade. É a única construção do conjunto localizada totalmente sobre uma ilha artificial ligada à orla apenas por uma ponte de concreto. O espaço foi projetado por Niemeyer para servir de lazer e entretenimento nas noites de BH. Logo, tornou-se palco de bailes e festas. Após ficar fechada por 54 anos, a casa foi reaberta em 2002 para se tornar um centro de urbanismo.

Cliques saborosos

Na Pampulha, até o almoço rende cliques fotográficos. O Xapuri, um dos restaurantes mais famosos da cidade pela cozinha mineira, tem um ambiente rico em imagens. Instalado num grande espaço, o local reproduz o clima de fazenda, com mesas e bancos longos dispostos em galpões, no estilo rancho. E a cozinha, com panelas e linguiças penduradas acima do fogão à lenha fica exposta aos visitantes.

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