Ilhas Canárias

Cultural

Em um bate-volta nas ilhas Canárias, faça um tour histórico por La Laguna

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Rafael Mosna
Do UOL, nas Ilhas Canárias

O arquipélago está localizado ao norte da África, a 95 km da costa do continente, e tem como moeda o euro e como idioma o castelhano. Parada de cruzeiros turísticos, as ilhas Canárias foram tomadas pelos espanhóis no século 15. Do povo nativo, os ganches, restam apenas lendas, histórias e resquícios arqueológicos – foram totalmente dizimados pelo conquistador.

Se você faz parte do grupo de cruzeiristas que passará poucas horas no destino, ou percorre a Europa em um mochilão e destinou pouco tempo ao local, pode deixar de lado as compras (que serão o objetivo de muitos dos seus colegas viajantes) e se preparar para um tour focado no passado e na cultura da região. Comece por La Laguna, onde nasceu José de Anchieta, declarado como santo pelo papa Francisco em abril deste ano. Situada na Plaza del Adelantado, a casa onde viveu o jesuíta e fundador da cidade de São Paulo pode ser vista apenas do lado de fora.

La Laguna está a cerca de 10 km da capital Tenerife. É possível chegar à localidade utilizando a tranvia (bonde; 30 minutos) ou ônibus (entre 15 e 20 minutos), cujos tíquetes custam pouco mais de € 1 (R$ 3,10) cada um. Em táxi, a viagem costuma tardar de cinco a dez minutos e será preciso desembolsar um valor estimado em € 10 (R$ 31).

Capital do arquipélago até o início do século 19, esteve “abandonada” turisticamente até voltar à cena em 1999, data em que recebeu o título de patrimônio da humanidade. A virada ocorreu em 2004, quando grande parte das ruas do centro histórico se tornaram um espaço exclusivo para pedestres. A partir de então, o número anual de visitantes saltou de aproximadamente 20 mil, na época, para 1,5 milhão, hoje em dia.

A dica é começar o tour histórico pela Casa de los Capitanes (Calle La Carrera, 5), onde está o centro de informação turística. Lá, tente se inscrever na recepção para realizar um tour guiado gratuito pela cidade. O próprio imóvel é um exemplo do chamado “estilo canário”, com a utilização de madeira de pino local e pedra vulcânica, presença de pátio interior e varanda. (Observe a nogueira, árvore da noz, no pátio.)

No centro histórico, é permitido entrar em qualquer edifício que esteja com a porta aberta e visitar seu pátio interno. Serão vários durante a caminhada pelas ruelas de pedra.

O Museu de História e Antropologia (Calle San Agustín, 22, com entrada a € 5, R$ 15,50; grátis às sextas e aos sábados após as 16h) também aborda questões culturais da ilha. Está sediado no palácio Lercaro, antiga residência de uma família de origem genovesa. A poucos passos dali, na Casa dos Jesuítas, ordem que se instalou em La Laguna a partir de 1639, há peças de mobiliário antigo, coleção de moedas e objetos históricos.

Veja mais atrações

Parque nacional Timanfaya: Tem paisagem lunar criada pela erupção de um vulcão.

Praias: São várias. Dois exemplos: a La Arena tem infraestrutura hoteleira, com restaurantes e comércio, e a Jandía promete paz e águas de cor azul-turquesa.

Monte Teide: O vulcão com altitude de 3.718 metros pode ser visitado em um teleférico. Dia nublado não é sinônimo de experiência ruim, já que as nuvens podem ser vistas de cima (!).

Dunas de Maspalomas: O grande espaço de dunas está a poucos metros do mar.

Santa Cruz La Palma: Charmosa, seu centro urbano inclui edificações dos séculos 16 e 17.

Isla de los Lobos: Sossego e águas cristalinas.

* Preços pesquisados em junho de 2014

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